Tela Quente hoje vai exibir Oppenheimer, ganhador do Oscar
O filme será exibido pela primeira vez na televisão
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Nesta segunda-feira, 10 de agosto de 2026, a Tela Quente terá uma estreia de peso na TV aberta. A Globo exibe Oppenheimer, filme dirigido por Christopher Nolan e protagonizado por Cillian Murphy, a partir das 22h25 (de Brasília), logo após a novela Quem Ama Cuida. O longa, vencedor de sete Oscars em 2024, será exibido pela primeira vez na televisão aberta brasileira.
O filme Oppenheimer é bom?
Mais do que contar a história do chamado “pai da bomba atômica”, Nolan constrói um drama sobre ciência, poder e as consequências de uma descoberta que mudou a história. A narrativa acompanha diferentes momentos da vida de Oppenheimer e alterna sua trajetória acadêmica, o trabalho no Projeto Manhattan e os questionamentos que enfrentou anos depois, quando passou a ser investigado pelo governo americano.
Cillian Murphy conduz o filme como um Oppenheimer dividido entre o fascínio pela ciência e o peso das consequências de seu trabalho. O ator aparece quase sempre contido, enquanto o roteiro mostra um homem que começa a compreender que a criação que representava um triunfo científico também poderia se transformar em uma ameaça de proporções inimagináveis.
A construção da história é um dos pontos que mais chamam atenção. Nolan não apresenta os acontecimentos em uma sequência tradicional e intercala diferentes períodos da vida do cientista, incluindo a audiência que colocou sua reputação e sua relação com o governo dos Estados Unidos em xeque. A participação de Lewis Strauss, vivido por Robert Downey Jr., também ganha importância à medida que a trama avança.
O elenco reúne ainda nomes como Emily Blunt, Matt Damon e Florence Pugh. Blunt interpreta Kitty Oppenheimer, esposa do cientista, enquanto Damon vive o general Leslie Groves, responsável pela coordenação militar do Projeto Manhattan. Já Pugh aparece como Jean Tatlock, uma das figuras importantes da vida pessoal do protagonista.
Visualmente, o filme segue a grandiosidade característica do cinema de Nolan, mas encontra seus momentos mais fortes justamente quando transforma conceitos científicos em imagens. As sequências relacionadas à matéria, à energia e à explosão nuclear procuram colocar o espectador dentro da mente de Oppenheimer, em vez de apenas explicar o que está acontecendo.
O som também tem papel fundamental nessa construção. A trilha de Ludwig Göransson acompanha a crescente tensão da história e ajuda a transformar momentos que inicialmente parecem representar conquistas científicas em cenas carregadas de ameaça. Quanto mais Oppenheimer percebe o alcance de sua criação, mais a sensação de triunfo dá lugar ao medo.
O resultado é um filme de grande escala que não se limita à criação da bomba atômica. Oppenheimer usa a história do cientista para discutir o limite da ciência, a disputa pelo poder e o preço de uma descoberta que, depois de criada, não poderia mais ser simplesmente desfeita.