Benefícios do café: veja como a bebida pode ajudar sua saúde

É a segunda bebida mais consumida no Brasil, atrás apenas da água. Está presente em 98% dos lares

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O café é uma bebida produzida a partir dos grãos torrados do fruto do cafeeiro. De acordo com Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) é a segunda bebida mais consumida no Brasil. Você provavelmente já tomou o seu hoje, mas, sabia que a bebida pode trazer muitos benefícios à saúde? Sim! Ao consumir o café, a pessoa ingere muitos nutrientes.

O café está presente em 98% dos lares no Brasil, isso se deve ao fato de que o consumo da bebida  é algo que tem um papel muito importante na interação social e cultural na vida dos brasileiros. O café está presente dos momentos mais felizes, aos tristes e rotineiros. Contudo, o seu consumo une pessoas.

Em 2019,  a produção global de café atingiu por volta de 170,94 milhões de sacas de 60 kg. Um aumento de 7,58% em relação a 2018. Sendo que, a maior parte do café do mundo é  produzida na América do Sul, especificamente aqui no Brasil.

O café faz bem à saúde? 

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Há muitas coisas boas a serem ditas sobre o café. De acordo com Adriana Stavro, Nutricionista Funcional e Fitoterapeuta, o grão é  rico em antioxidantes e está associado a um risco reduzido de muitas doenças. No entanto, também contém cafeína, um estimulante que pode causar benefícios e problemas como insônia e irritabilidade, ao mesmo tempo.

O consumo da infusão de café é benéfico à saúde de adultos por apresentar em sua composição uma quantidade adequada de sais minerais, lipídios,  açúcares, aminoácidos, compostos bioativos, niacina e cafeína. A riqueza dos compostos do grão previne até doenças.

Quais são as propriedades do café? 

O café tem muitos nutrientes (Foto: Unsplash)

O café inclui uma complexa mistura de compostos que depende da variedade, torrefação e processamento. A cafeína é o composto mais conhecido e estudado. Quando os grãos de café verde, são torrados sob altas temperaturas, as reações químicas entre aminoácidos e carboidratos, conhecidas como reações de Maillard, criam vários componentes únicos. Além disso, o café é abundante em polifenóis, como ácidos clorogênicos, vitamina B3, magnésio e potássio.

Benefícios do café: o que é cafeína?

A cafeína é a substância comportamental ativa mais consumida no mundo. Está presente em várias fontes alimentares, como chá, café, bebidas de cacau e barras de chocolate, além de bebidas energéticas.

Derivados de café também ajudam?

“Na maioria das vezes alimentos industrializados com “sabor café” possuem a essência e não o ingrediente café na sua composição”, garante Maria de Sousa Carvalho Rossi, coordenadora de Nutrição da Anhanguera Santo André. A especialista orienta que para verificar se o produto é feito com café, o consumidor deve ler a lista de ingredientes. Se a presença for detectada, poderá conter  cafeína e os compostos que terão efeito no organismo. É importante lembrar que a ordem em que os ingredientes aparecem é decrescente, então se o café for um dos últimos ingredientes significa que o teor no alimento é baixo.

Quais os benefícios do café?

De acordo com Maria, uma revisão sistemática constatou que a cafeína atua em diferentes aspectos agindo de forma eficaz nos sistemas nervoso central (SNC) e cardiorrespiratório. Melhorando o desempenho de atletas, por atuar sobre o limiar de esforço e dor e retardando a fadiga muscular, por exemplo.

Assim, ainda conforme às nutricionistas, são os mais variados efeitos benéficos da bebida:

Aumenta a concentração

Tome café para aumentar a concentração (Foto: Unsplash)

O consumo do café contribui para melhorar o rendimento cognitivo pela presença da cafeína. Além disso, o café aumenta o estado de atenção, melhora a energia e diminui o cansaço. Ou seja, melhora a concentração e consequentemente a capacidade de aprendizado.

