Funcionários acusam Google de racismo após demissão de uma importante executiva negra

A demissão segue uma série de batalhas internas sobre como a empresa de tecnologia lida com a diversidade e a inclusão.

Funcionários acusam Google de racismo e se manifestam após demissão de uma importante executiva negra.

Quase 800 funcionários do Google se juntaram a uma campanha de solidariedade em apoio a uma das principais executivas da empresa. 

Ela é uma conhecida defensora da diversidade na indústria e disse que recebeu a demissão após o que seu chefe descreveu como uma “disputa por um artigo de pesquisa”.

Assim, a executiva, Timnit Gebru, co-líder técnica da Equipe de Inteligência Artificial Ética do Google, anunciou no Twitter na noite de quarta-feira (3) que recebeu o anúncio da sua demissão após enviar um e-mail para colegas de trabalho afirmando que a liderança da empresa a forçou a retirar um artigo com foco em ética. 

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O artigo mostrava problemas envolvendo o tipo de sistema de inteligência artificial usado para entender a linguagem humana. O que também inclui um que aciona o mecanismo de busca do Google.

Além disso, o e-mail também detalhou sua frustração com os esforços da empresa para criar um espaço de trabalho mais inclusivo. De acordo com Gebru, ela se sentia “constantemente desumanizada” no Google.

O Google não quis comentar sobre a demissão de Gebru. Mas apontou para um  e-mail do chefe de pesquisas do Google, Jeff Dean, para os funcionários no qual ele disse que a executiva renunciou ao cargo.

 

Funcionários acusam Google de racismo
Imagem: Reprodução / Unsplash

Funcionários acusam Google de racismo

A campanha #ISupportTimnit, iniciada por funcionários do Google e postada no Medium, acusa o Google de “censura de pesquisa sem precedentes”. Bem como pede transparência sobre o motivo da rejeição do artigo e um compromisso da empresa com a “integridade da pesquisa e liberdade acadêmica”.

Gebru também era conhecida por levantar preocupações sobre como o Google lidava com as questões de diversidade. Ela é cofundadora da Black in AI, uma organização que se dedica a aumentar o número de pesquisadores negros em inteligência artificial. 

Além disso, ela também co-escreveu um estudo de alto perfil sobre preconceito racial na tecnologia de reconhecimento facial. Assim, este estudo descobriu que as taxas de erro para os principais sistemas de reconhecimento facial eram muito mais altas ao identificar pessoas com pele mais escura.

“Em vez de ser abraçada pelo Google como uma colaboradora excepcionalmente talentosa, a Dr. Gebru enfrentou atitude defensiva, racismo, censura de pesquisa, e agora uma demissão retaliatória”, diz a declaração de solidariedade.

A campanha convida pessoas do meio acadêmico, grupos da sociedade civil e da indústria a adicionar seus nomes à declaração de solidariedade. 30 minutos depois de ir ao ar na tarde de quinta-feira, a carta acumulou mais de 100 assinaturas somente dos funcionários do Google.

Fonte NBC

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