Saiba como renegociar as dívidas

O momento atual, com juros muito baixos, pode ser bastante propício para fazer um acordo

Antes de começar a pensar em guardar ou investir é preciso fazer as pazes com as suas dívidas, entender os comportamentos que as têm gerado, evitar gastar por impulso e aprender a renegociar.

Saber como renegociar as dívidas é uma das ferramentas mais importantes para colocar a vida financeira em dia, afinal de contas não é difícil que uma simples dívida se torne uma verdadeira bola de neve nas finanças, não é mesmo? Mas como fazer isso de forma correta? Vamos explicar!

Para começar, saiba que você não está sozinho nessa situação. De acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), mais de 60 milhões de brasileiros iniciaram o ano endividados. Com a pandemia, esse número está crescendo.

Nesse cenário, saber como renegociar as dívidas pode fazer toda a diferença na sua vida financeira atual e no seu planejamento futuro.

 

O primeiro passo para renegociar as dívidas é conhecê-las

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Pode parecer brincadeira, mas boa parte das pessoas não sabe exatamente quanto deve. Pior, também não sabe quanto paga de juros por estar devendo. O primeiro passo para renegociar as dívidas é colocá-las em escala de prioridade considerando o quanto você tem pago por elas.

Existem dívidas mais caras e mais baratas. Normalmente, quem deve no cartão de crédito ou no cheque especial acaba pagando as maiores taxas de todas; e a renegociação deve começar por aí.

Em julho, por exemplo, as taxas do cartão de crédito no rotativo para pessoa física chegavam a 157,10% ao ano de acordo com relatório do Banco Central. Você sabe quanto de juros paga ao seu banco?

 

Aproveite o momento atual para renegociar as dívidas

Apesar de toda calamidade econômica causada pela pandemia, o cenário atual favorece quem quer renegociar as dívidas; isso porque a taxa de juros está em sua mínima histórica: 2% ao ano.

A primeira providência é conversar diretamente com a instituição para a qual você deve e oferecer uma alternativa de pagamento, especialmente se você puder quitar a dívida à vista e conseguir um desconto.

Se não der para fazer isso, não tem problema. Existem plataformas de renegociação de dívida online no mercado, como a QueroQuitar, que já tem cerca de 50 milhões de pessoas cadastradas. Neste caso, basta informar o CPF online, ter acesso às dívidas e receber alternativas de negociação dos credores parceiros. Tudo muito rápido e sem necessidade de intervenção de cobradores.

Também vale ficar de olho em feirões de negociação caso aconteçam, pois normalmente há bons descontos. O Serasa também tem o portal Serasa Limpa Nome, através do qual dá para consultar as dívidas e negociá-las em minutos. Cheque se o seu credor está por lá e avalie as condições.

 

Troque de dívida se for o caso

Outra alternativa caso você não consiga renegociar diretamente com o credor é trocar de dívida. Ou seja: pegar um empréstimo mais barato, como um empréstimo pessoal por exemplo, e usá-lo para quitar uma dívida mais cara. Faça as contas e veja se vale a pena. Normalmente vale.

Além disso, caso você tenha diversos créditos tomados, como empréstimos diferentes dentro do mesmo banco por exemplo, pode valer a pena negociar e transformar tudo em um só crédito com um valor melhor.

Usar os serviços das fintechs de crédito pode ser interessante para buscar opções de empréstimo; e se você tem algum bem para dar como garantia, como um carro por exemplo, as taxas costumam ser bem mais baixas.

Avalie a portabilidade de crédito imobiliário se você tem financiamento

Atualmente, uma das dívidas que podem contar com trocas vantajosas é a portabilidade de crédito imobiliário. “Como são financiamentos longos, as taxas contratadas podem ser bem mais altas, porque na época o cenário era outro e, além disso, qualquer impacto de queda na taxa significa uma boa economia para o mutuário”, explica o planejador financeiro da Fiduc, Valter Police.

Neste caso, quem tem o financiamento deve procurar por empresas especialistas nesse serviço, que fazem convênios com instituições e cuidam da parte burocrática. “Existem custos iniciais na hora de fazer a migração e, por esse motivo, é necessário analisar cuidadosamente a operação para comparar os custos à vista com os benefícios ao longo do tempo”, explica Police.

cuidado para não fazer novas dívidas
@unsplash/artem_beliaikim

Após renegociar as dívidas, tenha cuidado para não fazer novas dívidas

Um ponto importante a ser considerado após renegociar as dívidas é entender o porquê de elas terem sido adquiridas. Se aconteceram por conta de situações emergenciais, é importante pensar na criação de uma reserva de emergência visando ao futuro. Já se as dívidas se deram por conta de descontrole orçamentário, renda insuficiente ou consumo exagerado, é preciso avaliar como anda o seu orçamento e controle na hora das compras.

Para Police, da Fiduc, ter as despesas sempre controladas, abaixo das receitas e evitar o parcelamento na hora das compras são ótimas sugestões. “Quando tiver que usar o crédito, preste atenção à taxa de juros e tente fazer no menor prazo possível, medindo a capacidade de honrar as parcelas”.

 

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