Inflação de 2020 será de 3,5%, projeta Ipea

A inflação segue ainda abaixo da projeção inicial de 4%. A alta na taxa é reflexo do aumentos dos preços de alimentos e commodities.

A inflação de 2020 segue em trajetória de alta nos últimos meses. Por isso, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta que a taxa inflacionária do ano deve fechar em 3,5%. O cálculo tem como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Vale lembrar que na estimativa anterior, de setembro, a previsão da inflação era de 2,3%.

De acordo com o Ipea, o aumento no preço dos alimentos resultou na alta da inflação. Mas também, a desvalorização do câmbio e a alta dos preços internacionais de commodities.

A alta projetada para os preços dos alimentos em 2020 passou de 11% para 16,2%, o que deve fazer com que esse grupo seja responsável por 60% da variação do IPCA no ano. As projeções também indicam uma aceleração da inflação para os bens de consumo, de 1% para 2,5%. Os serviços tiveram alta nas projeções, de 0,7% para 1,5%, com exceção dos serviços de educação, estáveis em 1,2%.

Segundo o Ipea, apesar da aceleração da inflação no segundo semestre de 2020, a projeção da taxa ainda está abaixo da meta para 2020, de 4%.

 

Influência da Inflação no dia-a-dia

Inflação é o nome dado ao aumento de preços de bens e serviços. Seu cálculo é feito a partir de uma cesta de produtos, que possui itens relacionados a alimentação, habitação, vestuário, transporte, saúde, despesas pessoais, educação e comunicação. Quando há inflação, há por consequência diminuição do poder de compra da moeda.

Sendo assim, a inflação influencia diretamente o salário e rendimentos de qualquer pessoa, em relação ao poder de compra. Ou seja, quando a taxa inflacionária aumenta, os preços do produtos também têm alta, principalmente os alimentos e bens de consumo.

Por outro lado, a correção do salário mínimo também tem como base a inflação, sendo assim, o reajuste é maior quando a inflação está mais alta. Contudo, em 2020 e para 2021, isso não será uma vantagem para o trabalhador, pois não há “ganhos reais”. O valor de compra tende a permanecer sem alterações.

Além disso, a inflação reflete em outras taxas de reajuste anuais, como o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). Sendo assim, influencia na correção de contratos de educação, transportes, telefonia e imóveis, no caso de aluguéis.

 

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