Benefícios do café: acelera o metabolismo e emagrece

A bebida funciona como um ativador natural, por isso, acelera o metabolismo e aumenta a lipólise, contribuindo para a queima de gorduras. Segundo estudo publicado no HealthDay News em 2020, aqueles que bebiam quatro xícaras ao dia de café com cafeína durante seis meses, tiveram uma queda de quase 4% na gordura corporal total.

A cafeína é capaz de aumentar os níveis de adrenalina no sangue, que dilui as células de gordura e as libera para o sangue.

Previne Alzheimer e outras doenças neurológicas 

“A  cafeína e outros compostos com ação  antioxidante exercem papel neuro protetor contra a doença, pois colaboram para reduzir o estresse oxidativo ao neutralizarem a ação dos radicais livres”, explica Adriana. Ou seja, protege o cérebro contra danos causados por dietas ruins, por exemplo.

Evidências experimentais recentes, sugerem os muitos efeitos neuro protetores da cafeína, o psico estimulante mais consumido no mundo. Foi demonstrado que o uso da cafeína, protege contra doenças neurológicas, como lesão da medula espinhal, acidente vascular cerebral, doenças de Alzheimer e Parkinson

Diminui o risco de diabetes – benefícios do café

Alguns estudos apontam que o consumo de café, pode ser benéfico na prevenção da diabetes mellitus tipo dois, já que a bebida pode aumentar o nível de adiponectina – hormônio ligado à redução da resistência insulínica. Ou seja, possui magnésio e antioxidantes associados ao aumento da sensibilidade de insulina.

Uma pesquisa de 2014,  demonstrou que, o consumo de seis xícaras diárias de café foi associado a um risco 33% menor de desenvolver diabetes tipo dois.  A associação entre consumo de café e risco de diabetes foi consistente para homens, mulheres e populações europeias, americanas e asiáticas.

Combate problemas respiratórios 

O café é a segunda bebida mais consumida no Brasil (Foto: Unsplash)

A cafeína está ligada à teofilina, uma substância que ajuda a relaxar os músculos, e auxilia no combate às infecções pulmonares. Pesquisas apontam que após o consumo do café, claro, que de forma moderada, a função pulmonar pode melhorar por até duas horas.

A Associação Brasileira da Indústria de Café, apresenta diversos estudos que comprovam que, a probabilidade dos consumidores de café desenvolverem os sintomas usuais de asma é, em média, 30% menor do que os não consumidores.

Melhora a depressão

Existem estudos que ligam o café diretamente à melhora dos sintomas da depressão. Segundo pesquisadores da Harvard School of Public Health, este efeito antidepressivo natural é resultante do estímulo que a cafeína causa no sistema nervoso central, capaz de aumentar a produção dos neurotransmissores cerebrais como a noradrenalina, dopamina e serotonina, que são os hormônios responsáveis pela sensação de bem-estar.

Diminui o risco de doenças cardíacas

Uma pesquisa realizada com 140 mil pessoas pela Harvard School of Public Health mostrou que, quatro doses diárias do café diminuem em até 11% o risco de insuficiência cardíaca, que é uma condição em que o coração não consegue bombear o sangue adequadamente para o corpo.

Ajuda na memória 

De acordo com uma pesquisa realizada com 44 pessoas e comandada por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins (EUA), a cafeína fortalece alguns tipos de memória por até 24 horas após o seu consumo. O estudo foi publicado no periódico Nature Neuroscience.

Além disso, a bebida originária de um “simples” grão, pode ajudar no aumento de energia, na melhora do intestino ou do cálculo renal. Tem até efeitos anti-inflamatórios. No geral, o café é capaz de literalmente, aumentar a sua expectativa de vida.

O café aumenta mesmo a expectativa de vida?

O café aumenta a expectativa de vida (Foto: Unsplash)

Em 2017, a Annals of Internal Medicine publicou dois estudos que indicaram que o consumo de café levou a uma vida mais longa. No entanto, foi no segundo estudo,  liderado pelo Imperial College London e pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, com meio milhão de europeus de 10 países diferentes, que se chegou a uma resposta mais especifica. A pesquisa mostrou que aqueles que consumiam três xícaras diárias de café, viviam mais. Mas também, com o tanto de benefícios fica mais difícil duvidar!

