Vacina contra covid pode alterar DNA? 6 fatos sobre o imunizante

As vacinas contra a Covid-19 estão sendo alvo de muita desinformação pela internet. Confira o que se sabe de fato sobre os imunizantes, que passam por diversos estudos até a aprovação

A vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, foi aprovada ontem (18) para uso emergencial contra a Covid-19 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), com cinco votos positivos, de todos os diretores da agência.

Enquanto as cidades e os estados se preparam para receber as doses das vacinas, as autoridades tentam promover uma campanha de conscientização sobre a necessidade de aderir ao imunizante. Contudo, uma onda de fake news sobre as vacinas contra a Covid-19 percorrem pela internet. Na contramão da desinformação, checamos as maiores mentiras contadas sobre a vacinação e apresentamos os fatos sobre elas. Confira!

A vacina contra Covid-19 pode mudar meu DNA?

A vacina não tem potencial para alterar o código genético de células humana. Além disso, nenhum dos imunizantes que passaram da última etapa de análises, a fase 3, sequer utiliza métodos com a presença de tecnologia de DNA — o que inclui a CoronaVac e as demais vacinas em testes no Brasil, como a da vacina da Fiocruz. Especialistas afirmam que este tipo de vacina não é capaz de modificar nosso material genético porque a substância não chega ao núcleo da célula, onde fica o DNA. Elas são metabolizadas pelo nosso organismo fora do núcleo da célula, no citoplasma. 

A vacina da Covid-19 contém chips implantados para controle das pessoas? 

Não há nenhuma vacina em desenvolvimento no mundo que contenha qualquer tipo de microchip em sua composição. A CoronaVac, por exemplo, foi criada com base no próprio vírus. Os pesquisadores da Sinovac, laboratótio desenvolvedor da vacina, criam uma cultura do vírus em laboratório, o deixam inativo e aplicam em pacientes. Com isso, a produção de anticorpos é estimulada pelo próprio organismo humano. 

 

Vacinas podem causar autismo em crianças?

O estudo que teria demonstrado associação entre autismo e vacinas foi retirado da revista científica onde foi publicado, e o responsável, um médico inglês, teve o registro profissional cassado. Para provar o contrário, desde que este estudo foi publicado, outros pesquisadores realizam ensaios que embasam que vacinas não têm potencial de causar autismo. 

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O mais amplo e completo estudo sobre o tema foi realizado na Dinamarca, pelo Instituto Serum Statens, e revelou o que os estudiosos e pesquisadores já sabiam: que não existe qualquer relação entre a vacina conjunta contra tríplice viral (VASPR) e o autismo. O estudo foi realizado relacionado com a vacina contra rubéola, varicela e sarampo pois esta é o maior alvo das fake news. No entanto, não há comprovação alguma que qualquer vacina pode causar autismo. 

A vacina CoronaVac não é segura? 

A CoronaVac passou por todos os testes laboratoriais requeridos pela Anvisa e atingiu uma eficácia geral de 50,38%. O estudo foi realizado no Brasil com um grupo de 13.060 voluntários. Isso significa que, deste total, 50,4% não se contaminaram contra a Covid-19. A vacina possui eficácia de 78% em casos leves da doença e 100% de eficácia de pacientes moderados, graves ou mortos. Ou seja, nenhum participante que tomou o imunizante teve complicações graves com o vírus – e nem morreu. 

Além disso, o diretor do centro de segurança clínica e gestão de risco farmacoepidemiológica do Butantã, Alex Precioso, afirmou que a Coronavac não registrou eventos adversos graves, além de dor no local da aplicação. Precioso disse que apenas 0,3% dos voluntários tiveram reações alérgicas, taxa que foi igualmente registrada entre quem recebeu o imunizante e quem recebeu o placebo.

CoronaVac não foi testada em idosos?

A Sinovac anunciou em setembro experimentos com 522 voluntários dessa faixa etária. O Instituto Butantan também tem estudos clínicos da CoronaVac com idosos e crianças. O ensaio clínico da CoronaVac contou com pouco mais de 12.000 voluntários, profissionais de saúde, em sete estados e no Distrito Federal. Os estudos estão sendo realizados desde julho. Os idosos são, inclusive, o público alvo da primeira etapa da vacinação no Brasil e em outros diversos países do mundo. 

Vacina causa infertilidade em mulheres?

Um vídeo postado em redes sociais afirmava que a vacina da Pfizer, produzida em parceria com a alemã BioNTech, causa infertilidade em mulheres. A notícia dizia que uma resposta imunológica contra a proteína spike poderia levar à infertilidade em mulheres por um período não especificado. A proteína spike é a estrutura usada pelo novo coronavírus para invadir as células humanas e nada tem relação alguma com a fertilidade humana ou com a capacidade de afetar o desenvolvimento de uma gestação. 

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