Conheça a história do casamento Princesa Isabel, filha de D. Pedro II

Herdeira do trono se casou com o Conde D’Eu, com quem teve três filhos

Quem acompanha Nos Tempos do Imperador está vendo a busca de Dom Pedro II (Selton Mello) em encontrar um pretendente para Isabel (Giulia Gayoso). O primeiro candidato foi Pierre (Gabriel Falcão), mas a relação não vingou. Em breve, Conde D’Eu (Daniel Torres) chegará na história para pedir a mão da princesa Isabel em casamento. Na vida real, foi ele quem se casou com a herdeira do trono.

Como foi o casamento da Princesa Isabel?

Isabel de Bragança se casou com Luís Filipe Maria Fernando Gastão, o Conde d’Eu, em 1864, quando tinha 18 anos. Inicialmente, ela se casaria com Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota e sua irmã ficaria com o Conde. Porém, devido a uma maior afinidade entre os casais, Leopoldina se casou com o Duque de Saxe-Coburgo-Gota, enquanto Isabel se uniu a Gastão.

Segundo relatos de historiadores, o casal estava apaixonado e possuía uma relação sólida. Entretanto, por ser estrangeiro, o Conde não era muito popular entre a corte. Ele tinha problemas para se comunicar ocasionados pela sua surdez e por falar mal a língua portuguesa. As informações são do Mundo Educação.

Isabel teve dificuldades para engravidar e precisou fazer tratamentos. Ela engravidou quatro vezes, mas a primeira filha, Luísa Vitória, nasceu morta. Tempos depois, o casal teve mais três filhos: Pedro (1875-1940), Luís Maria (1878-1920) e Antônio Gastão (1881-1918).

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Princesa Isabel e o Conde D’Eu – Foto: Reprodução

 

Princesa Isabel, Conde d’Eu e os três filhos – Foto: Reprodução

 

Exílio e morte

Anos depois do casamento com a herdeira, o Conde foi enviado para a Guerra do Paraguai como substituto de Duque de Caxias no comando das tropas imperiais. Ele ficou conhecido por ter libertado os escravos no país e por ter liderado a caçada que matou o ditador paraguaio, mas também sofreu campanhas de difamação. Haviam boatos de que Gastão ordenava para que degolassem chefes militares paraguaios e que mandava os soldados matassem mulheres e crianças.

Gastão defendia o fim da escravidão, e inclusive, foi ele quem influenciou a esposa para a Abolição da Escravatura em 1888. Porém, continuava com má fama e foi excluído de todos os partidos da época. Isabel, Conde e toda a família imperial foram exilados do Brasil quando a república foi proclamada, em 15 de novembro de 1889.

A princesa e o Conde foram exilados para a França. Isabel ficou no país até a sua morte, em 14 de novembro de 1921, aos 75 anos. Após o falecimento da esposa, Gastão retornou ao Brasil em 1921, mas morreu no ano seguinte, em 28 de agosto de 1922, aos 80 anos, de causas naturais.

Cond’Eu chega em Nos Tempos do Imperador

De acordo com informações da colunista Carla Bittencourt, do jornal Metrópoles, Daniel Torres entrará na novela para interpretar  o Conde D’eu. Ele entrará em cena após a partida de Pierre.

Gastão será convidado por Luísa, a Condessa de Barral (Mariana Ximenes) para vir ao Brasil conhecer a princesa. Ele se apaixona pela herdeira, mas terá dificuldades para se adaptar ao Brasil e os costumes da Corte, que são muito diferentes do que ele já estava acostumado.

Já Leopoldina se casará com Duque de Saxe-Coburgo, interpretado por Gil Coelho, assim como na vida real.

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Daniel Torres será o Conde D’Eu em Nos Tempos do Imperador – Foto: Divulgação/Globo
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