20/05/2015 - 20h28 | Atualizado em 20/05/2015 - 20h28

Trabalhadores de obras olímpicas encerram greve após acordo no Rio

Construção do complexo esportivo de Deodoro para os Jogos Olímpicos de 2016
Construção do complexo esportivo de Deodoro para os Jogos Olímpicos de 2016
Foto: Reuters

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Trabalhadores da construção pesada do Rio de Janeiro encerraram nesta quarta-feira uma greve que durou três dias e atingia obras ligadas aos Jogos Olímpicos de 2016, mas que não afetou o cronograma das construções, segundo o sindicato.

"Vamos retomar (os trabalhos) na quinta-feira normalmente. Para as Olimpíadas o prejuízo provocado pela greve é zero. Não afeta em nada a entrega das obras", disse à Reuters o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada Intermunicipal do Rio (Sitraicp), Nilson Duarte.

O sindicato informou que o aumento salarial dos trabalhadores será de 8 por cento e houve também acordo para pagamento de cesta básica de 340 reais.

"Não foi o que a gente queria, mas foi razoável e o pessoal aceitou. A gente queria 8,5 por cento no salário e fechamos em 8 por cento. A gente pedia uma aumento de 13 por cento na cesta e ganhamos 10 por cento. Não dá para dizer que foi ruim", afirmou Duarte.

Segundo o acordo proposto pelo Ministério Público do Trabalho no Rio, "os trabalhadores grevistas não sofrerão retaliações", disse o MPT-RJ em comunicado.

O presidente do sindicato alertou que em 2016 novas conversações estão programadas.

"Esse acordo vale até janeiro do ano que vem e 2016 será um ano estratégico, porque é o ano dos Jogos. Há obras para serem entregues até abril. Então, às vezes se dá uma passo para trás para depois dar dois, três para frente", disse ele.

A greve atingia obras ligadas diretamente aos Jogos Olímpicos, como Engenhão e Parque Olímpico de Deodoro, e obras de infraestrutura para o evento, como expansão do metrô e corredores de ônibus Transbrasil e Transolímpica.

Essa não é a primeira vez que obras olímpicas são afetadas por greves. Em abril do ano passado, trabalhadores do Parque Olímpico ficaram parados por duas semanas. Eles reivindicavam aumento de benefícios e prêmios.

(Por Rodrigo Viga Gaier, com reportagem adicional de Tatiana Ramil)

Reuters

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