Confira os países com a gasolina mais barata do mundo em 2026
Relatório aponta os dez países com o combustível mais em conta

Enquanto o brasileiro ainda sente no bolso o peso dos combustíveis, em alguns países abastecer o carro custa apenas alguns centavos por litro. Em 2026, a lista dos países com a gasolina mais barata do mundo continua concentrada entre nações produtoras de petróleo e mercados em que o governo controla ou subsidia parte do preço pago pelo consumidor.
Segundo levantamento do Global Petrol Prices, atualizado em 15 de junho de 2026, o preço médio da gasolina no mundo era de US$ 1,51 por litro. A diferença entre os países, no entanto, é grande: enquanto alguns consumidores pagam menos de US$ 0,05 pelo litro, em locais mais caros o valor passa de US$ 4.
Qual é o país com a gasolina mais barata do mundo?
O país com a gasolina mais barata do mundo em 2026 é a Líbia, onde o litro da gasolina aparece a US$ 0,024. Na conversão aproximada, o valor equivale a cerca de R$ 0,12 por litro, dependendo da cotação do dólar.
Na sequência aparecem Irã, com US$ 0,029 por litro, e Venezuela, com US$ 0,035. Ou seja, nos três países mais baratos do ranking, o litro da gasolina custa menos de US$ 0,04.
Veja os países com a gasolina mais barata do mundo em 2026:
- Líbia – US$ 0,024 por litro
- Irã – US$ 0,029 por litro
- Venezuela – US$ 0,035 por litro
- Kuwait – US$ 0,341 por litro
- Argélia – US$ 0,353 por litro
- Turcomenistão – US$ 0,428 por litro
- Egito – US$ 0,479 por litro
- Catar – US$ 0,577 por litro
- Angola – US$ 0,588 por litro
- Arábia Saudita – US$ 0,621 por litro
Os valores são em dólar por litro e consideram gasolina octanagem 95, padrão usado pelo levantamento internacional para comparar os preços entre países.
Por que a gasolina é tão barata nesses países?
A gasolina costuma ser mais barata em países produtores e exportadores de petróleo, mas esse não é o único fator. O preço final também depende de impostos, subsídios, controle estatal e política energética de cada governo.
O próprio Global Petrol Prices explica que os países têm acesso aos preços internacionais do petróleo, mas cada um aplica impostos ou subsídios de forma diferente. Por isso, a gasolina pode custar centavos em uma nação e mais de US$ 3 ou US$ 4 em outra.
Na prática, países como Líbia, Irã, Venezuela, Kuwait e Arábia Saudita mantêm preços baixos porque têm forte ligação com a produção de petróleo e adotam políticas que reduzem o valor pago pelo motorista nas bombas.
Já em países europeus e em alguns territórios asiáticos, o combustível costuma ser mais caro por causa da carga tributária, da logística e de políticas ambientais que encarecem o uso de derivados de petróleo.
O Brasil não aparece entre os dez países com a gasolina mais barata do mundo em 2026. No levantamento de 15 de junho, o país aparece com preço de US$ 1,193 por litro, valor abaixo da média mundial, mas ainda distante dos países que lideram o ranking.
Mesmo sendo produtor de petróleo, o Brasil tem uma formação de preço mais complexa. O valor pago pelo consumidor inclui o preço do combustível nas refinarias, a mistura obrigatória de etanol anidro, custos de distribuição e revenda, além de impostos federais e estaduais.
Por isso, o preço brasileiro fica longe de países que subsidiam fortemente os combustíveis ou mantêm preços internos controlados.
Na outra ponta da lista, Hong Kong aparece entre os locais com a gasolina mais cara do mundo em 2026, com o litro acima de US$ 4. Também aparecem entre os mais caros países e territórios da Europa, onde impostos e políticas ambientais têm peso maior no valor final.
A comparação mostra que o preço da gasolina não depende apenas do petróleo. O valor cobrado nas bombas também reflete decisões políticas, câmbio, carga tributária, subsídios e a estrutura de abastecimento de cada país.

