Ministros de Bolsonaro: relembre os 12 nomes exonerados até agora

O Governo Bolsonaro, como qualquer um de seus antecessores, já sofreu diversas baixas ministeriais em seu organograma. Algumas saídas foram por simples questões estratégicas, mas outras foram conturbadas e causaram algum tipo de instabilidade ao Presidente Jair Bolsonaro. 

O Governo de Jair Bolsonaro já sofreu diversas baixas ministeriais em seu organograma. Algumas saídas foram motivadas por simples questões estratégicas, mas outras foram conturbadas e causaram algum tipo de instabilidade ao presidente. Relembre abaixo todos os ministros de Bolsonaro que foram exonerados em um ano e meio de mandato

Gustavo Bebianno

Governo Bolsonaro: imagem mostra Gustavo Bebianno
Gustavo Bebianno foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. Fonte: Agência Brasil

O primeiro a perder seu cargo de Ministro foi Gustavo Bebianno, responsável pela Secretaria-Geral da Presidência da República. Sua demissão ocorreu durante uma crise originada pela suspeita de que o PSL (ex-partido do Presidente Bolsonaro) criou candidaturas laranja para desviar recursos do fundo eleitoral.

Segundo matéria publicada na época, o partido – com Bebianno em sua presidência – repassou R$ 400 mil a uma candidata de Pernambuco. O ex-ministro faleceu em março deste ano.

Ricardo Vélez

Governo Bolsonaro: imagem mostra Ricardo Veléz
Ricardo Vélez foi Ministro da Educação do Governo Bolsonaro. Fonte: Agência Brasil

Ricardo Vélez foi o primeiro responsável pelo Ministério da Educação no Governo Bolsonaro. Sua passagem foi marcada por 14 demissões no alto escalão da pasta e por uma série de incongruências na produção de documentos oficiais. Talvez a polêmica mais marcante tenha sido o pedido do Vélez para que os professores gravassem vídeos dos alunos cantando o Hino Nacional por “questões técnicas e de segurança”.

Quando o ministro foi demitido, o Presidente Bolsonaro declarou que estava “bastante claro que não está dando certo…está faltando gestão”.

General Santos Cruz

Governo Bolsonaro: General Santos Cruz aparece gesticulando
General Santos Cruz era responsável pela Secretaria de Governo da Presidência. Fonte: Agência Brasil

Ex-Ministro da Secretaria de Governo da Presidência, o General Santos Cruz saiu do governo “em razão de divergências com as estratégias da equipe de comunicação da gestão Bolsonaro”. Contudo, sua saída pode ter sido motivada por uma briga muito pública com o escritor Olavo de Carvalho, já apontado como guru de Bolsonaro.

Na ocasião, Carvalho afirmou em seu Twitter que “”O Santos Cruz é a última esperança que os petistas têm de continuar mamando dinheiro do governo”. Eventualmente, Santos Cruz decidiu processar Olavo por esse comentário e outros xingamentos.

General Floriano Peixoto (continua no Governo Bolsonaro)

Governo Bolsonaro: General Floriano Peixoto posa em frente à painel com brasão da República
General Floriano Peixoto substituiu Gustavo Bebianno na Secretaria-Geral da Presidência da República. Fonte: Agência Brasil

A mudança de cargo para o General Floriano Peixoto foi uma das mais tranquilas. O militar foi realocado à presidência dos Correios após a saída de Juarez Cunha do cargo. General Cunha foi demitido por Bolsonaro por ter agido de maneira “sindicalista” e ser contrário à privatização dos Correios, medida estudada pelo Governo.

Osmar Terra

Osmar Terra aparece em frente à painel com slogan do Governo Bolsonaro.
Osmar Terra comandava o Ministério da Cidadania. Fonte: Agência Brasil

Osmar Terra deixou seu cargo de Ministro da Cidadania após denúncias de suspeitas contra a pasta. De acordo com a Polícia Federal, o Ministério aceitou um certificado de serviço que nunca foi prestado pela empresa Business to Technology – acusada de desviar R$ 50 milhões durante a gestão de Michel Temer.

Embora tenha sido demitido pela polêmica, Osmar Terra ainda mantém proximidade ao Governo Bolsonaro e chegou a debater questões governamentais com Onyx Lorenzoni, seu sucessor na pasta da Cidadania.

Onyx Lorenzoni (continua no Governo Bolsonaro)

Onyx Lorenzoni aparece sentado em mesa.
Onyx Lorenzoni foi outro atingido pela reforma ministerial de Bolsonaro. Fonte: Agência Brasil

A saída de Osmar Terra ajudou o Governo a resolver dois problemas. Onyx Lorenzoni, até então Ministro da Casa Civil, estava “sendo fritado” por Bolsonaro pelo uso de avião da FAB por um dos secretários da pasta – Vicente Santini, atuando como ministro interino nas férias de Lorenzoni, utilizou o avião das Forças Aéreas enquanto outros ministros viajaram de vôos comerciais. Embora não fosse ilegal, a medida foi considerada “imoral” pelo presidente e seus filhos.

