Vai ter greve dos caminhoneiros? Entenda as reivindicações da categoria
Paralisação é provocada pela MP do Frete

Caminhoneiros autônomos iniciaram uma mobilização nacional na segunda-feira, 13 de julho de 2026, para pressionar o Senado a votar a Medida Provisória 1.343/2026, conhecida como MP do Frete. O movimento foi convocado para ocorrer principalmente em portos e pontos estratégicos de transporte de cargas. Veja o que sabemos até agora.
Vai ter greve dos caminhoneiros?
Lideranças da categoria dos caminhoneiros convocaram uma paralisação nacional iniciada nesta semana, com foco principalmente nos portos e centros de distribuição de cargas. O objetivo é pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a colocar em votação a MP 1.343/2026 antes que ela perca a validade, prevista para 16 de julho.
Nesta terça-feira (14), já foram registrados reflexos no Sistema Anchieta-Imigrantes, na Baixada Santista, devido ao aumento da concentração de caminhões com destino aos portos. As autoridades acompanham a situação e afirmam que seguem monitorando os impactos da mobilização.
Até o momento, porém, não há registro de um bloqueio nacional semelhante ao ocorrido em 2018, quando o país enfrentou dez dias de paralisação, desabastecimento de combustíveis, interrupção da produção industrial e alta de preços em diversos setores. A evolução do movimento dependerá principalmente da votação da MP no Senado nos próximos dias.
O principal nome à frente da mobilização é Wallace Landim, conhecido como Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava). Segundo ele, a orientação é que caminhoneiros autônomos evitem realizar viagens até que haja uma definição sobre a proposta no Congresso.
A MP reforça a fiscalização do piso mínimo do frete, amplia punições para empresas que descumprirem a tabela e prevê anistia a multas aplicadas em manifestações anteriores. Para parte da categoria, a medida representa uma garantia de renda diante dos custos elevados da atividade.
Enquanto isso, o governo federal tenta negociar uma solução para evitar que a paralisação se intensifique. Integrantes do Palácio do Planalto mantêm diálogo com representantes dos caminhoneiros e articulam a votação da proposta no Senado.
Diferentemente da greve histórica de 2018, o movimento atual tem como principal reivindicação a aprovação da chamada MP do Frete, e não o preço do diesel. Apesar disso, a mobilização desperta preocupação porque o transporte rodoviário responde pela maior parte da circulação de mercadorias no Brasil. Caso a paralisação ganhe adesão em diferentes estados, podem ocorrer atrasos no escoamento de cargas, especialmente em portos e centros logísticos.
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