Terceira dose da vacina da covid já tem data no Brasil; veja calendário

Foi liberada a aplicação da terceira dose da vacina contra o coronavírus a partir do dia 15 de setembro no Brasil. O calendário deve começar pelos idosos com mais de 70 anos e em imunossuprimidos.

Quem pode tomar a terceira dose da vacina?

Na primeira etapa do calendário de vacinação com a 3ª dose, serão imunizados todos os imunossuprimidos (pessoas transplantadas, por exemplo) que já tomaram a segunda dose da vacina há 21 dias.

Os idosos acima de 70 anos estarão aptos a receber a vacina extra desde que tenham tomado a segunda dose há mais de 6 meses.

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Início da vacinação: 15 de setembro
Faixa etária: idosos com mais de 70 anos e pessoas com baixa imunidade (imunossuprimidos)
Vacina: Pfizer, AstraZeneca e Janssen

Imunossuprimidos significado

Pessoas imunossuprimidas têm uma capacidade reduzida de combater infecções e outras doenças. Isso pode ser causado por certas doenças ou condições, como HIV, câncer, diabetes, desnutrição e certos distúrbios genéticos. Também pode ser causado por certos medicamentos ou tratamentos, como radioterapia e células-tronco ou transplante de órgãos. Também chamado de imunocomprometido.

Qual será a vacina?

A vacina usada para a dose de reforço será a da Pfizer, mas também poderão ser aplicadas AstraZeneca e Janssen. A informação é do Ministério da Saúde.

O Instituto Butantan, fabricante da Coronavac, informou ao Fantástico do dia 22 de agosto, que pretende iniciar uma pesquisa sobre o tema.

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Por que será aplicada a Terceira dose da vacina?

O que se sabe até agora é que após alguns meses da segunda dose, a quantidade de anticorpos reduz. Isso não significa que a vacina não fará mais efeito, mas que abre margem para estudo sobre a necessidade de um reforço.

Diante do número crescente de infecções causadas pela variante Delta, altamente contagiosa do SARS-CoV-2, e indícios de que a imunidade desencadeada pelas vacinas COVID-19 pode enfraquecer com o tempo, alguns países estão considerando se devem dar mais doses àqueles que foram totalmente vacinado.

A vacinação produz um aumento inicial no número de células imunológicas produzindo anticorpos e outras moléculas, que então diminui lentamente. Isso deixa para trás um pequeno reservatório de células B e T de ‘memória’ de longa duração que patrulham o corpo em busca de futuras infecções por esse patógeno.

Um reforço faz várias coisas com essas células, diz Ali Ellebedy, imunologista de células B na Universidade de Washington em St. Louis, Missouri. “Ele faz com que as células B produtoras de anticorpos se multipliquem, elevando os níveis de anticorpos contra o patógeno mais uma vez. Com o tempo, seu número diminuirá novamente, mas o conjunto de células B de memória deixadas para trás será maior do que antes, levando a uma resposta mais rápida e mais forte às exposições subsequentes”, explica em entrevista ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças, agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

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OMS é contra dose extra antes da vacinação mundial completa

em meio a esse debate sobre as vacinas de reforço, os países mais pobres foram deixados para trás na corrida pela compra de vacinas. No mês passado, o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, se manifestou contra os países que adquirem doses de reforço de vacinas COVID-19 para seus cidadãos, enquanto seus colegas menos afortunados ainda não vacinaram trabalhadores essenciais e populações vulneráveis.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) defende que a terceira dose só seja aplicada depois que a cobertura vacinal se ampliar no mundo todo. No Brasil, a expectativa é de que toda a população acima dos 18 anos esteja imunizada com a primeira dose em meados de setembro.

“A prioridade agora deve ser vacinar aqueles que não receberam nenhuma dose e proteção”, disse o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, em uma entrevista coletiva em julho.

Ele disse que as nações mais ricas estão pedindo milhões de doses de reforço antes que outros países possam vacinar seus profissionais de saúde e os mais vulneráveis.

Isso apesar de não haver “nenhuma evidência científica” de que doses de reforço sejam necessárias neste momento, de acordo com a Dra. Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS.

“Pode ser que você precise de reforços após um ou dois anos, mas neste ponto, seis meses após a dose primária, não parece haver qualquer indicação”, disse ela.

As recomendações para avançar com uma dose de reforço têm “que se basear em ciência e dados, não em empresas individuais declarando que suas vacinas devem agora ser administradas como uma dose de reforço”, completou.

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Países que planejam aplicar vacinas de reforço da COVID-19

Aqui está uma lista de países que estão planejando receber injeções de reforço COVID-19:

Brasil

Emirados Árabes 

Estados Unidos

Israel

Grã-Bretanha

Alemanha

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Camboja

Tailândia

França

Rússia

Suíça

Cingapura

Indonésia

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