Temperatura Máxima hoje (06/09): Globo exibe Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros; saiba o horário
Filme passa neste domingo na Globo
Foto: cortesia
Para fechar o fim de semana com muita ação, a Temperatura Máxima de hoje, 6 de setembro, traz o clássico O Mundo dos Dinossauros com Chris Patt. A emissora exibe o longa de 2015 e sucesso de bilheteria.
De acordo com a grade oficial de programação da TV Globo, a Temperatura Máxima está prevista para ir ao ar às 12h55 (horário de Brasília).
Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros com Chris Patt
Primeiro veio o parque. Depois, o mundo. E, pelo que indica a lógica da franquia, não deve demorar até que até esse mundo pareça pequeno demais. Em Jurassic World, quarto filme da série iniciada por Steven Spielberg a partir da obra de Michael Crichton, os dinossauros voltam a escapar do controle — desta vez em uma atração turística que transformou a convivência com animais pré-históricos em negócio.
Dirigido por Colin Trevorrow e produzido com a participação de Spielberg, o filme entende bem o que se espera de um blockbuster de verão: ação, humor, suspense e uma dose calculada de absurdo. Não há a mesma força de personagens secundários do primeiro Jurassic Park, nem referências tão sofisticadas quanto as que ajudaram a marcar o longa de 1993. Ainda assim, Jurassic World encontra maneiras interessantes de atualizar a fórmula.
A principal delas está na própria ideia do parque. Depois de anos de funcionamento, ver dinossauros deixou de ser uma experiência extraordinária. O público quer algo maior, mais raro, mais perigoso. É dessa lógica de consumo que nasce o Indominus Rex, um dinossauro geneticamente modificado criado para atrair visitantes.
O problema, previsivelmente, é que a criatura não se comporta como uma atração de parque temático.
Claire (Bryce Dallas Howard) administra o complexo na Costa Rica. Executiva eficiente, rígida e pouco afeita a improvisos, ela precisa lidar ao mesmo tempo com os visitantes, com a administração do parque e com a presença dos dois sobrinhos, Gray (Ty Simpkins) e Zach (Nick Robinson).
Quando o Indominus Rex escapa de seu recinto, a operação de entretenimento se transforma novamente em cenário de sobrevivência. O caos também recoloca em cena Owen (Chris Pratt), responsável pelo treinamento de um grupo de velociraptores e personagem construído à imagem do aventureiro clássico: habilidoso, destemido e suficientemente irônico para não levar a própria situação a sério demais.
Owen e Claire formam uma dupla que reproduz, em nova embalagem, uma dinâmica conhecida do cinema de aventura. Ele é impulsivo e ligado ao mundo natural; ela representa a racionalidade corporativa e o controle. À medida que o parque desmorona, a distância entre os dois diminui.
A produção também brinca com a transformação dos dinossauros em produtos. Se antes a simples existência de um animal pré-histórico já era suficiente para provocar espanto, agora é preciso inventar algo ainda mais extraordinário. O filme, nesse sentido, funciona como uma espécie de comentário sobre a própria indústria do entretenimento: quando o público se acostuma com o espetáculo, a próxima atração precisa ser maior e mais perigosa.
É aí que Jurassic World se aproxima do espírito do filme original. O que começa como demonstração de controle sobre a natureza rapidamente revela seus limites. O parque pode ter outro nome, novos administradores e tecnologia mais avançada, mas a ideia central permanece: seres humanos acreditam que podem dominar aquilo que criaram.
Trevorrow não tenta reproduzir integralmente a atmosfera de Spielberg. Em vez disso, espalha referências ao primeiro filme e aposta em cenas de perseguição, ataques em massa e confrontos entre criaturas. Em alguns momentos, o resultado é deliberadamente exagerado. Em outros, funciona justamente porque o filme entende que o absurdo faz parte da diversão.
Há também espaço para o humor e para uma heroína menos dependente do arquétipo da donzela em perigo. Claire passa boa parte da história de salto alto, correndo entre dinossauros e enfrentando situações que parecem incompatíveis com seu figurino. A imagem é improvável, mas resume bem a proposta do filme: levar a sério a aventura sem abandonar a consciência de que tudo aquilo é, antes de mais nada, espetáculo.
Jurassic World não tem a surpresa do primeiro Jurassic Park. Afinal, o público já sabe que os dinossauros vão escapar. A questão passa a ser como isso acontecerá e até onde a produção conseguirá ampliar a escala da ameaça.
A resposta é um filme eficiente, divertido e conscientemente exagerado. Não reinventa a franquia, mas entende seu principal combustível: a mistura entre fascínio e medo diante de criaturas que deveriam estar extintas há milhões de anos.