Após onda de calor de 40 °C, frente fria avança e muda o tempo no Brasil
Uma nova frente fria começa a avançar pelo Sul, acompanhada da formação de um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai.
Nova frente fria - Foto: arquivo
Depois de uma sequência de dias de calor intenso, uma frente fria começa a avançar pelo Sul do Brasil, e deve mudar as condições do tempo na região. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná estão entre os estados que devem sentir os efeitos da mudança. A chegada da frente fria também deve provocar uma redução das temperaturas, primeiro no Sul e, nos dias seguintes, em outras áreas do país.
Quando acaba a onda de calor e chega a frente fria?
A onda de calor deve perder força até quarta-feira, dia 30 de setembro, quando a frente fria avança pelo Sul e provoca uma mudança mais evidente nas condições meteorológicas. Os primeiros efeitos devem aparecer no Sul a partir desta terça-feira (29). Na quarta, a expectativa é de queda das temperaturas, principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
No Paraná, o calor ainda será intenso no começo da semana. As máximas podem passar dos 30 °C em grande parte do estado e se aproximar dos 40 °C nas regiões norte e noroeste, principalmente nas áreas próximas às divisas com São Paulo e Mato Grosso do Sul.
O sistema também deve avançar posteriormente para outras regiões. São Paulo e Mato Grosso do Sul podem começar a sentir mudanças no tempo a partir de quarta-feira (30), com aumento de nebulosidade, possibilidade de chuva e redução gradual do calor. A queda das temperaturas, no entanto, não ocorrerá ao mesmo tempo em todo o país. Enquanto o Sul terá a mudança primeiro, áreas do Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste ainda poderão registrar temperaturas superiores a 40 °C.
Mesmo com a aproximação da frente fria, o calor extremo continua em algumas regiões. As temperaturas de 40 °C ou mais devem se concentrar principalmente no leste de Mato Grosso, sul do Pará, norte e noroeste de Goiás, centro e sul do Tocantins, noroeste de São Paulo, áreas do Vale do São Francisco entre Minas Gerais e Bahia e no Piauí.
Entre as localidades que podem superar os 40 °C estão Araguaçu e Gurupi, no Tocantins, e Bom Jesus e Floriano, no Piauí.
O Distrito Federal também terá calor, com máximas que podem chegar a 34 °C entre segunda-feira (28) e quarta-feira (30). A região, porém, não está incluída na área do aviso de onda de calor.
Isso ocorre porque o fenômeno não é definido apenas pela temperatura máxima registrada. Para caracterizar uma onda de calor, também é considerada a persistência de temperaturas acima da média esperada para determinada região.
Por isso, uma cidade pode registrar mais de 40 °C sem necessariamente estar sob um aviso de onda de calor. Da mesma forma, localidades com máximas abaixo desse patamar podem atender aos critérios do fenômeno.
Ciclone extratropical deve provocar novos temporais
A formação do ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai deve ocorrer nesta terça-feira (29). O sistema será acompanhado por uma frente fria vinda do sul do continente. A combinação dos fenômenos aumenta a instabilidade e favorece a ocorrência de temporais no Sul.
No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, há previsão de chuva forte, rajadas de vento e possibilidade de granizo. O cenário é de atenção principalmente nas áreas que já registraram grandes volumes de chuva nos últimos dias.
O Rio Grande do Sul está entre os estados que mais enfrentam problemas provocados pelas chuvas desde o início da primavera. Segundo informações divulgadas pela Defesa Civil estadual, oito rios que passam por cerca de 11 municípios estão sob risco de inundação.
A situação ocorre após uma sequência de temporais que provocou alagamentos, enxurradas e elevação dos níveis dos rios.
As áreas do Rio Grande do Sul mais afetadas incluem Campanha, Oeste, Missões, Noroeste, Centro, Vales, Serra, Nordeste e Norte.
Em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste, foram registrados mais de 120 milímetros de chuva no domingo (27). Rosário do Sul acumulou 118,6 milímetros no mesmo período.
Além da chuva intensa, a região também registrou rajadas de vento superiores a 90 km/h e ocorrência de granizo.
A presença de calor e umidade contribui para a formação das tempestades. O Rio Grande do Sul recebe uma corrente de ar quente e úmido vinda da Amazônia, que também influencia áreas do Paraguai e da Argentina.
Com a chegada da nova frente fria, a instabilidade deve continuar nos próximos dias.