Entenda o pacote de estímulos de Joe Biden: por que ele influencia o dólar?

A provável entrada de 1,9 trilhão de dólares na economia deve ajudar a movimentar os mercados, mas desvaloriza a moeda.

O país, que ocupa o 1º lugar no ranking em casos de covid-19, pode ganhar um respiro na atividade econômica, ainda que a moeda caia.

No próximo dia 20 de janeiro, Joe Biden tomará posse como o próximo presidente americano. Com isso, deve passar a cuidar de assuntos urgentes, como a vacinação contra a covid e a revitalização econômica do país. Enquanto os Estados Unidos têm ficado em primeiro lugar na escala em número de casos da doença, o pacote de estímulos proposto por Joe Biden já mexeu com o mercado na última semana, influenciando naturalmente o movimento do dólar, que caiu. O que é preciso entender sobre isso?

Primeiramente, vale entender o tamanho das medidas em termos financeiros. O pacote de estímulos de Joe Biden deve custar 1,9 trilhão de dólares, sendo 1 trilhão de auxílio às famílias americanas e 40 bilhões para empresas e comunidades locais. O governo também pretende ajudar estados e municípios e o setor da saúde. Ou seja, é uma enxurrada de dinheiro.

Com tanto dólar a mais no mercado, é natural que a moeda americana tenha que encarar desvalorização. Além disso, as atividades econômicas ao redor do globo vêm sofrendo os impactos do isolamento social. Desse modo, quando uma injeção de dinheiro é aplicada por governos ao redor do mundo, também serve de empurrão para combater os prejuízos econômicos causados no último ano.

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Imagem: Reprodução

Pacote de estímulos de Joe Biden deve levantar a economia

 

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Com relação à economia americana, a expectativa é que o pacote de estímulos de Joe Biden ajude a manter a liquidez do mercado, já que o país também registra recordes no número de pedidos de auxílio-desemprego. Na última semana, por exemplo, foram 965 mil novos pedidos, um número maior que a expectativa dos analistas e a maior alta em 5 meses. 

Segundo Joe Biden, o pacote de resgate tem como objetivo evitar a fome e reduzir a pobreza que aumentou no país devido aos impactos da pandemia de covid-19. Estão previstos cheques de estímulo e seguro-desemprego suplementar até setembro.

A ajuda para a economia dos Estados Unidos se reflete na valorização das ações nas Bolsas americanas. Biden afirmou em seu pronunciamento sobre o plano que apesar de não ser barato, o pacote obteve apoio de economistas, instituições financeiras e bancos de Wall Street.

 

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Real, dólar e ações

 

No Brasil, o câmbio vem sofrendo com a volatilidade do início do ano. O pacote de estímulos de Joe Biden ajudou a moeda a recuperar parte das perdas que se acumulavam. Por exemplo, na última sexta, dia 15, o dólar fechou em queda pela terceira sessão seguida, com desvalorização de 1,90%, a R$ 5,2097. E agora o foco é na questão das vacinas contra a covid. Os dois temas, aliás, vêm sendo os mais importantes quando se trata de entender os reflexos sobre as moedas e os investimentos. No Brasil, ainda existe a questão do risco fiscal, que volta e meia acaba se refletindo no mercado.

As movimentações devem continuar ocorrendo no cenário próximo, já que o pacote de estímulos de Joe Biden precisará ser aprovado. E ainda que o Congresso esteja nas mãos dos democratas nos Estados Unidos, a aprovação pode não ser tão simples e rápida, o que deve causar oscilações na moeda e nos mercados acionários

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