Saiba quais são as vacinas mais promissoras contra o Covid-19

Saiba quais são as previsões para a chegada da vacina ao Brasil e quem será vacinado primeiro.

Uma das maiores preocupações dos governos e órgãos de saúde pública hoje é produzir uma vacina eficaz contra a Covid-19. O mundo está em uma corrida para descobrir uma forma de imunizar a população e conter o novo coronavírus. Ainda não há nenhuma vacina comprovada, nem sendo distribuída. Contudo, muitas estão sendo estudadas e testadas.

Segundo a OMS, há 166 pesquisas de vacinas contra a Covid-19 sendo feitas no mundo. Dessas 163, seis estão na última fase de teses, sendo as mais promissoras. Quatro delas estão sendo testadas no Brasil, são elas Coronavac (China), a vacina de Oxford (Reino Unido), a vacina da Pfizer/BioNTech (Estados Unidos/Alemanha) e a Sinopharm (China).

Outras vacinas apontadas como promissoras são a Moderna, dos EUA, a CanSino da China e a vacina russa Gamaleya, mas a última ainda não teve todos os dados das pesquisas divulgados.

Para que humanidade seja considerada imunizada contra o coronavírus, pelo menos 60% a 70% da população terá de ser vacinada, para isso seriam necessárias 4 a 5 bilhões de doses nos próximos 18 meses. Um valor bem alto.

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Gamaleya – A vacina Russa

Segundo o governo russo, a vacina Gamaleya é a mais avançada até agora,  O ministro da Saúde, Mikhail Murashko, disse à agência de notícias Interfax, no dia 1° de agosto, que o Instituto Gamaleya de Epidemiologia e Microbiologia, em Moscou, já concluiu os ensaios clínicos e a documentação está sendo preparada para registrar a vacina e assim será possível começar a campanha de vacinação em outubro. Contudo, o país não divulgou todos os dados sobre a vacina e das pesquisas utilizadas nas fases de teste. Por isso, ela gera algumas dúvidas. Não se pode afirmar que ela será produzida e distribuída em outubro, como disse a Rússia.

Quem será vacinado primeiro?

A ordem para tomar a vacina é de acordo com o risco de mortalidade. Por isso, as primeiras pessoas a serem vacinadas serão as que se encontram no grupo de risco, como os idosos. Os profissionais da saúde também são prioridade para garantir imunidade. Em seguida, o restante da população poderá tomar a vacina contra a COVID-19.

Foto mostra pessoa com roupa de proteção no laboratório de costas mexendo em fracos.
Foto: Robson Valverde

Vacina para a COVID-19 no Brasil?

O Ministério da Saúde já assinou um contrato com a Universidade de Oxford e sua parceira, a AstraZeneca. Por esse acordo, a Fundação Oswaldo Cruz receberá alguns lotes da vacina. O Instituto Butantan, do governo de São Paulo, fechou um acordo com a empresa chinesa Sinovac Biotech para teste e desenvolvimento de uma possível vacina. O governo do Paraná se associou à também chinesa Sinopharm para realização de testes de uma outra candidata. O Ministério da Saúde também já afirmou que negocia a possível compra da vacina em desenvolvimento pelo laboratório norte-americano Moderna, e também analisa a vacina da parceria Pfizer/BioNTech, que será testada no Brasil a partir deste mês.

Ainda não se pode afirmar qual vacina vai ficar pronta primeiro e quando vão conseguir distribui-las com exatidão. Mas existem muitos estudos e pesquisas sendo feitos no Brasil com parcerias de laboratórios estrangeiros.

Previsões para a vacina?

Ainda não se tem previsões exatas feitas por nenhum órgão de saúde ou laboratórios que estão pesquisando a vacina. O que se sabe até hoje é que fazer uma vacina leva tempo. A vacina mais rápida produzida na história foi de caxumba, levou quatro anos. Atualmente, o mundo conta com mais tecnologia e mais pesquisas correndo para alcançar a imunidade, por isso, pode ser mais rápido.

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (5) que até o final de dezembro, 15,2 milhões de doses da vacina da Universidade de Oxford serão distribuídas no Brasil. Após a distribuição dos dois primeiros lotes, outras 70 milhões de unidades da vacina de Oxford serão disponibilizadas, de forma gradativa, a partir de março de 2021. Nesse momento, o acesso ao imunizante também deve ser expandido.

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, afirmou em entrevista a CNN que acredita que em janeiro ou fevereiro a vacina já estará no Brasil e poderá começar a ser aplicada. Covas ainda disse que acredita que estamos próximos de ter uma vacina que, mesmo sendo uma pandemia recente, os conhecimentos sobre o coronavírus já estão mais sólidos.

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