CondoConta, fintech de condomínios, recebe aporte de R$ 6,6 milhões

Startup catarinense funciona como uma espécie de banco de condomínios, ajudando síndicos e administradoras na gestão financeira

A startup CondoConta, fintech de Santa Catarina, recebeu um aporte de R$ 6,6 milhões em uma rodada de investimento seed liderada pela gestora Redpoint eventures, de acordo com informações divulgadas pela revista Exame, nesta sexta-feira, 19. A Darwin Startups, que acelerou o negócio em 2020, também participou da rodada.

A fintech, liderada por Rodrigo Della Rocca, Marcelo Cruz e Atílio Borges, é uma espécie de banco dos condomínios brasileiros, ajudando síndicos e administradoras com a gestão financeira de condomínios residenciais.

Hoje, um ano após os primeiros passos da startup, a CondoConta já possui mais de 300 condomínios como clientes.

Segundo Della Rocca, a startup movimentou R$ 25 milhões só com antecipação de recebíveis nos oito primeiros meses de operação. Os condomínios clientes somam mais de R$ 10 bilhões em patrimônio imobiliário.

Agora, com o aporte, a empresa quer bater a marca de 2 mil clientes até o final de 2022. Para isso, quer duplicar o time de funcionários de 25 para 50, investir em tecnologia e lançar mais produtos no mercado.

Fundadores da CondoConta
Crédito: Divulgação/CondoConta

“Estamos mirando novas oportunidades de negócio, como o financiamento de sistemas de geração de energia solar e programas de cashback para o pagamento das taxas condominiais”, disse Rodrigo Della Rocca na entrevista.

Mercado atrativo

O mercado de condomínios, hoje, está entre os mais atraentes para startups. As empresas que atuam nesse ramo são chamadas de condotechs.

Com soluções que variam de entrega de encomendas, solução para problemas com vizinhos e notificação de visitas, o setor ainda tem cara de nicho. Afinal, ainda não há um unicórnio ou grandes levantamentos sobre o segmento.

No entanto, algumas empresas desse mercado estão chamando a atenção. Caso da própria CondoConta, em alta apenas um ano após sua entrada no mercado; a EntregAli, de armários inteligentes para correspondências; e a Noknox, de porteiro digital.

“É um mercado gigantesco, com muita insuficiência na administração, nas finanças, na gestão de comunidades. Nos Estados Unidos, empresas como a NextDoor começam a atacar o problema, então decidimos procurar soluções no Brasil”, disse Romero Rodrigues, sócio-diretor do fundo.

 

 

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