Elo 7 chega ao fim: por que marktplace encerrou atividades?

Enjoei encerra operações do Elo7 após queda de 40% na receita

A gigante do e-commerce de usados, Enjoei, anunciou nesta semana a descontinuação definitiva do Elo7, o principal marketplace de produtos artesanais e personalizados do Brasil. Na última segunda-feira (11), a Enjoei interrompeu a realização de novos pedidos no Elo7. O encerramento ocorre menos de três anos após a aquisição da plataforma, que pertencia à americana Etsy.

Inviabilidade do ELO 7 e pressão internacional

A decisão do conselho de administração foi fundamentada em dados financeiros alarmantes: a receita líquida do serviço recuou 39,5% no quarto trimestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024. Segundo a companhia, a manutenção da estrutura tornou-se insustentável devido à “pressão de grandes multinacionais do comércio eletrônico”.

A concorrência com players globais elevou drasticamente o custo de aquisição de clientes (CAC), criando barreiras de escala que impediram a recuperação do marketplace, mesmo após tentativas de reduzir a dependência de mídia paga. Com isso, a Enjoei optou por simplificar sua estrutura e focar recursos em sua plataforma principal, considerada o motor de rentabilidade do grupo.

Reestruturação financeira e devolução de capital

O fechamento do Elo7 é a peça mais recente de um quebra-cabeça de reestruturação iniciado no ano passado. Recentemente, a Enjoei vendeu sua participação na franquia “Cresci e Perdi” e propôs uma redução de capital de R$ 40 milhões para os acionistas. O objetivo é tornar a empresa mais ágil e focar no nicho de moda circular (second-hand), onde possui maior vantagem competitiva.

O caso expõe uma dinâmica que vem se repetindo no e-commerce brasileiro: marketplaces de nicho enfrentam crescente dificuldade para manter escala à medida que grandes plataformas internacionais ampliam investimentos em logística e tecnologia.

Onde vender agora? Opções para artesãos e empreendedores

Com o fim súbito do Elo7, empreendedores que dependiam da plataforma estão em uma corrida contra o tempo. Para evitar prejuízos, o DCI selecionou as melhores alternativas para migrar sua produção:

  • Shopee e Mercado Livre: Embora não sejam exclusivos para artesanato, possuem seções de “Produtos Feitos à Mão” e oferecem uma logística de entrega muito superior.
  • Nuvemshop ou Loja Integrada: Ideal para quem deseja criar uma marca própria com domínio exclusivo, fugindo das taxas variáveis de grandes marketplaces.
  • Instagram Shopping: Ferramenta essencial para converter seguidores em clientes, utilizando o apelo visual do artesanato nos Stories e Feed.
  • Tanlup: Uma plataforma nacional que ainda mantém o foco específico no nicho criativo e design independente.
  • Etsy (Internacional): Para artesãos com produtos de alto valor agregado que desejam exportar e receber pagamentos em dólar.

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