Daniel Silveira: veja quem votou a favor e contra a prisão

A Câmara dos Deputados votou em uma sessão extraordinária e manteve a prisão do deputado do PSL, Daniel Silveira. Foram 364 votos a favor de manter o político preso, e 130 votos contra. Três deputados decidiram pela abstenção.

Encerrou neste momento a sessão extraordinária virtual  da Câmara dos Deputados que decidiu pela manutenção da prisão do deputado do PSL  Daniel Silveira, preso em flagrante na madrugada do último dia 16 de fevereiro, por ordem do ministro Alexandre de Moraes e unanimidade do Supremo Tribunal Federal (STF).

Acompanhe a seguir quais deputados votaram e suas posições em favor ou contra a manutenção da prisão de Daniel Silveira, acusado por infringir artigos da Lei de Segurança Nacional. O deputado está mantido na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, e responde por crime inafiançável.

Votação na Câmara decide manter Daniel Silveira preso

Segundo a Agência Câmara de Notícias, 364 deputados votaram a favor para manter Daniel Silveira (PSL-RJ) preso. O parecer da relatora da Comissão de Constituição e Justiça, a deputada Magda Mofatto (PL-GO), também recomendou a manutenção da prisão considerando “gravíssimas” as acusações imputadas ao parlamentar. Foram 130 votos contra a prisão e 3 abstenções.

Quem votou contra:

  • Marcel Van Hattem (Novo-RS)
  • Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)
  • Carla Zambelli (PSL-SP)
  • Capitão Augusto (PL-SP)
  • Kim Kataguiri (DEM-SP)
  • Bibo Nunes (PSL-RS)
  • Coronel Tadeu (PSL-SP)
  • Wilson Santiago (PTB-PB)
  • Roberto de Lucena (PODE-SP)
  • Rodrigo Coelho (PSB-SC)
  • Policial Sastre (PL-SP)
  • Pr Marco Feliciano (REPUBLICANOS-SP)
  • Pedro Cunha Lima (PSDB-PB)
  • Pedro Lupion (DEM-PR)
  • Paula Belmonte (CIDADANIA-DF)
  • Norma Ayub (DEM-ES)
  • Osmar Terra (MDB-RS)
  • Otoni de Paula (PSC-RJ)
  • Pastor Eurico (PATRIOTA-PE)
  • Adriana Ventura (NOVO-SP)

Quem votou a favor:

  • Maria do Rosário (PT-RS)
  • Rodrigo Maia (DEM-RJ)
  • Alexandre Padilha (PT-SP)
  • Marcelo Freixo (PSOL-RJ)
  • Luiza Erundina (PSOL-SP)
  • David Miranda (PSOL-RJ)
  • Ivan Valente (PSOL-SP)
  • Fernanda Melchionna (Psol-RS)
  • Alice Portugal (PCdoB-BA)
  • Abílio Santana (PL-BA)
  • Arthur O. Maia (DEM-BA)
  • Átila Lira (PP-PI)
  • Baleia Rossi (MDB-SP)
  • Giacobo (PL-PR)
  • Elcione Barbalho (MDB-PA)
  • Fred Costa (PATRIOTA-MG)
  • Gleisi Hoffmann (PT-PR)
  • Luis Miranda (DEM-DF)
  • Sâmia Bomfim (PSOL-SP)
  • Tabata Amaral (PDT-SP)
  • Zeca Dirceu (PT-PR)

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Quem se absteve:

  • Célio Silveira (PSDB-GO)
  • Juscelino Filho (DEM-MA)
  • Newton Cardoso Jr (MDB-MG)

Confira a lista completa AQUI

Prisão em flagrante e crime inafiançável

imagem mostra o deputado daniel silveira, preso no Rio de Janeiro
Daniel Silveira é um deputado eleito pelo PSL no Rio de Janeiro, em 2018. (Foto: Twitter/ Daniel Silveira/Diulgação)

O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) foi preso em flagrante na terça-feira, 16 de fevereiro. Acusado de tentar a honra do Poder Judiciário e dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, além cometer crimes de calunia e difamação, o deputado do PSL postou um vídeo nas redes sociais em que defendia o AI-5 e a destituição de ministros do STF, o que é considerado inconstitucional.

