Governo autoriza novo prazo e Desenrola Brasil vai até 31 de agosto

Veja as regras para aderir ao programa do governo federal

Tem nome sujo? Os brasileiros endividados têm até 31 de agosto de 2026 para renegociar suas dívidas com juros menores e descontos por meio do Desenrola Brasil 2.0. O prazo foi prorrogado pelo governo federal para ampliar o acesso ao programa e permitir que mais pessoas regularizem a situação financeira. Veja como funciona o Desenrola Brasil.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo federal prorrogou a adesão ao Desenrola Brasil 2.0 até 31 de agosto de 2026, prazo final da medida provisória que criou o programa.

Segundo o ministro, a ampliação do prazo permitirá que mais consumidores regularizem pendências financeiras antes de solicitar crédito para a compra de carros e motocicletas, aumentando as chances de aprovação nas novas linhas de financiamento.

Como funciona o Desenrola Brasil 2026?

O Desenrola Brasil 2.0 é voltado para brasileiros que recebem até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105 em 2026. O programa permite a renegociação de dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos. Entre as modalidades contempladas estão cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

Segundo o Ministério da Fazenda, os juros das novas operações são limitados a 1,99% ao mês, enquanto os descontos variam entre 30% e 90% sobre o valor principal da dívida, de acordo com o tipo de crédito e o prazo escolhido.

Podem participar do Desenrola Brasil 2.0 os brasileiros que recebem até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e possuem dívidas enquadradas nas regras do programa.

As dívidas precisam ter sido contratadas até 31 de janeiro de 2026 e estar com atraso entre 90 dias e dois anos.

Para aderir ao programa, o consumidor deve fazer todo o processo pela internet, por meio da plataforma gov.br, ou utilizar os canais disponibilizados pelas instituições financeiras participantes.

Depois de acessar o sistema, basta consultar as dívidas disponíveis para renegociação, escolher a proposta mais adequada e concluir a contratação das novas condições de pagamento. Quem ainda não possui cadastro no gov.br pode criar uma conta gratuitamente para utilizar o serviço.

Podem ser renegociadas as dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC), desde que tenham sido contratadas até 31 de janeiro de 2026 e estejam em atraso entre 90 dias e dois anos.

Os descontos podem variar de 30% a 90%, conforme a modalidade da dívida e o prazo escolhido para pagamento. Já os juros das novas operações são limitados a 1,99% ao mês.

Quem deseja renegociar deve acessar a plataforma gov.br ou procurar os canais oficiais das instituições financeiras participantes. Após consultar as ofertas disponíveis, o consumidor poderá escolher a proposta com desconto e concluir a renegociação diretamente pelos canais autorizados.

Segundo o Ministério da Fazenda, o programa já renegociou mais de R$ 22 bilhões em dívidas e realizou cerca de 3,6 milhões de renegociações até o fim de junho. Com isso, o saldo devedor caiu de aproximadamente R$ 22 bilhões para R$ 4 bilhões.

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