Anvisa rejeita uso da CoronaVac em crianças e adolescentes

Os diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) rejeitaram o pedido do Instituto Butantan para o uso da vacina CoronaVac em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos.

Em reunião extraordinária realizada nesta quarta-feira, dia 08, a diretoria colegiada da agência avaliou que, com as informações apresentadas pelo Butantan, não é possível concluir sobre a eficácia e a segurança da dose nessa faixa etária.

Vacinar crianças com coronavac não é permitido

De acordo com a Anvisa, o perfil de segurança da vacina não permite concluir quais os riscos para crianças e adolescentes – em grande parte, devido ao número considerado insuficiente de participantes nos estudos.

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“Os dados de imunogenicidade deixam incertezas sobre a duração da proteção conferida pelo imunizante”, informou a agência, em nota.

“Faltaram ainda dados que considerassem a vacinação em faixas etárias específicas. Também não é conhecida a eficácia ou a capacidade de indução de resposta imune pela vacina em crianças com comorbidades e imunossuprimidas.”

Para prosseguir com a solicitação de inclusão da faixa etária de 3 a 17 anos, o Butantan, segundo a Anvisa, precisa apresentar informações pendentes e submeter um novo pedido à agência.

Qual vacina é indicada para crianças e adolescentes?

Atualmente, a vacina da Pfizer é a única aprovada para crianças e adolescentes de 12 a 17 anos. Já a farmacêutica Janssen, que oferece imunização contra a doença em dose única, recebeu autorização para a condução de estudos com menores de 18 anos no Brasil.

Mas embora não seja indicada para os mais jovens, além de importante para controlar a pandemia no Brasil, a CoronaVac apresentou proteção entre 69,5% e 77,7% contra casos graves da covid-19 gerados pela variante Delta. Os dados foram divulgados pelo governo de São Paulo em uma coletiva de imprensa realizada hoje no Palácio dos Bandeirantes.

O CoronaVac é uma vacina inativada e funciona usando partículas virais mortas para expor o sistema imunológico do corpo ao vírus sem correr o risco de uma resposta de doença grave.

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