Por que Bolsonaro não vai tomar vacina contra a covid?

O presidente brasileiro se posiciona contrariamente aos imunizantes aplicados no mundo

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na terça-feira, 12 de outubro, que não vai se vacinar contra a covid-19. Até então o mandatário dizia que tomaria a primeira dose depois que o último brasileiro fosse vacinado, mas parece ter mudado de ideia. Mas por que Bolsonaro não vai tomar vacina?

Bolsonaro não vai tomar vacina?

Apesar das mais de 600 mil vítimas da covid no Brasil, Bolsonaro decidiu que não vai tomar vacina. A explicação do previdente vem em uma entrevista concedida Jovem Pan, onde ele afirma acreditar que não precisa do imunizante. “No tocante à vacina, decidi não tomar mais a vacina. Estou vendo novos estudos, a minha imunização está lá em cima, IGG 990. Para quê tomar a vacina? Seria a mesma coisa que você jogar na loteria R$ 10, para ganhar R$ 2”, disse.

Contudo, essa não é a primeira vez em que fez uma declaração desse tipo. Em outro momento, durante sua live semanal, em 1º de abril, o presidente afirmou que decidiria se iria tomar, ou não, a vacina, assim que toda a população do país estivesse imunizada.

Bolsonaro já falou mal dos imunizantes da CoronaVac, os primeiros a serem aplicados no Brasil, e que reduziram taxa de óbitos entre idosos. Ele afirmou que rejeitava a “vacina de São Paulo”. A patente é desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan.

A recusa, inclusive, tem feito ele deixar de frequentar alguns lugares. Em Santos (SP), não pôde assistir a uma partida de futebol pois não tinha completado o ciclo vacinal. Antes disso, em Nova York, sequer entrou em uma pizzaria, por conta de uma exigência sanitária decretada no país americano.

Vale lembrar que o Palácio do Planalto impôs um sigilo de 100 anos em relação a sua caderneta de vacinação. No começo de 2021, as vacinas começavam a ser aplicadas, lentamente, nos brasileiros.

Mais recentemente, na reunião com o premiê britânico, Boris Johnson, durante evento da Organização das Nações Unidas (ONU), ele voltou a afirmar que não se vacinou pois já teve covid.

O líder do Reino Unido defendeu a AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford e produzida, também, no Brasil, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Vale lembrar que a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que a população busque a vacina, mesmo que já tenha contraído coronavírus em algum momento. Por exemplo, o presidente da França, Emmanuel Macron, se vacinou em maio deste ano, mesmo que teve covid em dezembro de 2020.

Assista o vídeo da CNN sobre por que Bolsonaro não vai tomar vacina: 

Presidentes que já se vacinaram

Quase todos os integrantes do G20, grupo dos maiores países do mundo, já se posicionaram favoravelmente à vacina. Com exceção de Bolsonaro e do presidente da China, Xi Jiping, praticamente todos já foram vacinados. O líder chinês, assim como o presidente do Brasil, não divulgou seu status de vacinação.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tomou a primeira dose da vacina da Pfizer ainda em dezembro do ano passado. Os primeiros-ministros ou presidentes que compõe o G7, grupo de países mais industrializados do planeta, foram vacinados. Eles são da  Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

Na América Latina, os presidentes da Argentina, Alberto Fernandez, e do México, Andrés Manuel Lópe  Obrador -, também tomaram suas doses. Já o presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, tomou duas doses da vacina CoronaVac, mesma usada pelo líder da Indonésia, Joko Widodo.

  • Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul
  • Angela Merkel, chanceler da Alemanha
  • Salman bin Abdulaziz Al Saud, rei da Arábia Saudita
  • Scott Morrison, primeiro-ministro da Austrália
  • Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá
  • Moon Jae-in, presidente da Coreia do Sul
  • Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia
  • Mario Draghi, primeiro-ministro da Itália
  • Yoshihide Suga, primeiro-ministro do Japão
  • Vladimir Putin, presidente da Rússia
  • Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia
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