Temperatura Máxima hoje exibe 65: Ameaça Pré-Histórica com Adam Driver
Filme começa mais tarde neste domingo, 24 de maio
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Após o Esporte Espetacular, a Temperatura Máxima hoje, domingo, dia 24/5, vai exibir 65: Ameaça Pré-Histórica. O filme começa às 13h20, com Adam Driver no elenco.
Junto com a garotinha Koa (Ariana Greenblatt), o piloto Mills (Adam Driver) está viajando na imensidão do espaço quando problemas técnicos o obrigam a fazer um pouso de emergência em sua nave em um planeta alienígena. Quando percebem que não estão sozinhos, sobreviver nesse ambiente hostil torna-se um verdadeiro desafio.
Qual o filme da Temperatura Máxima hoje?
O filme 65, produzido pela Sony Pictures Entertainment e pela Columbia Pictures, tenta encontrar um diferencial capaz de torná-lo único dentro da ficção científica — um gênero que, justamente por oferecer possibilidades quase ilimitadas, também exige criatividade e precisão para funcionar. Quanto maior o potencial, maior o desafio de construir algo realmente marcante.
O aspecto mais relevante do longa não está exatamente em sua trama, que é relativamente simples e rapidamente apresentada, mas na relação entre os dois protagonistas. Presos em um ambiente hostil, eles precisam superar barreiras emocionais e aprender a confiar um no outro para sobreviver. É nessa dinâmica que o filme encontra sua força.
A atuação de Adam Driver e Ariana Greenblatt se torna, portanto, o verdadeiro centro da narrativa. Os demais elementos — ação, ambientação e efeitos visuais — continuam importantes, mas ocupam um papel secundário diante do peso emocional da história. O filme aposta no fator humano como principal motor dramático, lembrando que, por trás de qualquer avanço tecnológico, continuam existindo pessoas, medos e instintos básicos de sobrevivência.
De maneira bastante intencional, 65 funciona como uma ficção científica em escala reduzida. Em vez de explorar grandiosamente o universo ao seu redor, a produção concentra sua atenção em uma história íntima, usando o cenário maior apenas como pano de fundo para o desenvolvimento dos personagens e de sua relação.
Esse contraste entre tecnologia avançada e sobrevivência primitiva reforça a proposta do longa. Mesmo com armas futuristas e recursos tecnológicos, o foco permanece nos instintos humanos, na capacidade de adaptação e na luta para escapar de situações extremas. A ideia central parece ser justamente essa: retirar todas as camadas de evolução para chegar à essência do ser humano.
Como o filme depende quase inteiramente de seus protagonistas, grande parte da responsabilidade recai sobre Driver e Greenblatt. Ambos sustentam praticamente toda a duração da obra e conseguem dar credibilidade a um roteiro que, em muitos momentos, aposta mais na conexão emocional do que na complexidade narrativa.
A ação é constante e ajuda a manter o ritmo da história, especialmente porque o roteiro é relativamente enxuto em diálogos e desenvolvimento mais profundo. Adam Driver entrega uma atuação competente e consegue transmitir parte do peso dramático necessário para tornar a experiência envolvente, embora o texto nem sempre acompanhe esse esforço.
O principal problema de 65 está justamente em sua limitação narrativa. O filme não busca grandes reviravoltas nem tenta surpreender o espectador com complexidade excessiva. A história segue um caminho direto e objetivo, algo que pode ser visto tanto como qualidade quanto como fraqueza. Em determinados momentos, essa simplicidade funciona; em outros, faz com que o longa pareça previsível e pouco impactante.
Ainda assim, mesmo sem alcançar todo o potencial de sua premissa, 65 entrega uma experiência razoavelmente sólida. Não é uma obra revolucionária dentro da ficção científica, mas também está longe de ser um desastre. O filme encontra valor na relação humana entre seus protagonistas e na tentativa de equilibrar ação, sobrevivência e emoção em meio a um cenário hostil.
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