Técnicos demitidos estaduais: clubes têm 9 demissões em 2022

Desde o começo do ano, com o início dos estaduais, nove treinadores já deixaram o comando dos times

Demissões precoces são constantes no futebol brasileiro. Desde o começo da temporada até o fim do ano, é comum observarmos as equipes trocando de comandantes seja por uma sequência de resultados ruins ou apenas uma derrota em um clássico. Quanto tempo pode durar um treinador no Brasil? Em 2022, quantos técnicos já foram demitidos nos estaduais? Entenda os números e veja o que esperar para o Brasileirão.

Quantos técnicos foram demitidos nos Estaduais em 2022?

Desde o começo dos Campeonatos Estaduais no futebol brasileiro a 18 de fevereiro, nove técnicos já foram desligados de seus clubes por alguma razão, seja ela uma sequência de derrotas ou a falta de empenho dos jogadores dentro das quatro linhas.

O Santos optou por desligar Fábio Carille do comando técnico do Santos em 18 de fevereiro. No anúncio, o clube santista garantiu que foi em comum acordo entre as duas partes. Em 25 partidas, foram nove vitórias, nove empates e sete derrotas. A derrota para o Mirassol na sétima rodada do Campeonato Paulista, jogando fora de casa, aumentou a pressão por parte dos torcedores.

O mesmo aconteceu com Vagner Mancini onde, mesmo brigando pela liderança do Campeonato Gaúcho, o empate diante o Juventude na sexta rodada impactou na decisão para ser demitido em 14 de fevereiro. Em seu lugar, Roger Machado foi contratado.

Até o momento, os seguintes técnicos foram desligados de suas funções:

 

  1. Fábio Carille (Santos)
  2. Vagner Mancini (Grêmio)
  3. Sylvinho (Corinthians)
  4. Jorge Ferreira (Paraná)
  5. Claudinei Oliveira (Avaí)
  6. Ederson Moreira (Botafogo)
  7. Felipe Conceição (Chapecoense)
  8. Hélio dos Anjos (Náutico)
  9. Marcelo Cabo (Atlético-GO)
Técnicos demitidos estaduais
Vagner mancini deixou o comando do grêmio em 14 de fevereiro. Foto: reprodução / lucas uebel / grêmio fbpa

Quais técnicos foram contratados para os Estaduais?

Enquanto uns perdem os seus lugares no futebol, outros ganham a oportunidade de treinar grandes e pequenas equipes pela oportunidade de mostrar o seu trabalho ao público.

Enquanto nove treinadores deixaram os cargos, outros seis profissionais da área técnica ganharam promoções e conquistaram vagas no comando técnico dos times para disputar os Estaduais e, quem sabe, continuar até o fim da temporada para o Campeonato Brasileiro entre as divisões.

Além de troca de treinador e novas contratações, muitos clubes ainda estão sem comandante e precisam se organizar para encontrar o profissional perfeito que encaixe em seu sistema de jogos. É o caso do Corinthians que, após a demissão de Sylvinho, continua sem treinador.

Acompanhe a seguir os nomes que já garantiram novos trabalhos até 18 de fevereiro de 2022.

 

> Paulo Pezzolano (Cruzeiro)

> Antonio Mohamed (Atlético-MG)

> Eduardo Barroca (Avaí)

> Felipe Conceição (Náutico)

> Roger Machado (Grêmio)

> Alexander Medina (Internacional)

> Paulo Sousa (Flamengo)

Por que a troca constante de técnicos no Brasil?

Trocar de treinador sempre que um problema aparece, seja ele dentro ou fora de campo, é praticamente uma cultura no futebol do Brasil, mais comum do que se imagina.

Em 2011, o técnico Ademir Fonseca foi contratado para assumir o Fortaleza. No entanto, ele ficou no comando apenas 6 dias, considerado o menor tempo que um treinador trabalhou dentro de um clube.

No Brasil, um treinador permanecer mais do que seis meses no cargo é muito raro porque a pressão é grande em todas as partes envolvidas. Começando pela torcida, que apenas quer títulos e resultados. Se o time não apresenta vitórias em campo e até deixa a desejar na qualidade, o pedido de troca de treinador nas redes sociais já começa a ganhar força.

Por parte da diretoria, a cobrança permanece e é constante. Mesmo com contratos assinados e multas de valores altíssimos, a demissão ou o comum acordo entre ambas as partes acontece.

O vai e vem é tamanho que, em 2021, a CBF decidiu implantar um limite para a troca de treinadores entre os times brasileiros. Agora, o clube não pode demitir mais de um técnico durante o campeonato. Se isso acontecer, a diretoria precisa efetivar algum profissional que esteja dentro do clube e registrado na própria CBF para ser interino.

Técnicos demitidos estaduais
Abel ferreira está no palmeiras por mais de um ano. Foto: reprodução / fabio menotti / palmeiras

Preparação para o Brasileirão 2022

O Brasileirão de 2022 vai começar em 10 de abril, com 38 jogos em pontos corridos em primeiro e segundo turno. A competição iniciará e terminará com um mês de diferença em relação às outras por conta da Copa do Mundo do Catar, marcada para 21 de novembro deste ano.

Os campeonatos estaduais funcionam como um teste para a grande maioria dos times no Brasil. Através deles, podem medir o time titular, quem vai e não vai jogar com a camisa principal, formações e táticas em campo. O título, entretanto, não tem o mesmo valor que o troféu da Copa do Brasil ou até mesmo do Brasileiro, por exemplo.

Mesmo faltando um longo período para começar, os times já começam a se programar para o Campeonato Brasileiro em todas as divisões. Com o fim dos Estaduais, a preparação aumenta ainda mais com contratações envolvidas e planejamento.

A dúvida, entretanto, é se cada um dos técnicos contratados no início do ano para disputar os Estaduais vão sobreviver até o início do Brasileirão. E se sucumbirem a pressão, como seguir adiante com os desafios impostos pela temporada ao longo do ano.

Acompanhe a seguir os compromissos da primeira rodada do Campeonato Brasileiro Série A em 2022.

 

Primeira rodada – 09, 10 ou 11 de abril

  • Atlético-MG x Internacional
  • Fluminense x Santos
  • São Paulo x Athletico
  • Palmeiras x Ceará
  • Botafogo x Corinthians
  • Juventude x Red Bull Bragantino
  • Fortaleza x Cuiabá
  • Atlético-GO x Flamengo
  • Avaí x América-MG
  • Coritiba x Goiás

 

Leia também:

Quem será o técnico do Corinthians em 2022? Veja 5 opções no mercado

Você pode gostar também