Dinheiro esquecido: R$ 6,2 bilhões ainda podem ser resgatados
Mais de 24 milhões de brasileiros ainda têm recursos esquecidos em bancos e instituições financeiras.
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O sistema criado pelo Banco Central para verificar dinheiro esquecido em bancos informou que ainda há R$ 6,241 bilhões em “recursos esquecidos” pelos clientes. De acordo com o balanço, R$ 4.437.422.917,99 são recursos de 24.080.039 de pessoas físicas. e R$ 1.804.196.767,06 são valores de 2.274.851 de empresas.
O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br.
O dinheiro pode ter diferentes origens, como saldos remanescentes de contas encerradas, tarifas cobradas indevidamente, cotas de cooperativas de crédito, sobras de consórcios e recursos mantidos em corretoras, financeiras ou outras instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central.
Desde a criação do SVR, aproximadamente R$ 15,47 bilhões já foram devolvidos a pessoas físicas e empresas. O saldo disponível, porém, é menor do que o registrado em meses anteriores. Em abril, o sistema reunia mais de R$ 10,32 bilhões.
Parte da redução está relacionada aos resgates realizados pelos titulares. Outra parcela, de aproximadamente R$ 5,7 bilhões, foi transferida para o Fundo Garantidor de Operações (FGO), conforme autorização da Lei 14.973/2024. Os recursos são usados para reforçar as garantias do programa Desenrola Brasil.
A operação é analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que avalia a utilização de valores não resgatados no financiamento de programas federais. Segundo o Banco Central, uma reserva equivalente a pelo menos 10% do valor transferido deve ser mantida para atender solicitações posteriores de devolução.
Como consultar o dinheiro esquecido?
A consulta é gratuita e deve ser feita exclusivamente pelo site oficial do Sistema de Valores a Receber, no endereço valoresareceber.bcb.gov.br. Na primeira etapa, não é necessário fazer login. O cidadão deve informar o CPF e a data de nascimento. No caso de empresas, são solicitados o CNPJ e a data de abertura.
Quando existem valores disponíveis, o usuário precisa entrar com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas habilitada, para conferir o montante e solicitar a devolução.
Pessoas físicas também podem habilitar o recebimento automático por meio de uma chave Pix vinculada ao CPF. A funcionalidade não está disponível para empresas, contas conjuntas ou instituições que não aderiram ao sistema automático.
O SVR também permite consultar valores pertencentes a pessoas falecidas e empresas encerradas. Nesses casos, o acesso deve ser feito por herdeiros, inventariantes, testamentários ou representantes legais.
O Banco Central alerta que o serviço não cobra taxas, não envia links por WhatsApp e não solicita senhas. Mensagens que prometem liberar dinheiro mediante pagamento devem ser ignoradas.
Quem pode receber o dinheiro esquecido de pessoas que já morreram?
O saque dos “valores a receber” de pessoas falecidas é autorizado para herdeiros, testamenteiros, inventariantes ou quem é representante legal.
Após descobrir que há valores de pessoa falecida, o usuário irá selecionar Acessar o SVR e entrar no sistema com a sua própria Conta gov.br, nível prata ou ouro. Já no sistema, basta clicar no botão ‘Valores para Pessoas Falecidas’ e aceitar o Termo de Responsabilidade de consulta a dados de terceiros. Atenção! É preciso ser herdeiro(a), testamentário(a), inventariante ou representante legal, para acessar os dados da pessoa falecida.
De posse dessas informações, o usuário pode entrar em contato com a instituição e combinar a forma de apresentar a documentação necessária para comprovar que é herdeiro(a), testamentário(a), inventariante ou representante legal da pessoa falecida. Nesse caso, não é possível solicitar o valor diretamente pelo sistema.