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Alexandre de Moraes afirmou que Daniel Silveira poderia ser preso em flagrante permanente, pois o vídeo estava no ar e sendo replicado na internet. Em suas falas, Silveira atacou os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Dias Toffoli. Contudo, após a ordem de prisão, o vídeo foi retirado do ar.

Após ser preso, Daniel Silveira continuou atacando STF

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Através das redes sociais, o deputado gravou um vídeo sobre a ordem de prisão ainda quando a polícia federal estava em sua casa. Confira abaixo a declaração:

“Eu vou colocar um por um de vocês em seus devidos lugares. Pelo meu país estou disposto a matar, morrer, tanto faz” disse Daniel Silveira em dado momento na filmagem. Ele também disse para Alexandre de Moraes que o ministro estava “entrando em uma queda de braço que não pode vencer”. “Não adianta tentar me calar. Eu já fui preso mais de 90 vezes na polícia militar do estado do Rio de Janeiro, fiquei em lugares que você nem imagina”, completou.

Mudou o discurso

Já preso, Daniel Silveira afirmou em seu Twitter que “sentia orgulho” pelo motivo o qual o levo à prisão. “Aos esquerdistas que estão comemorando, relaxem, tenho imunidade material. Só vou dormir fora de casa e provar para o Brasil quem são os ministros dessa suprema corte. Ser ‘preso’ sob estas circunstâncias, é motivo de orgulho”, escreveu.

Entretanto, durante o plenário da Câmara dos Deputados nesta sexta (19/02), o deputado bolsonarista mudou seu discurso e admitiu ter extrapolado. “Já disse que me arrependi. E me arrependi de fato. Não estou sendo demagogo ou hipócrita. Já solicitei aos pares a desculpa, a quem se sentiu ofendido. E também pedi desculpas a todo o povo brasileiro, que assim se sentiu ofendido”, disse.

“Foi uma crítica, não um ataque, embora em tom elevado e desnecessário.” – Daniel Silveira durante seu discurso na Câmara dos Deputados

Quem é Daniel Silveira?

Imagem mostra o deputado Daniel Silveira, preso por ofender a constituição
Daniel Silveira (Foto: Twitter/Reprodução)

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Daniel Lucio da Silveira tem 38 anos e nasceu em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Filiado ao Partido Social Liberal (PSL), o deputado é ex-policial militar e declaradamente conversador de direita. Ele também é defensor do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).  O seu primeiro contato com a política aconteceu em 2018, quando foi eleito com 31.789 dos votos para a 56ª legislatura da Câmara dos Deputados.

O deputado chamou atenção após viralizar nas redes sociais com um vídeo ao lado do deputado estadual Rodrigo Amorim. Os quebraram uma placa em homenagem à Marielle Franco, assassinada em 14 de março de 2018 no Rio. Na época, o candidato afirmou que a placa era ostensiva e um ato de vandalismo, já que ela cobria a sinalização da praça Floriano Peixoto. 

Em 2019, após ser eleito para a Câmara dos Deputados, Daniel Silveira teve seu nome envolvido em diversos episódios polêmicos. quase sempre relacionados a declarações ideológicas, como, por exemplo, a PL para instituir o “Dia Nacional em Memória das Vítimas do Comunismo no Brasil”. Ele acredita que é preciso “conscientizar os brasileiros da ameça comunista”.

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Em novembro de 2019, o STF abriu um processo contra o deputado sob acusação de manifestações antidemocráticas que incitam a volta da ditadura militar no país. Uma postagem no Twitter foi o que levou Daniel Silveira a ser condenado em segunda instância. Na ocasião, o deputado bolsonarista escreveu: “Se precisar de um cabo, estou a  disposição”. Um mês antes o deputado agrediu o jornalista Guga Noblat.

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