Golpe no WhatsApp: mensagem de abono emergencial de Natal é falsa

Segundo a mensagem, o auxílio seria no valor de R$ 800 por CPF, e pedia o preenchimento de um formulário sem ligação com instituições públicas

O Ministério da Cidadania publicou um comunicado oficial informando que as informações que circulam sobre o abono emergencial de Natal são falsas. Segundo a mensagem, o auxílio seria no valor de R$ 800 por CPF, e pedia o preenchimento de um formulário em um site ser ligação com qualquer instituição pública brasileira.

 

Mensagem falsa de abono de natal

A mensagem, na verdade, está sendo usada para roubar informações do usuário. Segundo o G1, a mensagem diz: “Já esta disponível o cadastramento para o abono emergencial de Natal no valor de R$800 por CPF. Cadastramento válido para: beneficiários do auxílio emergencial, Bolsa Família e pensionistas. Cadastramento liberado até o dia 26/10/2020”. Dessa maneira, ao fim da mensagem há um site um site. A intenção é que o usuário acesse e insira os dados pessoais, que podem ter como fim o golpe.

Portanto, o Ministério da Cidadania fez um alerta: “É importante esclarecer que o período de solicitação para receber o auxílio emergencial foi encerrado no dia 2/7/2020. Não há mais como se inscrever para receber o benefício do Auxílio Emergencial do governo federal”.

 

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Site de banco nacional

Segundo a Uol, um golpe semelhante estaria direcionando os usuários a uma página semelhante a de um banco nacional. Assim, é feita a solicitação que o usuário responda um questionário e forneça dados. Ao confirmar que a pessoa “não é um robô”, o site pede que ela clique em um link para compartilhar a inscrição no status do Facebook. A página avisa ainda sobre um SMS de confirmação. Na matéria, o analista de segurança sênior da Kaspersky, Fabio Assolini, diz que este é o momento que o golpe acontece.

“Ao realizar a suposta confirmação, o usuário estará contratando um serviço pago de telefonia móvel sem saber. A cobrança será feita em sua próxima fatura, e muitos acabam pagando sem nem mesmo perceber. Isso acontece porque os fraudadores estão criando cadastros em plataformas de serviços de valor agregado de operadores e, assim, utilizando a estrutura de cobrança dessas empresas para obter ganhos financeiros”, explica Assolini.

 

Cestas básicas pelo CRAS

Segundo o Contábeis, também circula nas redes sociais, principalmente WhatsApp, mensagens sobre doações de cestas básicas feitas pelo Centro de Referência da Assistência Social (CRAS). Conforme apurado pela Agência Lupa, o link que acompanha a mensagem traz a orientação para preencher um formulário, em um site que não é vinculado a nenhuma instituição pública brasileira. Primeiro, o domínio “ajuda-social.com”, depois o domínio muda para “proj-social.com”.

Ao preencher o formulário com as informações, o usuário tem a obrigação de compartilhar com outros contatos do WhatsApp. Assim, o usuário tem encaminhamento para o site “vagasagora.net”. Dessa maneira, são roubados dados de usuários.

 

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Fonte Uol G1 Contábeis

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