Após o caso, Bolsonaro enfraqueceu a Casa Civil ao realocar o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) ao Ministério da Economia. Quando a vaga para o Ministério da Cidadania se abriu, o presidente usou a oportunidade para tirar Onyx Lorenzoni de suas funções na Casa Civil e o apontou como substituto de Terra.

Gustavo Canuto (continua no Governo Bolsonaro)

Governo Bolsonaro: Gustavo Canuto aparece com microfone
Gustavo Canuto foi Ministro do Desenvolvimento Regional. Fonte: Agência Brasil

Gustavo Canuto foi outro Ministro que não foi realocado por motivações polêmicas ou problemáticas. Por conta de sua graduação em engenharia da computação pela Unicamp, Canuto foi apontado como presidente da DataPrev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social).

Sobre a mudança estratégica, o Governo Bolsonaro afirmou: “[Gustavo Canuto] foi selecionado por ser um dos melhores quadros para equlizar tecnicamente os desafios enfrentados atualmente pelo INSS”.

Luiz Henrique Mandetta

Governo Bolsonaro: Mandetta aparece ao centro de foto com microfone
Luiz Henrique Mandetta chefiava o Ministério da Saúde no início da pandemia do coronavírus. Fonte: Agência Brasil

Durante a crise sanitária causada pelo coronavírus, Luiz Henrique Mandetta, Ministro da Saúde desde o início do Governo, foi exonerado após uma queda de braços pública com o Presidente Bolsonaro. A disputa em torno das melhores estratégias para o enfrentamento da pandemia foi a principal causa para o problema.

A especulação sobre a exoneração de Luiz Henrique Mandetta aumentou após o vazamento de conversa entre Onyx Lorenzoni (Ministro da Cidadania) e Osmar Terra (ex-Ministro da Cidadania). No áudio, Onyx pontuou que“ele (Mandetta) não tem compromisso com nada que o Bolsonaro está fazendo.”

Em entrevista, Mandetta chegou a reclamar da situação e afirmar que a população não sabia se “escuta o Presidente ou o Ministro”. Sem dúvida, a troca pública de críticas foi a gota d’água.

Sérgio Moro

Governo Bolsonaro: Sérgio Moro com microfone
Sérgio Moro foi o Ministro da Justiça e um dos ‘protagonistas’ do Governo Bolsonaro. Fonte: Agência Brasil

Inegavelmente, a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça causou uma das maiores instabilidades já vistas pelo Governo Bolsonaro. O ex-juiz da Lava Jato era enxergado como um dos astros da escalação de Jair Bolsonaro para seus ministérios.

Sua exoneração ocorreu após a demissão de Maurício Valeixo, indicado por Moro à Diretoria Geral da Polícia Federal (PF). Segundo Moro, Bolsonaro pressionou a saída de Valeixo para interferir em investigações da PF.

A exoneração e a fala de Sérgio Moro resultaram na divulgação do vídeo de uma reunião ministerial, responsável por desencadear uma crise que, posteriormente, também motivou a saída de Abraham Weintraub do Governo Bolsonaro.

Nelson Teich

Nelson Teich aparece com microfone em frente à painel com logo do SUS
Sucessor de Mandetta, Nelson Teich também saiu do Governo durante a pandemia. Fonte: Agência Brasil

Nelson Teich teve uma trajetória similar à de seu antecessor, Luiz Henrique Mandetta. Seu posicionamento de como lidar com a pandemia do coronavírus também era contrário ao do Presidente Bolsonaro.

As mais notáveis divergências foram sobre o isolamento social e o uso da cloroquina; Teich defendeu a adoção do isolamento social e afirmou que cloroquina desencadeia efeitos colaterais em pacientes com covid-19.

Abraham Weintraub

Weintraub acena em foto
Abraham Weintraub deixou o Ministério da Educação após série de polêmicas, mas ganhou cargo no Banco Mundial. Fonte: Agência Brasil

Como citado anteriormente, Abraham Weintraub teve seu cargo de Ministro da Educação colocado em risco após a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril. Nela, o então ministro defendeu que os ministros do Supremo Tribunal Federal deveriam ser presos.

Certamente, uma de suas postagens no Twitter – satirizando a China com uma tirinha da turma da Mônica – também enfraqueceu muito sua imagem e quase rendeu uma crise diplomática entre o Brasil e o país satirizado. Após sua demissão, foi indicado pelo Brasil a um cargo de diretoria no Banco Mundial.

Carlos Decotelli

Carlos Decotelli aparece ao centro de imagem
Carlos Decotelli seria o sucessor de Weintraub, mas teve seu currículo falso descoberto. Fonte: Agência Brasil

Carlos Decotelli protagonizou uma das situações mais bizarras nos dois anos de Governo Bolsonaro.  O currículo do substituto de Weintraub na plataforma Latter parecia ser impecável, mas possuía muitas incongruências. Dentre elas: plágio na dissertação de mestrado, pós-doutorado não realizado e declaração de um título de doutorado nunca obtido.

Assim que os falsos dados foram descobertos, o Governo  decidiu exonerar Decotelli, que apesar de nomeado não chegou a assumir seu cargo de Ministro da Educação.

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