Romeu Zema é de direita ou esquerda?

Saiba o posicionamento

Um nome de Minas Gerais surgiu nas eleições de 2026 para Presidente da República: Romeu Zema. Com isso, o número de buscas sobre o político dispararam no Google, em especial sobre seu posicionamento político. Afinal, Zema é direita ou de esquerda?

Candidato a presidente pelo Partido Novo, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema se define como de direita. “Me considero de direita porque sou conservador, acredito na liberdade econômica, no empreendedorismo, que é o trabalho honesto que leva à prosperidade”, afirmou o candidato ao Valor.

“Defendo um Estado enxuto, que combata privilégios e enfrente os intocáveis, garantindo regras claras e iguais para todos, uma Justiça célere e serviços de qualidade em educação, saúde e segurança. Com liberdade para trabalhar e empreender, as demais demandas da sociedade serão atendidas pelos próprios cidadãos e empreendedores”, acrescentou Zema ao Valor.
Esse discurso foi adotado em outros momentos pelo candidato. Zema já se definiu como candidato de direita ao falar, em uma entrevista em fevereiro para O Globo, que era um dos candidatos da direita nas eleições presidenciais de 2026, junto com Flávio Bolsonaro (PL) e “aquele que for definido pelo PSD”. O nome lançado pelo Partido Social Democrata (PSD) foi Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás.

Diferenças entre Direita e Esquerda

Os termos esquerda e direita são usados para identificar diferentes correntes do pensamento político, mas não representam, necessariamente, posições fixas ou julgamentos de valor. A principal diferença está nas prioridades e nos argumentos usados para defender determinada visão de sociedade.

A esquerda está historicamente associada à defesa de maior igualdade social e econômica, à redução das desigualdades e à proteção de grupos considerados mais vulneráveis. A origem do termo remonta à Revolução Francesa, quando os opositores da monarquia e da aristocracia passaram a ocupar o lado esquerdo da Assembleia Nacional.

A direita, por sua vez, surgiu ligada aos grupos mais favoráveis à monarquia e à aristocracia. Ao longo do tempo, passou a ser associada à valorização das tradições e de estruturas hierárquicas da sociedade.

Isso não significa, porém, que uma pessoa, partido ou governo precise se encaixar integralmente em um dos dois lados. Uma mesma corrente política pode reunir propostas tradicionalmente associadas à esquerda e outras relacionadas à direita. Por isso, o texto destaca que é mais adequado analisar os argumentos por trás de uma posição do que simplesmente classificar uma política como de esquerda ou de direita.

Outro ponto é que essas classificações são relativas ao contexto histórico. Uma ideia considerada de esquerda em determinado período pode ocupar uma posição diferente quando comparada às correntes políticas de outra época ou país.

Em termos gerais, portanto, a esquerda tende a priorizar igualdade e redução das desigualdades, enquanto a direita costuma dar maior peso à ordem, estabilidade, tradição e hierarquia.

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