Dólar hoje (16/6): moeda fecha a R$ 5,08 antes de Copom decidir Selic
Mercado financeiro ficou mais cauteloso nesta terça-feira
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O dólar fechou em alta nesta terça-feira, 16 de junho, em um pregão marcado pela cautela dos investidores antes da decisão do Copom sobre a nova taxa Selic. A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 5,08, pressionada por incertezas no cenário doméstico, queda do petróleo e expectativa pelos próximos passos dos juros no Brasil e nos Estados Unidos.
O Comitê de Política Monetária do Banco Central começou a reunião nesta terça e anuncia a decisão nesta quarta-feira, 17 de junho, após o fechamento do mercado. A Selic está atualmente em 14,50% ao ano, depois do corte definido na reunião anterior.
A expectativa em torno do Copom aumentou a volatilidade no câmbio. Isso acontece porque a taxa básica de juros influencia a entrada de capital estrangeiro no país. Juros mais altos tendem a manter o real mais atrativo para investidores, enquanto cortes na Selic podem reduzir esse diferencial, principalmente se os Estados Unidos mantiverem uma postura mais dura na política monetária.
Por que o dólar subiu hoje?
A alta do dólar ocorreu em um ambiente de menor apetite por risco. No Brasil, a proximidade da decisão do Copom levou investidores a evitarem apostas mais fortes no real. Além disso, ruídos fiscais e eleitorais voltaram a pesar sobre os ativos locais.
No exterior, a queda do petróleo também entrou no radar. Quando commodities recuam, moedas de países exportadores, como o real, costumam sofrer pressão. O movimento afeta especialmente mercados emergentes, que dependem do fluxo estrangeiro e da percepção de risco global.
Outro fator importante é a chamada “superquarta”, quando decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos concentram as atenções do mercado. Se o Federal Reserve mantiver um discurso duro contra a inflação, o dólar pode ganhar força globalmente, mesmo que o Copom reduza a Selic no Brasil.
O que muda para investimentos e crédito?
A Selic é a principal referência para os juros da economia brasileira. Por isso, a decisão do Copom afeta aplicações de renda fixa, financiamentos, empréstimos, cartões de crédito e o comportamento da bolsa.
Se a taxa cair, investimentos atrelados à Selic e ao CDI passam a render um pouco menos. Ao mesmo tempo, uma sequência de cortes pode aliviar o custo do crédito, embora esse efeito não seja imediato para o consumidor.
Para o câmbio, o impacto depende do tom do Banco Central. Um corte já esperado pelo mercado tende a ter efeito limitado. Mas se o comunicado indicar novas reduções em sequência, o dólar pode continuar pressionado. Por outro lado, uma sinalização mais cautelosa pode ajudar a segurar a moeda norte-americana.
Com o dólar a R$ 5,08, o mercado chega à decisão do Copom em compasso de espera. A nova taxa Selic será importante, mas o comunicado do Banco Central deve pesar ainda mais na leitura dos investidores.
A dúvida é se o Copom vai confirmar um corte moderado e manter a porta aberta para novas reduções ou se vai adotar um tom mais duro diante da inflação, do cenário fiscal e das incertezas externas. Até lá, o dólar deve seguir sensível a qualquer sinal sobre juros, petróleo e risco político.