Sergio Moro é pressionado pela família para se afastar da política e sair do Brasil

A carreira do ex-juiz e ex-ministro da Justiça do Brasil Sergio Moro é incerta após rompimento com o presidente Jair Bolsonaro

O desejo de certa parte dos brasileiros, em ver o nome do ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro, emplacar como cabeça de chapa na corrida presidencial de 2022 pode ir por água abaixo. Isso porque, na cabeça de sua família, Moro já ofereceu muito a política do País. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

Quais as possibilidades de Sergio Moro?

Segundo pessoas ligadas a Sergio Moro, a ideia de se afastar de projetos partidários parte de sua mulher, Rosângela Moro. Ela quer distância de seu marido a qualquer projeto eleitoral para concorrer à Presidência.

Rosângela acredita que Sergio Moro já fez toda contribuição que deveria dar ao País, e que os confrontos políticos não são para ele.

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Mais que isso, Rosângela gostaria que o ex-ministro Sergio Moro passasse uma temporada com a família fora do Brasil. Em terras estrangeiras, poderia se dedicar a dar aulas de Direito.

Em resumo: seria hora de cuidar da vida pessoal e profissional.

Meses conturbados

Pelo retrospecto dos últimos tempos, o próprio Moro tem relatado que não está atraído a disputar um cargo eleitoral. Políticos que o cercam na tentativa de levá-lo a algum partido é que dizem isso.

Anos atrás era tido como o grande nome do combate à corrupção por seu trabalho enquanto juiz federal à frente da Operação Lava Jato.

Prendeu políticos e empresários corruptos – incluindo o ex-presidente Lula – e repatriou muito dinheiro desviado de modo criminoso.

Essas credenciais fizeram Sergio Moro ser convidado a integrar o governo do presidente Jair Bolsonaro ainda antes da posse, no final de 2018.

No final de abril deste ano, no entanto, pediu demissão alegando entre outras coisas, interferência de Bolsonaro em assuntos de sua pasta.

Para a ala bolsonarista, desde então, tornou-se um traidor. Para outras bandas, no entanto, passou a valer muito numa eventual candidatura futura.

Mesmo com todo esse retrospecto e possíveis cenários futuros, Sergio Moro já baixou o tom crítico em relação a Bolsonaro. A pessoas mais próximas acrescentou que deveria ter saído de maneira mais silenciosa.

A própria Operação Lava Jato tem sofrido baixas. O movimento enxerga um fim próximo com o isolamento que os integrantes vêm sofrendo. Os procuradores de São Paulo, por exemplo, renunciaram por divergências internas.

O ex-ministro tem pressa

Mais um detalhe que faz o relógio de Moro correr mais rápido é o fato de que a quarentena que pediu ao presidente quando saiu do ministério acaba este mês.

Isso significa que Sergio Moro perderá o salário de R$ 31 mil, bem como a escolta da Polícia Federal que garantia a segurança dele e de seus familiares.

Moro não tem aposentadoria, uma vez que abandonou as duas décadas de magistratura para ingressar no governo Bolsonaro.

O ex-ministro ativou seu registro na OAB, o que lhe credencia a abrir um escritório e advogar. Ele ainda não fez isso e, recentemente, recusou convite para trabalhar nos Estados Unidos e em uma consultoria de compliance no Brasil.

Até agora, o projeto de Sergio Moro é seguir com as aulas de Direito que sempre deu, com palestras remuneradas. A Universidade de Oxford, na Inglaterra, recentemente o convidou para uma palestra por lá.

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