Entenda por que Virgínia é investigada pela Polícia Federal, segundo revista Piauí

Reportagem da revista Piauí revela que a influenciadora passou a ser investigada pela Polícia Federal após CPI das Bets

A influenciadora Virgínia Fonseca passou a ser alvo de uma investigação da Polícia Federal após ter seu nome citado no relatório final da CPI das Bets, encerrada em 2025. Embora o pedido de indiciamento tenha sido rejeitado pelo Senado, informações financeiras analisadas durante a comissão motivaram a abertura de uma apuração para verificar a origem e a legalidade de movimentações milionárias ligadas à empresária e às empresas das quais participa.

Segundo reportagem publicada pela revista Piauí em junho de 2026, a investigação busca esclarecer operações financeiras realizadas por Virgínia e suas companhias, incluindo possíveis indícios de crimes financeiros, irregularidades fiscais e lavagem de dinheiro.

Um dos pontos analisados envolve a Talismã Digital, empresa que a influenciadora mantinha em sociedade com o cantor Zé Felipe. De acordo com documentos citados pela revista, a companhia recebeu mais de R$ 22 milhões entre março e setembro de 2024. A maior parte desse valor teria sido transferida por uma empresa chamada AMP Pay Marketing e Negócios, por meio de operações via Pix.

As movimentações chamaram a atenção porque, conforme aponta a publicação, a AMP Pay está enquadrada no regime tributário do Simples Nacional, destinado a empresas com faturamento anual limitado. O volume das transferências levantou questionamentos sobre a compatibilidade financeira da companhia com os valores movimentados.

As informações tiveram origem em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), documentos que foram analisados durante os trabalhos da CPI das Bets. Os relatórios, segundo a revista, apontaram operações consideradas atípicas e que passaram a ser examinadas pelas autoridades.

Outro aspecto citado na reportagem envolve a Wepink, marca de cosméticos da qual Virgínia é sócia. A publicação relembra que a empresa surgiu a partir de uma parceria entre a influenciadora e empresários que já atuavam no setor de beleza. A trajetória da companhia também passou a despertar interesse dos investigadores em razão do rápido crescimento e do elevado volume de negócios alcançado nos últimos anos.

O nome de Virgínia ganhou destaque durante a CPI das Bets devido à sua atuação na divulgação de plataformas de apostas online. Convocada para depor no Congresso Nacional, ela negou ter obtido ganhos vinculados diretamente às perdas dos apostadores e afirmou que seus contratos publicitários previam remuneração fixa.

Com mais de 50 milhões de seguidores nas redes sociais, Virgínia se tornou uma das personalidades mais influentes da internet brasileira. O alcance de suas publicações e a força comercial de suas empresas ajudaram a transformá-la em uma das figuras mais relevantes do mercado digital, mas também colocaram seus negócios sob o olhar das autoridades.

Até o momento, a investigação está em fase de apuração. Ser investigado não significa que houve prática de crime, e caberá à Polícia Federal analisar os documentos e concluir se existem elementos que justifiquem eventual responsabilização ou arquivamento do caso.

Aproveite para ver fotos de Virgínia antes da fama

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