Caixa está em greve até quando; Correios mantêm paralisação
Trabalhadores dos Correios, Caixa e BB estão em greve
A greve dos bancários da Caixa Econômica Federal continua após os trabalhadores rejeitarem a proposta apresentada pelo banco para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). No caso dos Correios, a greve também segue sem data definida para terminar.
Quando acaba a greve da Caixa?
Os funcionários da Caixa decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A decisão ocorreu na sexta-feira (11), depois que a categoria rejeitou a proposta final apresentada pelo banco nas negociações do ACT. No Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos trabalhadores que participaram da assembleia votaram contra a proposta.
Um dos principais pontos de discussão é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. Os representantes dos trabalhadores defenderam que as negociações sobre o benefício fossem tratadas separadamente da renovação do acordo coletivo, mas a Caixa não aceitou a proposta.
A negociação também envolve temas como Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vale-alimentação, vale-refeição e outros direitos da categoria.
A Caixa chegou a sinalizar que poderia retirar a proposta e levar a discussão para um dissídio coletivo caso os trabalhadores não aprovassem os termos.
Apesar da paralisação dos bancários, a Caixa informa que os principais canais de atendimento continuam funcionando.
Os clientes podem utilizar:
- aplicativo CAIXA;
- Internet Banking CAIXA;
- WhatsApp CAIXA;
- caixas eletrônicos;
- rede Banco24Horas;
- atendimento telefônico;
- casas lotéricas;
- Correspondentes CAIXA Aqui.
- O Alô CAIXA também permanece disponível pelo telefone 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e pelo 0800 104 0104, nas demais localidades.
No primeiro dia da paralisação, o sindicato informou que 245 das 283 agências da Caixa em São Paulo, Osasco e região estavam fechadas, além de quatro centros administrativos.
Correios estão em greve até quando?
A greve dos Correios também continua por tempo indeterminado. O movimento começou na sexta-feira (11), depois que trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pela empresa para o ACT 2026/2028.
Entre as reivindicações estão avanços nas negociações, manutenção de direitos e garantias relacionadas ao plano de saúde dos empregados, aposentados e dependentes. A discussão sobre o plano de saúde é um dos principais pontos de conflito entre os trabalhadores e a estatal.
Os Correios entraram com pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho após o fim das negociações sem acordo. No sábado (12), o TST determinou, em decisão liminar, que 80% dos funcionários permaneçam trabalhando em cada unidade ou estabelecimento da empresa durante a greve.
A determinação inclui trabalhadores das áreas de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e setores administrativos ou de suporte considerados necessários para manter a operação.
O julgamento do dissídio está marcado para 21 de setembro, às 13h30, na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST. Até a data do julgamento, no entanto, as partes ainda podem chegar a um acordo.
Segundo os Correios, a rede de agências permanece aberta ao público durante a paralisação. A estatal também informou que colocou em funcionamento seu Plano de Continuidade de Negócios para reduzir os efeitos da greve.
Entre as medidas estão o deslocamento de funcionários administrativos para atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para manter o fluxo de encomendas e correspondências.
Os clientes podem buscar atendimento pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, além dos canais digitais dos Correios.
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