Eleições 2020: veja tudo que rolou no Roda Viva com Covas e Boulos

Bruno Covas e Guilherme Boulos estiveram no programa Roda Viva na noite desta segunda (23). Veja os assuntos pautados para as Eleições 2020

Na noite desta segunda-feira (23), os candidatos à prefeitura da cidade de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) estiveram reunidos no programa Roda Viva, que teve sua edição especial por conta do segundo turno das Eleições 2020 na maior cidade do país.

Eleições 2020: principais assuntos do Roda Viva de ontem

O atual prefeito se viu encurralado ao falar sobre a sua gestão na pandemia e sobre seu candidato a vice-prefeito, Ricardo Nunes, que tem, no histórico, boletim de ocorrência registrado contra desentendimento com a mulher.

Já Boulos, além de ser chamado de radical, foi emparedado por seu histórico em manifestações de movimentos sociais, ressaltou a todo momento, a experiência de sua vice, Luiza Erundina

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Pandemia

Um dos temas levantados pelos entrevistadores foi a pandemia do coronavírus. Covas que tenta a reeleição à Prefeitura de SP nas Eleições 2020, afirmou que não há indícios de segunda onda de Covid-19 na capital paulista. “Não há nenhum indício de segunda onda na cidade. Vamos enfrentar isso sem criar expectativas de que o problema foi resolvido e sem criar qualquer tipo de fake news de que há uma segunda onda sendo escondida pela prefeitura”, disse ele.

O tucano disse ainda que apesar da flexibilização, a pandemia continua. “A gente tem que continuar a usar máscara, evitar aglomerações, usar álcool em gel, sair de casa somente se necessário, seguir todas as recomendações do início”, pontuou o candidato à reeleição em São Paulo.

Já o psolista, Guilherme Boulos, disse que houve aumento sim de internações e ocupações de leitos nas Unidade de Terapia Intensiva (UTI`s) espalhadas na cidade e lembrou de hospitais que estiveram e estão fechados durante a pandemia. “O hospital Menino Jesus está fechado, o Sorocabana, na Lapa, tem um andar aberto e sete fechados; quase 7 milhões de testes perto de vencer em Guarulhos e o prefeito não consegue se articular para fazer isso”, relembrou.

Em suas ponderações, Boulos disse que, se eleito, irá reabrir hospitais e realizar testagem de coronavírus em massa. “A gente tem que mobilizar os 8 mil agentes comunitários, fazer mais contratações e fazer testagem em massa, além do monitoramento epidemiológico”, pontuou.

Caso Nunes e Câncer

Os entrevistadores emendaram perguntas que relacionassem o vice da chapa do atual prefeito, Ricardo Nunes com denúncias envolvendo violência contra mulher. Covas defendeu dizendo que não há qualquer tipo de agressão envolvendo o vereador. “Estamos em um país em que as pessoas gostam de lacrar e acabar com o currículo dos outros sem nenhum tipo de denúncia concreta”, disse.

Quando os jornalistas o questionaram sobre o vice estar ‘escondido’ na campanha, quase não aparecendo, o atual prefeito também o defendeu dizendo que ele é bastante conhecido na Zona Sul, que foi um dos colégios eleitorais com mais percentuais a favor do partido PSDB no primeiro turno das Eleições 2020.

Perguntado se Nunes havia sido uma escolha sua ou do governador João Doria, ele respondeu que era sua e complementou: “Eu preferia uma vice mulher, mas tinha que escolher alguém que representasse a frente que nós montamos no primeiro turno e escolhi o Ricardo Nunes”.

Covas defendeu ainda, a polêmica estratégia de “super-rodízio” de veículos, porém reconheceu que o sacrifício da população era muito alto. A política foi criticada na época por ter gerado congestionamentos em acesso a hospitais e superlotação em transportes públicos.

Sobre a reeleição, onde os entrevistadores levantaram dados sobre políticos tucanos deixarem a gestão municipal para concorrer a outros cargos – José Serra e João Dória, o candidato se colocou contra a reeleição, com ressalvas. “Eu sou contra a reeleição. Eu votei contra quando fui deputado federal, mas é a regra do jogo, portanto eu estou dentro da regra”, afirmou.

O prefeito declarou que tanto Serra quanto Doria fizeram suas opções e acrescentou: “Inclusive por orientação partidária”. Covas era vice de Doria e assumiu a administração municipal quando o correligionário deixou o cargo para disputar o governo paulista na eleição de 2018.

Já sobre seu tratamento contra o câncer, Covas disse ser 100% transparente sobre o assunto e que a população tem o direito de saber como está a saúde de seu representante. “Descobri metástase em outubro do ano passado e, desde então, estamos fazendo o tratamento da forma mais transparente possível. Os médicos me perguntaram qual era o grau de transparência que eles deveriam dar. Eu disse 100%”.

Eleições 2020: Covas e Boulos foram os convidados do programa Roda Viva
Candidatos à prefeitura de SP, Covas e Boulos no estúdio da TV Cultura (Foto: Nadja Kouchi)

Erundina e radicalismo – Eleições 2020

A vice de Boulos, Luiza Erundina foi lembrada a todo instante pelo candidato durante a sabatina da TV Cultura, edição especial para as Eleições 2020. Em todo momento, o psolista falava de sua experiência e argumentava a pauta da vez.

Ao ser questionado sobre a formação de equipe, Boulos automaticamente lembrou de sua vice, quando ganhou a eleição de Paulo Maluf em 1988, também pela prefeitura de SP e disse que Maluf já tinha anunciado o secretariado de sua gestão. “Ele perdeu e ela diz que dá azar, anunciar a equipe antes do resultado do pleito”, brincou.

Em um dos tópicos, Boulos lembrou da importância de fazer concurso público. “Quero trazer é o debate sobre concursos públicos na cidade, ela precisa de concursos, precisa fortalecer o serviço público”.

Sobre ser considerado um ‘radical’, o candidato expressou: “eu luto para que as pessoas possam ter um teto, uma casa. Isso é radicalismo? Querer taxar essas formas de lutas e essas bandeiras de radicais é expressão do quanto a gente recuou nos últimos anos em termos de sensibilidade humana e reconhecimento dos direitos sociais”.

Os jornalistas lembraram também de um episódio de violência durante uma manifestação do MTST em frente ao prédio da Fiesp, Boulos relembrou o protestos de brasileiros contra a morte por racismo que resultou em supermercados invadidos em algumas cidades. “Eu não defendo nenhuma forma de violência, que isso fique muito claro. Agora, você quando diz isso parece querer equiparar coisas diferentes. Vi esse mesmo padrão de raciocínio esses dias, depois do assassinato covarde do Beto Freitas”

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