Você sabe por que o Brasil é o primeiro a discursar na ONU?

Você sabia que o Brasil, historicamente, é o sempre o primeiro país a discursar na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU)? Aliás, você sabe por quê?

O Brasil tem tradicionalmente desempenhado um papel relevante na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Historicamente, o país sempre faz o primeiro discurso na sessão. Em seguida, os Estados Unidos, e depois os outros países. Assim, as outras nações participam sempre seguindo vários critérios, tais como a importância de cada representante.

Por exemplo, a prioridade é o chefe de Estado como o presidente, seguido por ministro ou embaixadores, por exemplo.

Veja um dos discursos da ex-presidente Dilma Roussef, em 2011, a primeira mulher a abrir esse evento:

Por que o Brasil é o primeiro a discursar na ONU?

Não há definição oficial sobre brasileiros sempre começarem o discurso da assembleia. No entanto, essa tradição existe e várias hipóteses são feitas sobre o porquê dessa prioridade.

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Normalmente, se diz que os EUA falam em segundo lugar por serem o anfitrião da Assembleia Geral. Além disso, o Brasil seria o primeiro por conta de uma homenagem ao papel desempenhado pelo brasileiro Oswaldo Aranha na criação da ONU.

Aranha foi quem presidiu a Primeira Assembleia Geral Especial das Nações Unidas, feita em 1947, além da Segunda Assembleia Geral Ordinária, no mesmo ano.

Qual o papel do Brasil na criação da ONU?

Uma das justificativas para sempre iniciarmos o evento é pelo fato do Brasil ter sido o primeiro país a ingressar a ONU.

Contudo, isso não é verdade. Na realidade, 50 países (entre eles, o Brasil) fundaram as Nações Unidas em 1945, após a Segunda Guerra Mundial.

No entanto, o papel de Oswaldo Aranha durante as duas primeiras reuniões são vistas como um fator importante para um dos principais marcos da ONU. Trata-se da criação do estado de Israel, dividindo a Palestina, então ocupada por árabes.

Alguns historiadores dizem que ele só foi escolhido para iniciar essas falas, naquela época, pelo fato de o Brasil ser um país neutro em relação a Guerra Fria. Pouco tempo depois, o mundo viveria tensões entre os EUA e a União Soviética.

Por fim, outra teoria diz que essa foi uma espécie de “compensação” para o país, já que ficamos de de fora do conselho de segurança.

Veja um dos discursos feitos por um presidente brasileiro na ONU, em 2009:

Desde quando o Brasil é o primeiro a discursar na ONU?

A atual ordem, do Brasil em primeiro, Estados Unidos em segundo, e depois os demais países, conforme o nível de representação, só começou em 1955. Antes disso, outros países já tinham feito a abertura. Já abriram, antigamente, o México, EUA, Cuba, Filipinas e Canadá.

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Desde então, o Brasil não falou primeiro somente em duas oportunidades. Durante os anos de 1983 e 1984, o então presidente dos EUA, Ronald Reagan, discursou antes dos brasileiros. Naquele momento, quem representou o Brasil foi Ramiro Saraiva Guerreiro, o então ministro das Relações Exteriores do governo de João Figueiredo.

Em 2011, por exemplo a então presidente Dilma Rousseff, a primeira mulher a abrir um Debate Geral desde a fundação das Nações Unidas. A ex-líder brasileira utilizou seu tempo para fazer críticas à espionagem americana de outros países.

Em 2003, foi a vez do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que falou sobre vários temas. Entre entre eles havia a fome, segurança pública e economia. “Não podemos frustrar tanta esperança. O maior desafio da humanidade e, ao mesmo tempo, o mais belo é justamente este. Humanizar-se”, afirmou, à época.

Neste ano, o atual presidente, Jair Bolsonaro, exaltou a política ambiental e econômica de seu governo, além de ter apoiado o tratamento precoce e se posicionado contrariamente ao passaporte sanitário. Por fim, ele também mencionou que em sua gestão não há corrupção.

Veja, por exemplo, a fala de Jair Bolsonaro, em 2019. Ele já fez três discursos desde que assumiu o mandato:

Veja a repercussão de Bolsonaro na ONU

bolsonaro
Comentários (1)
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  • Dani

    O Brasil discursa em primeiro na ONU como homenagem a 1947 qdo Oswaldo Aranha presidiu a votação da resolução que recriou Israel como nação. Ponto final