Natal e Reveillon: infectologistas temem explosão da Covid-19 em janeiro

Apoiadores do governo federal lançaram hashtag #VaiTerNatalSim contra medidas de restrição das festas de Natal e Reveillon no Brasil

Natal e Reveillon, datas que são consideradas mais importantes para os brasileiros, tão quanto o Carnaval, terão de ser um pouco diferentes neste 2020. Ano em que a pandemia do novo coronavírus abraçou o mundo e deixou todos em estado de atenção e, agora, arriscando as confraternizações de fim de ano.

Problema esse que deve ser entendido e compreendido, uma vez que números de contaminados e mortos continuam subindo em quase todas as regiões brasileiras. Hoje (06) o número de mortos ultrapassou os 176 mil em todo o país. Pensando nisso, consultores da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBC) temem uma explosão da Covid-19 em janeiro.

O que dizem os infectologistas?

O infectologista Valdez Ramalho Madruga acredita que é há posicionamentos diferentes entre estados, municípios e União. “Tem governador que mandou cancelar evento mas em contrapartida, prefeito querendo manter, enquanto isso, o presidente não se pronuncia e faz descaso com a doença…a. população fica sem saber a quem obedecer”, ponderou Madruga ao site Uol.

Já para a infectologista Eliana Bicudo, que trata pacientes com Covid-19, falta postura e liderança para as autoridades principais do país. Ela teme ainda que se cada estado fizer o Natal e Réveillon do seu jeito, poderá haver um colapso. “Chegeu a ter calmaria em outubro e novembro, agora temos um boom de Covid-19 novamente, como foi em junho e julho; precisamos centralizar diretrizes para que os estados as cumpram”, disse a médica que trata pacientes com coronavírus.

O infectologista Leonardo Weissmann também é do time de precaução e acredita que as festas de fim de ano devam ser diferentes do tradicional. “A gente sabe que é um momento de confraternização familiar, mas não existe Natal e réveillon  ou horário restrito ao vírus”, comentou.

Ele defende ainda que, para evitar disseminação do vírus, o Brasil adote algumas restrições até de locomoção e lembra: “a pandemia chegou ao Brasil pelos aeroportos das grandes cidades e se interiorizou por meio das rodovias”.

Natal e Réveillon com restrição

O governo do Estado de São Paulo recomendou que as festas de fim de ano para este 2020 sejam restritas a um número máximo de 10 pessoas e que, principalmente, evitem a presença de idosos (principal grupo de risco da Covid-19).

O governador João Dória também proibiu festas de réveillon em bares, restaurantes e hotéis paulistas. Já em Belo Horizonte, a prefeitura proibiu o consumo de bebidas alcoólicas em bares, restaurantes e lanchonetes a partir de amanhã (07). No Rio Grande do Sul as festas de fim de ano também estão suspensas.

Para Eliane Bicudo, o Natal é diferente do Ano Novo que deve ser cancelado e esse ‘numero mágico’ de dez pessoas em um ambiente pode ser viável porem a realidade não é bem assim. “Depende do tamanho desse ambiente, ventilado e com número proporcional de pessoas”. Ela recomenda ainda que o anfitrião pergunte ao familiar convidado sobre ele ter tido contato com algum infectado nos últimos dias e se ele realizou teste para a doença. “Caso a resposta for positiva, o recomendado é não ir à festa”, diz.

Para os infectologistas, a falta de sintonia entre as autoridades acerca das restrições resultará em aumento de infecções e um janeiro complicado.

#VaiTerNatalSim

Afim de irem contra as restrições e medidas protetivas contra a Covid-19 de alguns estados, apoiadores do governo federal lançaram na sexta-feira (04) a hashtag #VaiTerNatalSim e mensagens de resistências à tradicional festa que os brasileiros mais prezam, começou a circular nas redes sociais.

Veja algumas:

Natal e reveillon: sem restrições, infectologistas temem explosão da covid-19 em janeiro
(foto: reprodução/twitter)
Natal e reveillon: sem restrições, infectologistas temem explosão da covid-19 em janeiro
(foto: reprodução/twitter)
Natal e reveillon: sem restrições, infectologistas temem explosão da covid-19 em janeiro
(foto: reprodução/twiiter)
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