Messi é autista? Veja mitos e verdades sobre o craque

Boato de que Messi é autista foi criado por um jornalista brasileiro, mas é tratado como fake news pela família e o médico do craque

É comum ouvir nas conversas de mesa de bar ou ler nas redes sociais que Lionel Messi é autista. Além disso, os boatos alegam que parte da genialidade do craque se deve à doença. Mas tanto a família do jogador quanto os especialistas da área já esclareceram que nada disso é verdade. Como surgiu, então, essa lenda que passou a fazer parte do imaginário coletivo do futebol?

O boato se espalhou tanto que, em meio à polêmica sobre a falta de espaço para Griezmann no Barcelona, o ex-jogador francês Dugarry se referiu a Messi como “um garoto de 1,5 m de altura que é meio autista”. Sem saber, ele ajudou a propagar uma informação de origem duvidosa que surgiu a partir de um texto escrito pelo jornalista e escritor brasileiro Roberto Amado, sobrinho de Jorge Amado.

Messi autista: como surgiu o boato

Em 2013, Roberto Amado publicou em seu blog um artigo dizendo que Messi teria sido diagnosticado com Síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo, quando tinha oito anos. Para sustentar a afirmação, ele analisou uma série de características do craque, incluindo a timidez e a repetição de dribles. O texto viralizou, e a lenda surgiu.

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Mas, para o médico Diego Schwartzstein, que acompanhou a infância e adolescência do craque, a história não passa de fake news. “Leo nunca foi diagnosticado como Asperger ou qualquer outra forma de autismo. Isso é realmente uma bobagem”, afirmou ele em entrevista para o portal UOL, em 2013.

Diego Schwartzstein vive em Rosario, cidade natal do craque, e ajudou Messi a lidar com uma deficiência hormonal que atrasou seu crescimento na infância. Além dele, outros especialistas alegam que a coordenação motora apurada a capacidade de trabalhar em equipe não condizem com o suposto diagnóstico de Asperger.

A família do jogador também trata a história como fake news. Ainda assim, a cada gesto incomum de Messi, o boato de que ele é autista volta à tona. Até mesmo seus lances geniais são vistos como indicativo de que ele seria portador da doença. No entanto, o autismo é mais relacionado às habilidades em matemática e ciências exatas, não nos esportes coletivos.

Messi vomita na final da Copa
AP

Saúde de Messi

Apesar de não haver comprovação de que Messi é autista, o jogador realmente sofreu com outros problemas de saúde durante a infância. Não à toa, ele ficou conhecido como La Pulga. Aos nove anos, apesar do talento com a bola nos pés, ele não tinha físico para jogar bola. Para suprir sua deficiência hormonal, o craque precisou tomar injeções diárias ao longo de quatro anos.

O alto custo da medicação afastou o interesse dos times argentinos, e então o pai de Messi decidiu levá-lo para a Espanha. Aos 13 anos, ele chegou ao Barcelona, que bancou o tratamento. Vinte anos depois, o clube pode dizer que tomou a decisão correta, pois o argentino já ganhou seis prêmios de melhor do mundo e venceu todos os títulos possíveis com a camisa do Barça.

Vômitos em campo

Além de ter que lidar com o boato de que é autista, Messi passou por outra situação misteriosa ao longo da carreira: os frequentes vômitos em campo. Aconteceu até na final da Copa do Mundo de 2014, entre Argentina e Alemanha. Mesmo após passar mal, ele continuava em campo normalmente.

Em entrevista à América TV, Messi explicou que não sabia o motivo dos vômitos. Mas revelou que conseguiu se livrar deles após passar por uma reeducação alimentar. “Comi mal durante muitos anos. Eram chocolates, alfajores e refrigerantes. Agora, como bem. De vez em quando tomo um vinho, mas não me faz mal. Notei muita mudança com a questão dos vômitos. Falaram muitas coisas, mas no fim, eu melhorei e não tive mais”, declarou.

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