Qual o novo partido político de Bolsonaro? Veja as principais opções

O presidente Jair Bolsonaro pretende se filiar a um partido político no próximo mês de março. Segundo ele, “está namorando” alguns nomes. Veja as principais agremiações que estão sendo estudadas por Bolsonaro.

O presidente Jair Bolsonaro está oficialmente sem partido político há pelo menos um ano e três meses, desde que anunciou sua saída do PSL (Partido Social Liberal), em novembro de 2019. Mas o que antes não era uma preocupação, já que Bolsonaro apostava na criação do seu próprio partido, o Aliança pelo Brasil, agora é uma corrida contra o tempo para as próximas eleições de 2022.

Para pode ser candidato novamente na disputa presidencial, Bolsonaro deve estar filiado a um partido político, assim como pede a Constituição federal. No entanto, a pressão da bancada bolsonarista na Câmara dos Deputados faz com que o presidente tenha que decidir um entre vários partidos, todos com algum possível apoio para sustentar sua campanha eleitoral.

Os partidos políticos que podem ser a escolha de Bolsonaro

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(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Nesta segunda-feira, 8 de fevereiro, o presidente afirmou que pretende definir seu “futuro partido” no próximo mês de março. Em entrevista ao programa Brasil Urgente, comandado por Datena, o Bolsonaro também disse que não deseja ir para um partido político e não ter a autoridade que almeja.  Confira abaixo os principais nomes na lista de Bolsonaro:

Patriota – 51

Fundado em agosto de 2011, o Patriota, partido político ligado à Assembleia de Deus, está no topo da lista de Bolsonaro, segundo ele. O presidente afirmou que “está namorando o partido” e brincou ao dizer que ainda não “está noivo”. Em janeiro de 2018, Bolsonaro chegou a cogitar a filiação ao Patriota, mas acabou optando pelo PSL.

Segundo consta o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em outubro de 2020 o partido possuía 330.906 filiados. Entre os principais nomes que já passaram por ele, está o ex-candidato a presidência em 2018, Cabo Daciolo, que ficou em 6º lugar com 1.3 milhão de votos, na frente de candidatos fortes como Marina Silva, Álvaro Dias e Henrique Meirelles.

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Um dos pontos que faz Bolsonaro “namorar” o Patriota é o fato de não ser um partido político grande, além é claro, de conversar com sua proposta conversadora de governo. “Tem dez minutos de televisão, fundo partidário praticamente inexiste. Eu não quero gastar para fazer campanha”, explicou o presidente, que completou dizendo: “a gente quer um partido que realmente tenha um nome para poder sonhar com uma grande bancada no futuro”.

“O Brasil acima de todos. Deus acima de tudo.” – slogan do Patriota

Atualmente o Patriota possui cinco deputados federais no Congresso: Junior Marreca Filho (MA), Alcides Rodrigues (GO), Doutor Frederico (MG), Pastor Eurico (PE) e Fred Costa (MG).  Já o número de deputados estaduais é maior, 12:  Dr. Rafael Favatto (ES)
Raimundo Santos (PA), Odilon (RR), Paulo Correa Jr. (SP), Lídio Lopes (MS), Amauri Ribeiro (GO), Doorgal Andrada (MG), Dr. Paulo (MG), Wallber Virgolino (PB), Renato Cozzolino (RJ), Val Ceasa (RJ) E Nilton do Sindpol (RR).

PSL – 17

Apesar dos conflitos com o presidente do partido, Luciano Bivar, por conta do controle do fundo partidário da sigla, o PSL não foi totalmente descartado por Bolsonaro. Segundo o presidente, ele pretende conversas com pelo menos 30 deputados do partido que ainda possuem contato com ele, antes de decidir seu novo partido.

Fundando em 1994, foi com o PSL que Jair Bolsonaro chegou à presidência em 2018. Conhecido por defender o conservadorismo, e acreditar no liberalismo apenas no âmbito econômico,  o partido ainda possui um certo relacionamento com Bolsonaro. Em recente entrevista ao Jornal Opção, o deputado Delegado Waldir disse que em 2020 houve um “ensaio” sobre a possibilidade de retorno do presidente. No entanto, Waldir acredita que Bolsonaro está mais próximo de outros partidos.

