Salvador não terá Lavagem do Bonfim em 2022

A Lavagem do Bonfim foi cancelada pelo segundo ano consecutivo devido aos casos de covid-19

Salvador não terá a Lavagem do Bonfim em 2022, uma das mais simbólicas no estado; a medida foi confirmada pelo prefeito Bruno Reis (DEM). A comemoração do dia 13 de janeiro, feita em Salvador desde 1745, junta duas matrizes religiosas: a católica e a afro-brasileira.

De acordo com o chefe do Executivo municipal, a decisão se deve ao aumento de casos da Covid-19, provocados pela variante Ômicron, e também pela chegada do vírus da gripe H3N2. “Diante dessa transmissão que está ocorrendo, não podemos dar margem para contribuir para que nesses números possam aumentar ainda mais. Sendo assim, infelizmente, o dia da Lavagem do Bonfim será um dia normal na cidade, com a região da Cidade Baixa funcionando normalmente”, declarou Bruno Reis no dia 5 de janeiro.

O prefeito ainda aproveitou para pedir cidadãos que desejam cumprir os compromissos religiosos referentes à data, como a visita à Basílica, possam fazê-lo em outros dias do ano, para evitar aglomerações. “Tenho certeza que o Senhor do Bonfim vai abençoar do mesmo jeito”, completou Bruno Reis.

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Vai ter Lavagem do Bonfim em 2022?

No dia 13, a Basílica Santuário Senhor do Bonfim, na Colina Sagrada, estará fechada durante todo o dia. O templo estará aberto apenas às 18h para a missa da novena, que terá início às 19h.

Pela manhã, às 10h, será iniciada uma transmissão virtual com uma homenagem póstuma aos mais de 620 mil mortos pela Covid-19 no Brasil, que vai ocorrer no monumento ao Cristo Ressuscitado, na Praça do Bonfim. Em seguida, às 10h30, o reitor da Basílica do Bonfim, padre Edson Menezes, transmitirá a tradicional mensagem e benção à população. As ações podem ser acompanhadas através do site santuariosenhordobonfim.com e redes sociais da Basílica.

O que a Lavagem das escadarias da Igreja do Bonfim?

De acordo com o Iphan, a Lavagem do Bonfim é uma celebração tradicional que ocorre desde o século XVIII. Sua origem remonta à Idade Média, na Península Ibérica e na devoção ao Senhor Bom Jesus ou Cristo Crucificado. Integra o calendário litúrgico e o ciclo de Festas de Largo de Salvador e é realizada anualmente, sem interrupção, desde 1745. A Festa do Senhor Bom Jesus do Bonfim – inscrita no Livro de Registro das Celebrações. em 2013 – articula duas matrizes religiosas distintas, a católica e a afrobrasileira, e incorpora diversas expressões da cultura e da vida social soteropolitana. Está profundamente enraizada no cotidiano dos habitantes de Salvador, e possui grande poder de mobilização social.

As novenas iniciam-se um dia após o Dia de Reis e terminam no sábado, véspera do Dia do Senhor do Bonfim, sendo um elemento litúrgico presente em largo período da Festa. O cortejo é um percurso de oito quilômetros que se forma na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na Cidade Baixa e culmina com a Lavagem das escadarias e do adro da igreja, que ocorre na quinta-feira anterior ao Domingo do Senhor do Bonfim.

A Lavagem é realizada por baianas e filhas de santo como missão familiar e religiosa. Portando suas “quartinhas” com flores e água de cheiro, elas reverenciam o orixá Oxalá e abençoam os devotos. O cortejo e a Lavagem são os pontos de destaque da festa.

Reconhecida como Patrimônio Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2014, a Festa do Bonfim é um dos ícones do calendário de eventos da Bahia.

 

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