Reunião do Copom pode cortar Taxa Selic; veja previsão do juros em setembro
A penúltima reunião acontece na quarta-feira
Crédito: Agência Brasil
O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central anuncia na quarta-feira, 16, o novo patamar dos juros no Brasil. A expectativa predominante entre os analistas é de que a taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, seja reduzida em 0,25 ponto percentual, passando para 13,75% ao ano. Se a previsão se confirmar, será o quinto corte consecutivo da taxa básica de juros. Apesar das apostas favoráveis à redução nesta reunião do Copom, ainda há dúvidas sobre os próximos passos da política monetária.
Por que a taxa Selic pode cair na Reunião do Copom?
Um dos fatores que favorecem uma redução dos juros é o comportamento recente da inflação. Em agosto, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação brasileira, registrou deflação de 0,32%. Na prática, isso significa que os preços, em média, recuaram no período.
Com a inflação mostrando sinais de desaceleração, o Banco Central passa a ter mais espaço para diminuir a taxa básica sem aumentar a pressão sobre os preços. “O resultado é um bom sinal para o Banco Central, no sentido de poder continuar cortando os juros”, avaliou Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV.
A atividade econômica também perdeu força. O PIB (Produto Interno Bruto) desacelerou no segundo trimestre, indicando que o período de juros elevados já começa a pesar de forma mais ampla sobre o consumo e os investimentos.
Para Felipe Queiroz, economista-chefe da Apas (Associação Paulista de Supermercados), esse cenário abre espaço para uma redução da Selic. “Temos um ritmo de atividade econômica fraco e a economia precisa ser estimulada”, afirmou.
As negociações de contratos de opções de Copom na B3 apontam para uma probabilidade de aproximadamente 95% de redução de 0,25 ponto percentual nesta semana.
Esses contratos refletem as apostas dos investidores para as decisões do Banco Central e ajudam a indicar qual cenário é considerado mais provável pelo mercado financeiro.
Dessa forma, a expectativa para a reunião do Copom é que a taxa básica passe de 14% para 13,75% ao ano.
Como a decisão do Copom afeta o consumidor?
A Selic é a principal referência para os juros da economia brasileira. Por isso, uma eventual redução pode contribuir, ao longo do tempo, para diminuir o custo de empréstimos e financiamentos.
O efeito, no entanto, não costuma aparecer imediatamente. Os bancos definem as taxas cobradas dos clientes considerando também fatores como risco de inadimplência, custos e condições do mercado.
A decisão do Copom também influencia os investimentos. Com uma taxa básica menor, aplicações de renda fixa atreladas à Selic ou ao CDI tendem a oferecer uma remuneração mais baixa.
Assim, a reunião do Copom desta quarta-feira interessa tanto a quem pretende contratar crédito quanto aos investidores e consumidores que acompanham o comportamento dos juros no Brasil.
Criado em 1996, o Comitê de Política Monetária é o órgão responsável por definir a taxa Selic, principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. As decisões do colegiado têm impacto direto sobre o custo do crédito, financiamentos, empréstimos, rendimento da renda fixa e ritmo da atividade econômica, razão pela qual são acompanhadas de perto por investidores, empresas e consumidores.
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