Superliga europeia: como funciona e regras do novo torneio

Criada por doze clubes da Europa, a criação da Superliga causou polêmica no meio do futebol

Com mais um fim de semana de futebol chegando ao fim, torcedores receberam uma grande notícia que surpreendeu a todos. Clubes da Europa, incluindo Inglaterra, Espanha e Itália, pronunciaram-se favoráveis para a criação da Superliga europeia, ou seja, um novo torneio que não seja liderado pela UEFA, entidade que hoje toma conta do futebol europeu. A notícia ganhou muita repercussão, com opiniões contrárias e favoráveis. Mas, afinal, o que é essa nova liga? Então, entenda a seguir tudo o que representa e quais serão as principais mudanças.

O que é a Superliga europeia de futebol?

A Superliga europeia, como foi nomeada, é um novo torneio no futebol europeu criado por doze clubes do continente para disputas no meio da semana governada por seus clubes fundadores, com o intuito principal de ser o oposto da Champions League, tomada pela UEFA.

De acordo com o comunicado, o objetivo principal para a criação do torneio é melhorar a qualidade das competições, criando também um melhor formato para os melhores clubes da Europa. Além disso, segundo a nota, os times esperam poder comunicar-se com a UEFA e a FIFA no futuro para, quem sabe, trabalharem juntos.

Florentino Pérez, atual presidente do Real Madrid, também será o presidente da Superliga, com apoio também do presidente da Juventus, Andrea Agnelli, tornando-se o vice-presidente.

Quais times participam da Superliga europeia?

Neste momento, doze clubes anunciaram a participação para a Superliga europeia na próxima temporada. São eles Arsenal, Manchester City, Liverpool, Manchester United, Tottenham e Chelsea na Inglaterra. Já na Itália, Juventus, Milan e Inter de Milão pronunciaram-se em favor da nova liga. Enquanto isso, na Espanha, os três principais times Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid também mostraram-se favoráveis e vão participar.

Liverpool x Aston Villa
Liverpool Twitter Oficial / Reprodução @LFC

Como será o formato do torneio?

A Superliga, como foi nomeada, vai integrar 20 equipes da Europa para um torneio de modelo diferente da UEFA Champions League, sendo 15 delas fundadores, contando com um mecanismo de qualificação anualmente diferente.

De acordo com o comunicado oficial divulgado pelo Liverpool na noite de domingo (18), os jogos acontecerão no meio da semana com todos os times ainda participando de suas respectivas ligas nacionais no fim de semana, ou seja, nada muda no calendário.

Serão dois grupos de 10 times cada jogando dentro e fora de casa, onde os três primeiros se classificam automaticamente para as quartas de final. As equipes que terminarem em quarto e quinto jogarão uma espécie de ‘playoff’ para conquistar as vagas que sobraram.

Enquanto isso, mantendo jogos de ida e volta, o formato mata-mata será utilizado para as equipes alcançarem a grande final realizada em maio em jogo único em estádio neutro. O comunicado também informa que o futebol feminino também vai receber a Superliga assim que possível.

Quando a competição europeia tem início?

Até o momento, nenhuma foi anunciada, principalmente porque nada foi definido e confirmado até o momento. Entretanto, se o torneio realmente acontecer, os jogo so poderão ser realizados na próxima temporada, em 2021/22.

Qual é a posição da FIFA e UEFA sobre a Superliga?

Na manhã de segunda-feira (19), a FIFA emitiu comunicado oficial mostrando-se contrária a criação da Superliga no futebol europeu, chamando de ‘liga separatista europeia fechada’ a competição.

“A FIFA sempre defende a unidade no futebol mundial e apela a todas as partes envolvidas nas discussões acaloradas para que se engajem em um diálogo calmo, construtivo e equilibrado para o bem do jogo e no espírito de solidariedade e jogo justo. A FIFA fará, obviamente, tudo o que for necessário para contribuir para um caminho harmonizado no interesse geral do futebol”.

Já a UEFA, federação que controla o futebol na Europa, pronunciou-se juntamente com a Federação Inglesa de Futebol, a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), e a Federação Italiana de Futebol (FIGC), responsáveis pelo futebol de cada país.

Em comunicado, as entidades garantiram que farão de tudo para se opor a criação da Superliga, sendo no jurídico ou no meio desportivo. Além disso, a UEFA garantiu tomar medidas drásticas contra os clubes que participarem da nova competição, chamada de “interesse pessoal”.

“Conforme previamente anunciado pela FIFA e as seis Confederações, os clubes em questão serão proibidos de jogar em qualquer outra competição a nível nacional, europeu ou mundial, e seus jogadores não poderão ter a oportunidade de representar suas seleções nacionais”.

 

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