IPCA desacelera e inflação fica em 0,07% em julho, menor índice em 4 anos
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
DCI
A inflação oficial do Brasil desacelerou em julho e registrou alta de 0,07%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (11). O resultado veio abaixo dos 0,16% registrados em junho e representa a menor inflação para um mês de julho desde 2022.
Com o resultado, o IPCA acumula alta de 3,44% nos sete primeiros meses de 2026. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação passou de 4,64% em junho para 4,44% em julho, voltando para dentro do intervalo de tolerância da meta definida para o Banco Central.
A desaceleração foi influenciada principalmente pela queda nos preços de alimentos. O grupo Alimentação e bebidas registrou recuo, ajudando a compensar aumentos em outros itens que pesaram no orçamento das famílias.
Entre os produtos que ficaram mais baratos estão alimentos comuns nas compras do supermercado. Tomate, batata e café tiveram redução de preços e contribuíram para aliviar o índice. O movimento ocorre depois de meses de pressão sobre os alimentos, que haviam acumulado aumentos importantes ao longo do primeiro semestre.
Na outra ponta, a conta de luz continuou pressionando a inflação. O grupo Habitação apresentou alta, com a energia elétrica residencial entre os principais impactos positivos do IPCA de julho. A passagem aérea também apareceu entre os itens que contribuíram para a alta dos preços.
O resultado significa que os preços não caíram de forma generalizada, mas subiram em ritmo menor. Na prática, uma inflação de 0,07% indica que a média dos preços pesquisados pelo IBGE ficou ligeiramente mais alta em julho, enquanto alguns produtos e serviços registraram queda.
O IPCA é considerado o índice oficial de inflação do país e acompanha os preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias. O indicador inclui despesas como alimentação, transporte, habitação, saúde, educação, vestuário e comunicação.
Para o consumidor, a desaceleração não representa necessariamente uma redução no custo de vida. Mesmo com alguns alimentos mais baratos, os preços acumulados continuam em patamar elevado. Em 12 meses, o IPCA ainda está acima do centro da meta de inflação, de 3%, embora tenha retornado para dentro do limite de tolerância.