Correios estão em greve hoje: veja como ficam entregas e prazos
Estatal criou esquema para realizar entregas durante a greve
A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta terça-feira (15), por tempo indeterminado. Com a paralisação, uma das principais dúvidas dos consumidores é como ficam as entregas de encomendas e correspondências e se os prazos serão alterados.
Como ficam as entregas dos Correios durante a greve?
Apesar da greve, os Correios afirmam que as agências continuam abertas e que a empresa adotou medidas para manter a operação em todo o país. A estatal, porém, não informou quais regiões poderão sofrer maior impacto nem confirmou alterações nos prazos de entrega.
Os Correios acionaram o Plano de Continuidade de Negócios para tentar reduzir os efeitos da paralisação sobre o atendimento e a distribuição de encomendas. Entre as medidas adotadas estão o deslocamento de funcionários administrativos para atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para manter o fluxo de encomendas.
A estatal também informou que a rede de agências permanece aberta ao público. Na prática, as entregas continuam sendo realizadas, mas podem ocorrer atrasos em razão da paralisação, principalmente caso a mobilização afete unidades de tratamento, transporte ou distribuição.
Até o momento, os Correios não divulgaram um novo prazo geral para as encomendas nem uma lista de regiões em que os serviços estão mais comprometidos.
Segundo a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), a paralisação teve início na sexta-feira (11), após trabalhadores rejeitarem, em assembleias, a proposta apresentada pela empresa durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.
De acordo com a FINDECT, sindicatos de diferentes estados e regiões aprovaram a paralisação. A lista inclui entidades de Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.
Também aderiram sindicatos de regiões como Campinas, Juiz de Fora, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Santa Maria, Uberaba, Vale do Paraíba, Bauru e Santos.
Correios terão 80% dos funcionários trabalhando
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, no sábado (12), que os Correios mantenham 80% do efetivo trabalhando em cada unidade ou estabelecimento durante a greve.
A decisão abrange funcionários das áreas de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e setores administrativos ou de suporte considerados necessários para manter a cadeia postal.
A determinação foi tomada depois que os Correios entraram com pedido de dissídio coletivo na sexta-feira (11), após o encerramento das negociações sem acordo com os sindicatos.
O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13h30, na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST. Até lá, as partes ainda podem chegar a um acordo
Entre as reivindicações da categoria estão avanços nas negociações do acordo coletivo, preservação de direitos trabalhistas e garantias relacionadas ao plano de saúde dos empregados, aposentados e dependentes.
Segundo a FINDECT, o plano de saúde está entre os principais pontos de divergência nas negociações. A entidade afirma que a direção dos Correios pretende promover mudanças no benefício.
A federação também afirma que a decisão pela greve ocorreu depois de rodadas de negociação e tentativas de mediação no TST sem um acordo entre as partes.
A Caixa também está em greve.