Jejum intermitente: descubra os segredos desta prática milenar

A dieta que se tornou muito popular é um tanto quanto polêmica. Será que realmente emagrece ou será que faz mal a saúde?

Diferente das dietas convencionais, o jejum intermitente é precisamente descrito como um padrão alimentar. Apesar da prática do jejum ser milenar, essa forma de consumir os alimentos ficou popular quando um  médico inglês, chamado Michael Mosley lançou o livro “A Dieta dos 2 Dias”. Mas a grande dúvida é: será que esta dieta é realmente confiável?

O que é o jejum intermitente?

Você sabe o que é o jejum intermitente? (Foto: Bill Oxford / Unsplash)

O jejum foi uma prática comum durante toda a evolução humana. Caçadores-coletores antigos não tinham supermercados, refrigeradores ou comida disponível o ano todo. Às vezes, nem comida encontrava-se. Como resultado, os seres humanos acabaram aprendendo a sobreviver sem comida por longos períodos de tempo. Hoje em dia, o jejum é uma prática comum em algumas religiões.

O jejum intermitente (JI), consiste basicamente em passar horas seguidas sem comer. O tempo varia entre 10 e 24 horas, e pode ser feito diariamente ou em dias específicos da semana. E assim, intercalando períodos de jejum e de alimentação o corpo cumpre o objetivo da restrição e  utiliza os estoques de gordura, o que gera a perda de massa gorda.

Durante o período em que a alimentação é proibida, o praticante do JI deve ingerir apenas líquidos sem calorias como água (com ou sem gás), chás e café sem açúcar. Contudo, existem muitos métodos diferentes para a realização do Jejum intermitente.

Quais os métodos do jejum intermitente?

(Foto: Marcelo Leal/ Unsplash)

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Quando foi popularizada, a prática ia contra a recomendação dos nutricionistas de que devemos fazer refeições leves de três em três horas e nunca deixar de comer por longas horas. No entanto, hoje em dia existem uma variedade grande  de métodos, como:

Dieta 1:1

Nela, o indivíduo se alimenta normalmente dia sim e dia não – sendo que nesses dias, o máximo que a pessoa pode ingerir são 500 gramas. E na “janela de alimentação”, não há restrição.

Método 16:8:

Conhecido também como método Leangains consiste em 16 horas de jejum e 8 horas de janela,  podendo fazer entre duas e três refeições durante esse período.

Dieta 5: 2

Com esse método, a pessoa consome de 500 a 600 calorias em dois dias não consecutivos da semana, mas come normalmente os outros cinco dias.

Coma-pare-coma

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Envolve o jejum de 24 horas, uma ou duas vezes por semana, por exemplo, a pessoa não pode comer do jantar de um dia até o jantar do dia seguinte.

Dieta do Guerreiro

Consiste em um jejum parcial de 20 horas incluindo o sono,  e uma janela de alimentação de apenas quatro horas, quando é feita uma única refeição bem reforçada. Durante o jejum, é permitido consumir algumas frutas e vegetais crus.

Como fazer o jejum corretamente?

É importante ressaltar que esse tipo de dieta só funciona de fato, quando o que for consumido nas chamadas “janelas de alimentação” corresponder com a orientação nutricional. Porque vamos combinar que, não adiantaria passar um dia inteiro sem comer para “devorar” um hambúrguer depois né?

Os nutricionistas apontam que a inclusão de gorduras essenciais (peixes, nozes e sementes), fontes magras de proteína, grãos inteiros, carboidratos, e abundância de frutas e vegetais, são extremamente úteis para o corpo obter quantidades necessárias de fibra dietética, vitaminas e minerais.

Para Ariane Longo, nutricionista especializada em emagrecimento, o jejum intermitente pode aumentar ligeiramente o metabolismo enquanto ajuda a consumir menos calorias. “É uma maneira muito eficaz de perder peso e gordura abdominal”, explica.

Quais os benefícios do jejum intermitente?

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Já foram comprovados inúmeros efeitos benéficos do jejum ao corpo. Reduz doenças cardíacas, diminui a probabilidade de desenvolver câncer, proporciona uma vida ativa prolongada. Seu corpo ajusta os níveis de hormônios para tornar a gordura corporal armazenada mais acessível. Suas células também iniciam importantes processos de reparo e mudam a expressão dos genes.

De acordo com o UOL, um artigo publicado em 2017 no periódico Annual Review of Nutrition também comenta a hipótese de que padrões alimentares que reduzem ou limitam refeições podem resultar na regulação do metabolismo via efeitos no ritmo circadiano, na microbiota do intestino e modificações no estilo de vida. Para os pesquisadores, o metabolismo está ligada à rotina do corpo. Pensando nisso, a reintrodução dos jejuns no cotidiano, argumentam os cientistas, seria uma forma acessível de combater essas doenças.

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O jejum intermitente emagrece?

(Foto: Samuel Ramos/ Unsplash)

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