O Bradesco encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 7,05 bilhões, resultado 16,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Além do desempenho financeiro, o banco também informou uma proposta de aumento de capital de até R$ 10 bilhões, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira (5).
O resultado recorrente desconsidera efeitos extraordinários registrados no trimestre. Já o lucro contábil foi impactado por eventos não recorrentes, como a adesão ao Programa de Transação Integral (PTI) e processos fiscais.
Margem financeira e carteira de crédito avançam
A margem financeira do Bradesco chegou a R$ 20,87 bilhões, crescimento de 15,7% na comparação anual. Segundo a instituição, o desempenho foi impulsionado pelo aumento do volume médio de operações de crédito e pela melhora do spread, principalmente na margem de passivos.
A carteira de crédito expandida alcançou R$ 1,136 trilhão, avanço de 11,6% em relação ao segundo trimestre de 2025. O banco informou que manteve uma estratégia de concessão mais seletiva, priorizando operações com garantias e melhor relação entre risco e retorno.
Provisão para calotes cresce e inadimplência sobe no Bradesco
As despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD), reserva utilizada para cobrir possíveis inadimplências, totalizaram R$ 9,99 bilhões, alta de 22,6% em um ano.
De acordo com o Bradesco, o aumento reflete a expansão da carteira de crédito e o maior custo do crédito no segmento de varejo, parcialmente compensado por menores despesas na carteira de grandes empresas.
O índice de inadimplência para operações com atraso superior a 90 dias ficou em 4,3%, avanço de 0,2 ponto percentual na comparação anual. O banco atribuiu parte desse movimento às operações de capital de giro com garantia voltadas para micro, pequenas e médias empresas.
Banco propõe aumento de capital
No balanço, o Bradesco também anunciou uma proposta de aumento de capital de até R$ 10 bilhões. A instituição informou ainda que há um efeito complementar relacionado à Bradsaúde, que permanece em análise pelos órgãos reguladores.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, o lucro líquido recorrente atingiu R$ 13,86 bilhões, crescimento de 16,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Em comunicado aos investidores, a administração destacou que as receitas continuaram resilientes mesmo diante do cenário econômico, enquanto as despesas operacionais permaneceram sob controle. O banco também afirmou que o desempenho das áreas de seguros, previdência e capitalização foi favorecido pela estabilidade da sinistralidade, expansão comercial, aumento da base de ativos e indicadores financeiros mais favoráveis. Além disso, informou que a participação da carteira classificada no estágio 3 permaneceu estável durante o trimestre.