Quando começa a declaração de Imposto de Renda 2026 e quem vai precisar declarar

Declaração começa no mês de março
Escrito por Anny Malagolini
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Quando começa a declaração de Imposto de Renda 2026
Foto: Getty Images
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A Receita Federal divulgará na próxima segunda-feira, 16 de março, as regras oficiais da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. O anúncio será feito durante uma coletiva de imprensa no Ministério da Fazenda, em Brasília, às 10h, com transmissão ao vivo pelo canal do órgão no YouTube.

Embora o calendário ainda não tenha sido oficialmente confirmado, a expectativa é que o prazo para entregar a declaração comece no próprio dia 16 de março e termine em 29 de maio, último dia útil do mês. O período segue o mesmo padrão adotado nos últimos anos.

As informações foram divulgadas pela Receita Federal, órgão responsável pela administração tributária no Brasil.

A coletiva contará com a participação do secretário especial da Receita Federal, Robison Sakiyama Barreirinhas, além de especialistas responsáveis pela área técnica do programa do IRPF.

Também participam do evento o subsecretário de Arrecadação, Cadastros e Atendimento, Gustavo Andrade Manrique, o subsecretário de Gestão Corporativa Juliano Neves, o auditor-fiscal José Carlos da Fonseca, responsável pelo programa do IRPF 2026, e Ariadne Fonseca, diretora de Negócios Econômico-Fazendários do Serpro.

Durante a apresentação, serão detalhadas as regras para entrega da declaração, novidades do sistema e orientações para os contribuintes.

Quem precisa declarar o Imposto de Renda de 2026?

Uma das principais dúvidas dos brasileiros neste ano envolve a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês. A mudança foi estabelecida pela Lei nº 15.270, de 26 de novembro de 2025, que alterou a legislação do imposto sobre a renda e ampliou o limite de isenção para pessoas físicas.

Desde 1º de janeiro de 2026, trabalhadores que recebem até R$ 5.000 mensais passaram a não pagar Imposto de Renda. A medida é aplicada por meio de um mecanismo de redução do imposto que pode chegar a R$ 312,89 por mês.

Apesar disso, a nova regra não terá impacto na declaração entregue em 2026. Isso ocorre porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos obtidos em 2025. Portanto, a nova faixa de isenção só terá efeito prático na declaração que será entregue em 2027.

A nova legislação também criou uma redução gradual da carga tributária para trabalhadores com renda intermediária. Quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês terá uma diminuição parcial do imposto. Quanto menor a renda dentro dessa faixa, maior será o desconto aplicado.

Acima de R$ 7.350 mensais, permanece a cobrança normal do Imposto de Renda com base na tabela progressiva vigente, que varia entre 7,5% e 27,5%.

No cálculo anual, também foi estabelecida uma nova faixa de isenção: contribuintes com renda anual de até R$ 60 mil passam a não pagar imposto sobre os rendimentos tributáveis.

Para rendimentos entre R$ 60.000,01 e R$ 88.200 por ano, haverá uma redução gradual do valor do imposto devido.

Quem deve declarar o Imposto de Renda em 2026?

Mesmo quem não paga imposto pode precisar entregar a declaração. Isso acontece porque a obrigatoriedade depende de outros critérios além da renda.

Seguindo as regras aplicadas no último exercício fiscal, devem declarar o Imposto de Renda em 2026 os contribuintes que, em 2025:

  • receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888, como salários ou aposentadorias;
  • tiveram rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil;
  • obtiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos;
  • realizaram operações em bolsa superiores a R$ 40 mil;
  • tiveram lucro com operações de day trade;
  • possuíam bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025;
  • tiveram receita bruta de atividade rural superior a R$ 169.440;
  • passaram a morar no Brasil em 2025;
  • declararam bens ou investimentos no exterior.

Documentos necessários para declarar

Para preencher a declaração corretamente, o contribuinte deve reunir alguns documentos essenciais.

Entre eles estão:

  • documento oficial com CPF;
  • comprovante de endereço atualizado;
  • CPF do cônjuge e dos dependentes;
  • recibo da declaração do ano anterior;
  • informes de rendimentos de empresas, bancos e corretoras;
  • extratos de investimentos;
  • comprovantes de despesas médicas e educação;
  • informes de previdência privada e planos de saúde.

Os informes de rendimentos foram enviados por empresas, bancos e pelo INSS até 27 de fevereiro, prazo máximo estabelecido pela Receita Federal.

Caso o documento não tenha sido recebido, o contribuinte deve solicitá-lo diretamente à empresa ou utilizar a declaração pré-preenchida, que estará disponível no sistema da Receita.

Quando começa o pagamento das restituições

Assim como ocorreu nos últimos anos, o pagamento das restituições do Imposto de Renda deve começar no fim de maio. A expectativa é que o primeiro lote seja liberado em 29 de maio, enquanto o quinto e último lote deverá ser pago em 30 de setembro.

Normalmente, recebem primeiro os contribuintes com prioridade legal, como idosos, pessoas com deficiência e professores, além de quem opta pela declaração pré-preenchida ou pela restituição via Pix.

Anny Malagolini é jornalista com ampla experiência em produção de conteúdo digital e SEO. Atuou em redações como Campo Grande News, Correio do Estado e Midiamax, faz a estratégia editorial do portal DCI, com foco em audiência orgânica e conteúdo de autoridade.