Dólar hoje fecha em leve alta a R$ 5,172 e Ibovespa recua 0,05% em dia de jogo do Brasil
Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,154 e a máxima de R$ 5,186.

O fechamento do mercado financeiro nesta segunda-feira, 29 de junho de 2026, trouxe um tom de cautela e estabilidade para os investidores no Brasil. Em um dia atípico, marcado pelo volume reduzido de negociações em razão do jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo (vitória do Brasil contra o Japão por 2 a 1), o Ibovespa operou de lado, enquanto o dólar registrou uma leve valorização.
Abaixo, detalhamos o comportamento dos principais indicadores e o que movimentou as mesas de operação.
Dólar Hoje: cotação e o que mexeu com o câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com uma leve alta de 0,06%, cotado a R$ 5,172 para venda. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,154 e a máxima de R$ 5,186.
O movimento de valorização da divisa no cenário doméstico foi influenciado principalmente por:
- Tensões Geopolíticas: Investidores seguem atentos às sinalizações contraditórias sobre as negociações de um cessar-fogo provisório entre Estados Unidos e Irã, previstas para ocorrer em Doha, no Catar, após novos atritos no fim de semana.
- Liquidez Reduzida: A pausa nas negociações durante a partida do Brasil esvaziou o mercado, deixando o real mais suscetível a oscilações com menos contratos negociados.
Ibovespa: volume despenca em dia de Copa do Mundo
Na contramão do otimismo visto nas bolsas de Nova York, o principal índice de ações da bolsa brasileira (B3) fechou com um recuo marginal de 0,05%, aos 173.205 pontos. O volume financeiro somou apenas R$ 14,16 bilhões — menos da metade da média diária do mês, que gira em torno de R$ 30,6 bilhões.
Destaques do Pregão:
- Braskem (BRKM5): Liderou as altas da carteira com avanço de 5,76%, recuperando-se de perdas recentes após o congelamento judicial de pagamentos bilionários.
- Embraer (EMBR3): Foi uma das principais pressões negativas do dia, recuando mais de 2%.
- Grandes Bancos: Apresentaram comportamento misto, com Itaú Unibanco (ITUB4) subindo 0,71% e Bradesco (BBDC4) avançando 1,79%.
Mercado internacional e cenário macroeconômico
Enquanto a bolsa brasileira andava de lado, Wall Street renovou recordes históricos impulsionada pelo setor de tecnologia:
- Nasdaq: Disparou 2,07%, alcançando os 25.820 pontos.
- S&P 500: Subiu 1,18%, aos 7.440 pontos.
- Dow Jones: Avançou 0,59%, ajudado pela forte valorização da Alphabet, que estreou no índice substituindo a Verizon.
No cenário doméstico, o Relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta manhã manteve as projeções macroeconômicas congeladas: a expectativa para a inflação de 2026 continuou em 5,33%, e a projeção para a taxa Selic ao fim do ano permaneceu em 14% ao ano.
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