Como consumir café?

O método usado para preparar o café, faz toda a diferença no sabor, frescura e aroma, além de determinar o valor nutricional. ”Com todos esses componentes, pode se tornar uma tarefa difícil escolher qual método de preparação seria o mais adequado”, diz Adriana. Contudo, para Maria, o café filtrado e o café expresso apresentam um maior teor de compostos bioativos.

Café expresso é o ideal (Foto: Unsplash)

Quanto café eu posso beber?

Uma nova revisão de estudos sobre o assunto confirmou que, 400 miligramas diários, o correspondente a três xícaras de 150 ml da bebida, é o limite para adultos saudáveis. Para mulheres grávidas, essa quantidade cai para 300 miligramas ao dia.

Contudo, Maria alerta que devido a individualidade bioquímica, o organismo apresenta um funcionamento diferente, que varia de pessoa para pessoa. Então, é necessário consultar um médico para avaliar a sua tolerância à cafeína.

Existe um forma mais adequada de consumir café (Foto: Unsplash)

Quais são os malefícios do café?

“O café contém cafeína, por isso pode causar insônia, nervosismo, inquietação, dor de estômago, náusea e vômito, além do aumento da frequência cardíaca e respiratória”, explica Adriana.  No entanto, segundo Maria, para consumo de café seja letal, teria que ser consumido algo equivalente a 100 xícaras da bebida.

Quem não deve consumir?

Inegavelmente, o café pode desenvolver efeitos colaterais. Existem pessoas que não devem consumir a bebida, e outras que precisam reduzir a quantidade. Todavia, a consulta com um especialista é indispensável. Mas, é possível listar alguns grupos.

Pessoas que possuem doenças no trato gastrointestinal, não devem consumir a bebida, porque a cafeína causa uma hiperestimulação do suco gástrico. Indivíduos com osteoporose e osteopenia, também não são indicados para o consumo porque a cafeína aumenta a excreção de cálcio pela urina.

Alguns estudos apontam que gestantes também não devem tomar café. Pode acontecer uma alteração na formação do tubo neural do bebê. Além de pessoas com hipertensão arterial,  com patologias hepáticas que acometem a produção ou a função das enzimas hepáticas ou com arritmias cardíacas. Crianças devem evitar ou tomar em quantidades reduzidas.

A  cafeína pode agravar o quadro de indivíduos com transtornos de ansiedade e transtorno bipolar. Nunca misture antibióticos e cafeína, a união pode resultar em  efeitos colaterais, como nervosismo, dor de cabeça e aumento da frequência cardíaca.

Muita calma! O café vicia?

Descubra se é possível viciar em café (Foto: Unsplash)

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há nenhuma prova de que o uso de cafeína tenha consequências físicas e sociais comparáveis, ainda que remotamente, às consequências de drogas. Entretanto, muitas pessoas podem estar habituadas a tomar quantidades maiores que as recomendadas e muitas vezes ao dia.

Quando isso acontece, “os vasos sanguíneos do seu cérebro se acostumam aos efeitos da cafeína, portanto, se você parar subitamente o consumo, poderá sentir dor de cabeça, ansiedade, irritabilidade e sonolência”, explica Adriana.

Ir ao médico é necessário! 

Maria  alerta quanto a importância de consultar um médico a qualquer problema de saúde. “As evidências sobre o café ainda são bem controversas, por mais que tenham alguns estudos que apontem efeitos benéficos, tem outros que dizem o contrário. E existem muitos resultados publicados que são estudos in vitro ou em animais, que são resultados importantes, mas não tem o efeito comprovado em humanos”, adverte.

Fontes: Adriana Stavro é nutricionista Funcional e Fitoterapeuta| Maria de Sousa Carvalho Rossi é coordenadora de nutrição da Anhanguera Santo André e atua como docente dos cursos de Nutrição e Biomedicina.

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