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Vale ressaltar que o PSL ainda possui uma grande expressão no Congresso. Com as eleições de 2018, o partido se tornou o segundo maior número de parlamentares eleitos na Câmara dos Deputados, perdendo apenas para o Partido dos Trabalhadores. Tal fato também é importante para Bolsonaro, que afirmou que pretende “formar uma bancada ampla e assim poder trabalhar”.

DEM – 25

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O Democratas (DEM) tem se aproximado de Bolsonaro nos últimos tempos. O próprio presidente afirmou que possui uma boa relação com o presidente do partido, ACM Neto. Fundado na época de redemocratização do país, em 1985, o DEM é conhecido por seguir uma filosofia política conservadora-liberal, o que dialoga perfeitamente com o discurso de Bolsonaro.

O partido compôs uma forte oposição ao governo Lula e ao governo Dilma e fez parte da base aliada do governo Temer em 2017. Atualmente, de acordo com o Portal da Câmara dos Deputados, é o partido que possui a quinta maior bancada na Câmara Federal, e quinta no Senado Federal, com 29 representantes.

Um dos políticos filiados ao DEM, é o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que tem um histórico conflituoso com Bolsonaro. De acordo com publicação do O Globo, Mandetta não aprova a aproximação do partido com o governo federal, e caso Bolsonaro se filie ao DEM, deve deixar o partido. Outra figura de expressão é Rodrigo Maia, agora ex-presidente da Câmara dos Deputados.

Nos últimos tempos, a relação de Bolsonaro e Maia também foi marcada por desavenças. Como exemplo disso, Maia ameaçou acatar os pedidos de impeachment referente ao governo Bolsonaro nos seus últimos dias sob o comando da Câmara. No entanto, à pedido de ACM, Rodrigo Maia recuou e desistiu.

PP – 11

O Partido Progressista (PP) também é um forte candidato para Bolsonaro, que já passou 11 anos filiado ao partido, ente 2005 a 2016. Na época em que deixou o PP, houve um comum acordo entre Bolsonaro e o presidente da sigla, o senador Ciro Nogueira (PP-AL). O partido não acreditava em uma candidatura própria para a presidência e por isso, Bolsonaro buscou abrigo em outra agremiação.

Fundado oficialmente em 1995, o partido possui uma grande liderança de Paulo Maluf, que concorreu indiretamente à Presidência da República em 1985.  Segundo o TSE,  o partido é o quarto maior do país, com 1.338.983 filiados, de acordo com dados de outubro de 2020. No ano passado, o PP  teve à disposição R$ 140 milhões para disputar as eleições municipais, segundo publicou o jornal Gazeta do Povo.

Com nome e fundo partidário, Bolsonaro pode facilmente escolher o PP para se lançar como candidato à presidente da República em 2022, em busca do seu segundo mandato. Um dos aliados de Bolsonaro é Arthur Lira (PP-AL), atual presidente da Câmara dos Deputados, eleito no último dia 1º de fevereiro.

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O que aconteceu com o Aliança pelo Brasil, partido político de Bolsonaro?

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(Foto: Divulgação/PR)

O Aliança pelo Brasil, partido político criado por Bolsonaro, era o seu primeiro plano ao deixar o PSL. No entanto, o presidente enfrentou algumas dificuldades burocráticas para o partido sair do papel. Conhecido pela sigla ALIANÇA, a organização conseguiu homologar 42 assinaturas das 492 mil necessárias, segundo o TSE.

No dia 17 de fevereiro de 2020 a tesoureira do Aliança, Karina Kufa, anunciou que o número de ficha necessárias para a criação do partido já havia sido atingido, porém, o partido em formação esbarrou na burocracia do TSE na homologação das assinaturas, além do grande número de assinaturas inválidas.

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