Queda no PIB: Após Alemanha, Espanha e França apresentam números alarmantes

A queda no PIB das maiores economias da União Européia alerta para a aproximação de uma crise econômica e o bloco busca formas de reagir.

Após a queda no PIB (Produto Interno Bruto) da Alemanha  anunciada pelo Ministério das Finanças do país, a expectativa era de que outros países da Europa também apresentassem resultados negativos.

Ainda assim, os números apresentados pelos Institutos de Estatísticas Nacionais e pelo Gabinete de Estatísticas da União Européia (Eurostat) nessa sexta-feira (31) surpreenderam.

 

A queda no PIB da Espanha

 

A economia da Espanha sofreu uma contração de 18,5% apenas no segundo trimestre do ano. Essa é a maior queda no PIB do país desde que o Instituto Nacional de Estatísticas do país começou a operar em 1970.

A Espanha foi um dos países mais atingidos pela pandemia e agora também economicamente: essa queda no PIB anula o crescimento o país nos últimos seis anos.

A queda é 13,3 pontos superior à segunda maior queda trimestral registrada, que foi de 5,2% no primeiro trimestre desse ano. Sendo esse o segundo semestre consecutivo de resultados negativos para o país, a Espanha entra tecnicamente assim em recessão.

Desses 18,5% de queda, estima-se que 16,6% sejam consequência do colapso no consumo e investimento nacional em função do isolamento e 1,9% oriundos da redução nas exportações e importações.

 

A queda no PIB da França

 

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Reprodução/ Reuters

 

Mas a Espanha não foi a única a apresentar números preocupantes: a queda no PIB da França foi de 13,8%, tornando esse país mais uma vítima dos efeitos da pandemia.

Devido ao confinamento, o setor de consumo caiu 11%, o de serviços 15,3%  e a aquisição de bens 7, 1 %. Ao mesmo tempo, as exportações caíram 25,5% e as importações 17,3%. Como resultado, a França passa pela maior contração econômica da nação em 70 anos de história.

Precedida por uma queda no PIB de 5,9% entre janeiro e março, a queda de 13,8% no PIB entre abril e junho coloca o país em sua pior situação desde 1949. Porém, o Instituto Nacional de Estatísticas francês aponta que a queda de 13,8% do segundo trimestre foi menor do que os 17% previstos em meados de junho.

Essa foi a época em que o país iniciou o levantamento progressivo das restrições de circulação impostas em maio. Sendo assim, acredita-se em uma “recuperação gradual” a partir do retorno das atividades.

 

A contração econômica na União Européia

 

Em toda a UE (União Européia), a contração econômica foi de 11,9%. A Eurostat informou que essas quedas foram as maiores dese o início de suas operações em 1995.

A doença, descrita pela OMS como a emergência de saúde mais grave que a agência já enfrentou, impactou o mundo todo e já começa a atingir alguns países em sua segunda onda.

Assim, os líderes dos 27 Estados-membros da UE trabalham  agora na implantação de um plano de recuperação econômica conjunto para todo o bloco.

O plano inclui o investimento de 1,8 trilhão de euros e levou os líderes a negociações que duraram 4 dias. Afinal, cada país possui a sua políticas econômicas e desenhar um plano comum foi um grande desafio.

Após a conclusão das negociações, os líderes se mostraram otimistas e o mercado respondeu positivamente: horas após a divulgação do plano, os principais mercados na Europa registravam alta.

 

 

 

Fonte Eurostat

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