Saiba quem são as 10 famílias mais ricas do Brasil

Há seis anos, a revista Forbes realizou um levantamento sobre quais são as famílias mais ricas do Brasil. Embora ela deva possuir alguma alteração (desde então, a lista não foi atualizada), nota-se que todos os nomes ainda possuem grande influência no Brasil. Na ocasião, todas as famílias juntas valiam cerca de US$ 122 bilhões, valor correspondente a 5% do PIB do país.

Há seis anos, a revista Forbes realizou um levantamento sobre quais são as famílias mais ricas do Brasil. Embora ela deva possuir alguma alteração (desde então, a lista não foi atualizada), nota-se que todos os nomes ainda possuem grande influência no Brasil. Na ocasião, todas as famílias juntas valiam cerca de US$ 122 bilhões, valor correspondente a 5% do PIB do país.

Confira abaixo quais são as 10 famílias mais ricas do Brasil:

Família Marinho

Certamente uma das mais famosas da lista, a Família Marinho ocupa o primeiro lugar na lista de famílias mais ricas do Brasil. A fortuna estimada em US$ 28.9 bilhões em 2014 surgiu do trabalho da família com o Grupo Globo, a maior empresa de comunicação do país. Embora tenha se iniciado com Roberto Marinho (falecido em 2003), a Globo continua crescendo sob o comando dos irmãos Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho.

Família Safra – famílias mais ricas do Brasil

Os fundadores do Banco Safra também fazem parte da lista de famílias mais ricas do mundo. Imagem: Divulgação
Os fundadores do Banco Safra também fazem parte da lista de famílias mais ricas do mundo. Imagem: Divulgação

Em segundo lugar está a família Safra. A fortuna desta família veio através do setor bancário. O Grupo Safra é um conglomerado com dezenas de bancos espalhados em três continentes, mas tem suas origens na cidade de São Paulo. Em 2014, o patrimônio combinado de Joseph Safra (falecido em 2020), Moise Safra (falecido em 2014) e Lily Safra era equivalente a US$ 20,1 bilhões. Como resultado do trabalho com os bancos, Joseph chegou a ser considerado o “banqueiro mais rico do mundo”.

Família Ermírio de Moraes

Embora a fortuna dos Ermírio de Moraes esteja dividida entre alguns herdeiros, o grande nome por trás da fortuna é o de Antônio Ermírio de Moraes. O empresário foi um dos mais importantes para o país, chegando a gerar mais de 60 mil empregos através da empresa Votorantim. O grupo trabalha com commodities e o setor financeiro. Falecido em 2014, Antônio teve nove filhos e deixou o comando da Votorantim para filhos e sobrinhos. A revista Forbes estimou que a família possuía US$ 15,4 bilhões.

Família Moreira Salles

Composta pelos quatro irmãos Fernando, João, Pedro e Walther, a família Moreira Salles é mais uma das que enriqueceu com bancos e commodities. A fortuna de US$ 12,4 bilhões veio como resultado do sucesso do Itaú Unibanco, um dos três maiores bancos do Brasil. Certamente, com o crescimento da instituição desde 2014, a família Moreira Salles deve possuir uma fortuna maior.

Família Camargo

Rossana, Renata e Regina de são a segunda geração por trás da Camargo Corrêa, fundada em 1939 por Sebastião Camargo. Em 2014, a empresa era uma das maiores construtoras do país, mas o cenário mudou drasticamente desde então. Isso ocorreu, pois a empresa envolveu-se com esquemas de corrupção descobertos após a operação Lava-Jato. O grupo ficou mais enxuto e parte da família vendeu seus ativos da construtora que mudou seu nome para Mover. Contudo, antes disso tudo, a família Camargo possuía cerca de US$ 8 bilhões em sua fortuna.

Família Vilela – famílias mais ricas do Brasil

Grande parte da fortuna dos Vilela veio do sucesso do Banco Itaú. Foto Agência Brasil
Grande parte da fortuna dos Vilela veio do sucesso do Banco Itaú. Imagem: Agência Brasil

Antes de mudanças institucionais (como a fusão com o Unibanco), o Banco Itaú tinha como principal nome a família Vilela. De perfil mais discreto, eles são herdeiros de Alfredo Egídio de Sousa Aranha, o fundador do Banco Itaú em 1943.  A Forbes classificou dois dos cinco herdeiros como bilionários. A fortuna veio como resultado de sua grande porção de ações do banco.

Família Maggi

Desta lista, a Maggi talvez seja uma das mais próximas do imaginário brasileiro, pois estampa a embalagem de temperos como os cubos para caldo. Apesar disso, a riqueza de US$ 4,9 bilhões dos Maggi está muito mais ligada à sua relação com a soja. Em 2014, a fortuna era dividida entre Lúcia Borges Maggi, Blairo Borges Maggi, Marli Maggi Pissollo, Itamar Locks e Hugo de Carvalho Ribeiro.

Aguiar  – famílias mais ricas do Brasil

Outra família que enriqueceu através de uma instituição financeira foi a Aguiar. Lina, Lia e Maria herdaram a fortuna de Amador Aguiar, o fundador do banco Bradesco (já considerado o segundo maior banco privado do Brasil). Juntas, as irmãs Aguiar possuíam um patrimônio de US$ 4,5 bilhões, mas esse é outro número que deve ter se alterado desde 2014. 

Batista

Membro de uma das famílias mais ricas do Brasil, Joesley Batista foi um dos nomes principais em operações como Lava Jato e Carne Fraca. Foto Divulgação
Membro de uma das famílias mais ricas do Brasil, Joesley Batista foi um dos nomes principais em operações como Lava Jato e Carne Fraca. Imagem: Reprodução

Certamente, o sobrenome da família Batista foi um dos que mais passou por polêmicas. Com patrimônio de US$ 4,3 bilhões, os Batista passaram por altos e baixos desde 2014, pois os herdeiros Joesley e Wesley foram envolvidos com diversos esquemas de corrupção. Surpreendentemente, a empresa da família JBS (do setor alimentício), esteve envolvida com mais de quatro operações anticorrupção; dentre elas, as operações Lava Jato e Carne Fraca. Embora tenham passado pela prisão, os Irmãos Joesley e Wesley parecem estar se reerguendo aos poucos: em 2020, realizaram um acordo com a Justiça dos EUA e ficaram R$ 2,2 bilhões mais ricos.

Odebrecht entre as famílias mais ricas do Brasil

A Odebrecht vendeu sua sede e mudou de nome após escândalos de corrupção. Foto Divulgação
A Odebrecht vendeu sua sede e mudou de nome após escândalos de corrupção. Imagem: Divulgação

Surpreendentemente, a última família da lista também envolveu-se com graves esquemas de corrupção no Brasil. Após a 14ª fase da Operação Lava Jato, a justiça acusou o herdeiro Marcelo Odebrecht  de pagar (junto da empresa Andrade Gutiérrez) cerca de R$ 700 milhões em propinas.

Além disso, o herdeiro da fortuna de US$ 3,9 bilhões também estava ligado a crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Sua condenação pelos delitos foi de 19 anos e 4 meses de prisão, mas acabou tendo a pena aliviada após participar de uma delação premiada e comprometer-se a pagar 8,6 bilhões de reais através da incorporadora Odebrecht, a empresa da família. Desde então, a empresa vendeu sua sede em São Paulo e mudou o nome para Novonor. Recentemente, através de seu braço focado em engenharia, a empresa ganhou o direito de construir uma refinaria de petróleo em Angola por US$ 920 milhões.

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