Dieta da Nasa: como funciona o plano alimentar que fez Luciano perder 37 kg

A Dieta da Nasa ficou muito conhecida depois que o cantor Luciano Camargo a fez e perdeu 37 kg. Se seus olhos também brilharam, entenda mais sobre esse processo e descubra se é realmente seguro aplicar o método no dia a dia

Em vez de comida de verdade, entram os sachês que então são transformados em comidas, como sucos, bolos e até pães. Estranho? Esse é o método da Dieta Pronokal, também chamada de “Dieta da Nasa“, que promete eliminar peso de forma rápida. Recentemente, o cantor Luciano, da dupla com Zezé Di Camargo, contou o plano alimentar foi o responsável pelo seu emagrecimento – menos 37 kg. Mas será que é tão eficaz assim?

Para entender como funciona a dieta, conversamos com duas experts no assunto: a nutricionista Simone Bastos, e também com Patrícia Cavalcante, nutróloga especialista em emagrecimento.

O que é a Dieta da Nasa?

A Dieta da Nasa é um método de perda de peso rápido, onde são utilizados substitutos alimentares em pó no lugar das refeições. São sachês, que diluídos em água, viram uma grande variedade de produtos como panquecas, pães, bolos, omeletes, sucos, massas e mousses. “Eles são compostos de proteínas de alto valor biológico e de baixa caloria. Hoje em dia, existem diversas marcas que oferecem esses substitutos alimentares”, explica Patrícia Cavalcante.

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A técnica ganhou esse nome por ter sido supostamente desenvolvida por nutricionistas e cientistas da Nasa. A ideia inicial era reduzir a quantidade de gás produzido nos estômagos dos astronautas, já que o excesso de gás no espaço pode prejudicar o delicado equilíbrio de atmosfera dentro de uma estação espacial. Deu “tão certo”, que passou a ser usada para otimizar a ingestão de nutrientes dos astronautas e eliminar problemas gástricos.

Como fazer?

A Dieta da Nasa dura 13 dias e pode ser repetida a cada duas semanas após a conclusão. De acordo com Simone, os efeitos emagrecedores acontecem em três etapas. “A primeira é chamada de ‘Ativa’,  que se dá quando você perde 80% da sua meta. A segunda etapa é chamada de ‘Adaptação Fisiológica’. Neste período, o paciente perde os outros 20% da sua meta – mas dura duas vezes mais tempo”, explica Simone.

A nutricionista ainda disse que na terceira e última fase, chamada de “Manutenção”, você retoma a alimentação normal com um controle de calorias, focando em manter-se no peso obtido a longo prazo. Ou seja, come-se pães integrais, legumes, frutas e cereais. “Sempre se faz necessário o acompanhamento com um médico, que seja  credenciado para prescrever tal dieta”, orienta.

Como aderir à dieta?

Antes de qualquer coisa, é preciso buscar um profissional especializado e fazer todos os procedimentos recomendados pelo profissional e aí sim, você saberá se está apto ou não. De acordo com as especialistas, durante os dois anos de tratamento, o paciente contará com uma assessoria dietética e precisará retornar ao consultório a cada 15 dias, para ser examinado e para que os resultados sejam avaliados.

A Dieta da Nasa emagrece mesmo?

A dieta da NASA emagrece mesmo?
(Foto: Reprodução/ Feepick)

Embora rigorosa, o método é considerado eficaz pelos especialistas.

Como a fornece menos calorias do que a pessoa necessita em um dia, se seguida à risca, a redução do peso acontece. Mas atenção, se não houver uma fase de reeducação alimentar, haverá reganho de peso, no momento em que a pessoa voltar a comer como antes. No entanto, geralmente é recomendada apenas para quem corre riscos de saúde por conta da obesidade.

“A Dieta da Nasa é considerada eficaz, embora seja rigorosa”, explica Simone.  “Devido a restrição calórica e nutricional ela têm um único benefício: o emagrecimento. E este, pode sim ser alcançado com outras estratégias e dietas mais seguras para a saúde”, alerta.

Além disso, as especialistas explicam que a dieta não deve ser feita por um longo tempo. Afinal,  dietas restritivas podem deixar você doente. Então, equilibre as proteínas e minerais necessários para manter um corpo saudável.

Contraindicações

De acordo com a nutróloga Patrícia, a dieta não é recomendada para pessoas com distúrbios alimentares, porque nesses casos, o plano alimentar restrito pode ser um gatilho para a compulsão. Já a nutricionista Simone acrescenta que grupos de pessoas que têm necessidades nutricionais específicas no geral, também não devem manter esse tipo de alimentação. Como por exemplo:

  • Gestantes;
  • Lactantes;
  • Crianças;
  • Adolescentes;
  • Idosos;
  • Diabéticos;
  • Anêmicos;
  • Pessoas com transtornos alimentares;
  • Pacientes com doenças renais e hepáticas;

Quais são os contras da dieta?

(Foto: Reprodução/ Feepick)
  • Ao promover a perda de peso rápida, o corpo não diferencia o que está acontecendo. Sendo assim, ele pode entender que a pessoa está passando por uma doença. Com isso, poderá ocorrer queda de cabelo, problemas gastrointestinais, desidratação, cansaço e irritabilidade;
  • O efeito sanfona também é uma realidade da dieta, que por ser restritiva, a longo prazo, devido a adaptação do corpo. Com a quantidade de energia oferecida durante a dieta, o metabolismo fica mais lento e se defende. Ou seja, para sobreviver, ele passa a acumular gordura, devido a privação energética. Dessa forma, quando o paciente volta a comer normalmente, ele pode acabar engordando;
  • Não promove uma mudança no estilo de vida e nos hábitos alimentares. Além disso, desencoraja o indivíduo a consumir alimentos naturais;
  • Tem um alto custo se comparada a uma dieta com alimentos naturais. Portanto, não é qualquer bolso que consegue manter esse plano de emagrecimento;
  • Aumenta o PH do sangue, podendo gerar acidose metabólica – o que causa sintomas como, náuseas, vômitos, dores de cabeça, mau hálito e desnutrição;
  • É uma dieta a base de alimentos industrializados e ultraprocessados, ou seja, tem corantes, conservantes e outros aditivos químicos.

Quanto custa a Dieta da Nasa?

Ao comprar o primeiro lote de saches e vitaminas, a pessoa pode gastar mais de R$ 2 mil. É importante saber que o valor das consultas médicas não está embutido nesse pacote. Ou seja, se você não tem um plano de saúde, se prepare para pagar as consultas e exames também – e esses preços podem variar de acordo com a escolha dos hospitais, clínicas e profissionais.

No entanto, especialistas indicam que há opções mais baratas, saudáveis e tão eficazes quanto a dieta dos astronautas.

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