INSS esclarece se aposentadorias podem ser bloqueadas por falta de biometria

Instituto alerta para notícias falsas sobre suspensão de benefícios

A informação de que aposentados e pensionistas terão os pagamentos bloqueados automaticamente por falta de biometria é falsa. O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que esclareceu as regras para a identificação biométrica e os prazos para regularização dos documentos.

A exigência tem regras específicas e não significa que todos os beneficiários precisam tomar providências imediatas. Segundo o instituto, o prazo de 20 de novembro de 2026 se aplica a determinados segurados que solicitaram benefícios a partir de 21 de novembro de 2025, respeitadas as exceções previstas na regulamentação.

Quem precisa fazer a biometria do INSS?

De acordo com o INSS, a exigência de biometria está relacionada aos pedidos de benefícios apresentados a partir de 21 de novembro de 2025. Para esse grupo, é necessário ter um documento com registro biométrico até 20 de novembro de 2026, observadas as dispensas previstas.

Quem já recebe aposentadoria, pensão ou outro benefício não deve concluir que terá o pagamento suspenso por não possuir biometria. O instituto esclarece que não existe bloqueio automático generalizado por esse motivo.

O cadastro biométrico é feito durante a emissão de documentos oficiais. Entre os documentos que podem conter o registro estão:

  • Carteira de Identidade Nacional (CIN): emitida pelos órgãos de identificação dos estados e do Distrito Federal;
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH): documento emitido no sistema nacional de trânsito;
  • Título de eleitor: com biometria registrada na Justiça Eleitoral.

O segurado não precisa ir a uma agência do INSS para cadastrar as digitais ou fazer o reconhecimento facial. O procedimento deve ser realizado pelos órgãos responsáveis pela emissão dos documentos.

Quem está dispensado da exigência?

A regulamentação prevê exceções para determinados grupos de beneficiários. Entre eles estão:

  • Pessoas com 80 anos ou mais;
  • Migrantes, refugiados e apátridas que atendam aos critérios estabelecidos;
  • Residentes no exterior que apresentem a documentação exigida;
  • Pessoas impossibilitadas de se deslocar por mais de 30 dias por motivo de saúde ou deficiência, mediante comprovação médica;
  • Moradores de localidades de difícil acesso, conforme os critérios oficiais;
  • Pessoas que solicitaram salário-maternidade, benefícios por incapacidade ou pensão por morte, conforme as regras aplicáveis.

Biometria substitui a prova de vida do INSS?

O cadastro biométrico e a prova de vida são procedimentos diferentes.

A biometria permite confirmar a identidade do cidadão por meio de características físicas, como impressões digitais e imagem do rosto. Já a prova de vida serve para verificar se o beneficiário continua vivo e apto a receber o pagamento.

Atualmente, o INSS realiza a comprovação de vida principalmente por meio do cruzamento de dados com outras bases oficiais. Caso seja necessária alguma providência por parte do segurado, o instituto informa que a comunicação será feita pelos canais oficiais.

Como evitar golpes envolvendo a biometria?

O INSS alerta que criminosos podem usar mensagens sobre supostos bloqueios de aposentadorias para obter informações pessoais e financeiras dos beneficiários.

Para evitar fraudes, o segurado deve seguir algumas orientações:

  • Não clique em links recebidos de remetentes desconhecidos;
  • Não informe senhas ou dados bancários a terceiros;
  • Não faça transferências para supostos representantes do INSS;
  • Desconfie de pessoas que afirmem precisar ir à sua casa para realizar a prova de vida.

Para consultar a situação do benefício ou esclarecer dúvidas, utilize o aplicativo ou site Meu INSS e a Central Telefônica 135.

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