Bancos estão de greve hoje (14/9)? Veja situação do Banco do Brasil e da Caixa
Banco do Brasil apresenta paralisação parcial
Quem precisa ir ao banco ou utilizar os serviços dos Correios nesta segunda-feira (14) pode encontrar unidades com atendimento afetado pela greve. No entanto, a paralisação não ocorre da mesma forma em todas as instituições.
No Banco do Brasil, a greve foi encerrada em grande parte das regiões depois que os funcionários aprovaram a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) na sexta-feira (11). Por outro lado, sindicatos que rejeitaram o acordo continuam mobilizados.
Já na Caixa Econômica Federal, os empregados permanecem em greve nacional por tempo indeterminado. Ao mesmo tempo, os trabalhadores dos Correios também seguem parados após rejeitarem a proposta apresentada pela empresa.
Veja abaixo a situação de cada instituição nesta segunda-feira.
Banco do Brasil está de greve hoje?
A greve dos funcionários do Banco do Brasil é parcial e continua somente nas bases sindicais que rejeitaram a proposta de ACT. Isso porque, na sexta-feira (11), novas assembleias foram realizadas e a maioria das bases aprovou o acordo negociado com o banco. Com isso, essas regiões devem assinar o documento e encerrar a paralisação.
Entre as bases que aprovaram a proposta estão Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Pernambuco, Porto Alegre, Mato Grosso, Florianópolis, Alagoas, ABC Paulista, Rondônia, Sergipe e Campinas.
Entretanto, cerca de 18 entidades rejeitaram o acordo. Por esse motivo, a paralisação continua nessas localidades enquanto os sindicatos discutem os próximos passos.
Entre os locais que permanecem mobilizados estão Angra dos Reis e bases da Bahia.
A situação mudou rapidamente em relação ao início da greve. Na quinta-feira (10), quando a paralisação começou por tempo indeterminado, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis estavam entre as bases que haviam rejeitado a proposta.
Contudo, menos de 24 horas depois, novas assembleias foram realizadas e essas regiões aprovaram o acordo.
Caixa está de greve hoje?
Por outro lado, os funcionários da Caixa Econômica Federal estão em greve nesta segunda-feira (14). Diferentemente do Banco do Brasil, a paralisação na Caixa foi definida como nacional e por tempo indeterminado.
Os empregados iniciaram o movimento na quinta-feira (10), depois que a proposta de renovação do ACT foi rejeitada pela categoria. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta apresentada pela Caixa.
Entre os principais pontos de discordância está o Saúde Caixa, além de outras reivindicações apresentadas pelos trabalhadores desde junho.
A Caixa informou que mantém o diálogo com as entidades que representam os empregados. Além disso, o banco afirmou que retomou as negociações para tentar chegar a um entendimento.
Caso os trabalhadores não aprovem os termos dentro do prazo estabelecido, a Caixa poderá retirar a proposta e recorrer à Justiça por meio de um dissídio coletivo.
Correios estão de greve hoje, 14 de setembro?
Os trabalhadores dos Correios também seguem em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (14). A paralisação começou na noite de quinta-feira (10), depois que a categoria rejeitou a proposta apresentada pela empresa durante as negociações do acordo coletivo.
Segundo a Findect, 35 assembleias haviam aprovado a paralisação antes do início do movimento. Entre as bases estão São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Santos, Maranhão e Mato Grosso do Sul.
Um dos principais pontos de divergência é o plano de saúde dos empregados, aposentados e dependentes. A entidade sindical contesta mudanças relacionadas ao benefício e afirma que elas podem afetar o atendimento e o custeio da assistência médica.
Por outro lado, os Correios afirmam que a proposta mantém 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo. A empresa também prevê reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, além da manutenção da assistência à saúde.
Enquanto a categoria mantém a paralisação, os Correios afirmam ter adotado medidas para diminuir os efeitos da greve, como o remanejamento de equipes e o reforço das operações.
A disputa também chegou ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). Os Correios pediram a abertura de dissídio coletivo e solicitaram que a Justiça analise a situação da paralisação.
A Findect, entretanto, orientou os trabalhadores a manter a greve e ampliar a mobilização nesta segunda-feira.
O que mudou para os bancários?
A greve ocorre em meio à negociação dos acordos coletivos da categoria.
Na quarta-feira (9), a Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários foi assinada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pelas entidades sindicais. O documento estabelece regras gerais para os trabalhadores do setor em todo o país.
O acordo prevê reposição integral da inflação medida pelo INPC e aumento real de 0,6% nos próximos dois anos.
Além dos salários, os reajustes também alcançam benefícios como vale-alimentação, vale-refeição, PLR e auxílios.
A convenção ainda estabelece medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio, direito à desconexão fora do horário de trabalho e transparência no monitoramento digital dos funcionários.
Entretanto, os empregados do Banco do Brasil e da Caixa também precisam negociar cláusulas específicas com cada instituição. Foi justamente essa negociação que levou às diferentes paralisações desta segunda-feira.
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